DITADURA CUBANA QUER LOUROS PARA OS CEM ANOS QUE FIDEL CASTRO FARIA HOJE. UM EXEMPLO DE VIDA QUE O MUNDO JAMAIS DEVERIA SEGUIR
Hoje, dia 13 de agosto, a ditadura cubana, que continua ultra violenta e sanguinária, está lembrando com comemorações pelo país os 100 anos que o líder da revolução cubana do final dos anos 50, Fidel Castro, estaria fazendo. Nascido Fidel Hipólito Ruz, posteriormente registrado como Fidel Castro Ruz. Tinha uma personalidade psicopática, sociopática e narcisista. Atraente, cativante e manipulador, possuía inteligência e força de vontade ilimitadas, com uma persistência extraordinária na busca de seus objetivos. Essas características, combinadas com a falta de ética e uma intuição felina para evitar o perigo, moldaram o padrão de comportamento que o acompanhou por toda a vida, persiste após a morte dele e explica
por que foi capaz de se impor como líder de tudo e de todos, transformando aqueles ao seu redor em executores de suas ideias, assistentes ou vítimas.
Uma maldade de tal magnitude que pôs em xeque o ditado popular: “Nenhum mal dura cem anos, nem um corpo que possa suportá-lo“. Três subordinados e três vítimas confirmam o que foi dito anteriormente. Carlos Bustillo, um dos atacantes do Quartel Moncada, afirmou que “Fidel conseguia convencer qualquer um a fazer qualquer coisa“. Gerardo Pérez Puelles (direita), outro dos atacantes, disse: “Ele tinha um jeito de cativar as pessoas; bastava conhecer dez pessoas para conseguir dez recrutas”. E o comandante Guillermo García, o primeiro camponês a se juntar ao Exército Rebelde, disse ao fotógrafo americano Lee Lockwood: “Deixávamos Fidel pensar por nós”.
Gustavo Arcos Bergnes e Mario Chanes de Armas, os autores do atentado de Moncada, foram condenados a 30 e 10 anos de prisão, respectivamente, por discordarem dos rumos do processo revolucionário. O auditor do Exército Rebelde e Ministro da Agricultura, Comandante Humberto Sorí Marín(esquerda), o leal companheiro, foi executado sumariamente em 1961. Esses eventos e sentenças contrastaram fortemente com a pena recebida por Fidel Castro após o atentado contra o Quartel de Moncada em 1953, quando foi condenado a 15 anos de prisão e anistiado após 22 meses. Durante esse período, enquanto ainda estava na
prisão, a imprensa publicou seus artigos antigovernamentais.
O jovem Fidel Castro ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Havana. Durante seus anos de estudante, ele nunca foi eleito para cargos de liderança na Federação de Estudantes Universitários (FEU), mas se envolveu em aventuras típicas de seu caráter: a expedição a Cayo Confites, entre julho e setembro de 1947, dirigida contra o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo; as gangues de gângsteres em Cuba. Ele se filiou ao Partido Ortodoxo, pelo qual foi candidato a deputado nas eleições de 1952, que nunca aconteceram. Seus resultados eleitorais parecem estar relacionados à sua aversão ao caminho eleitoral para o poder.
REVOLUÇÃO EM 1959
Em Cuba, como em todos os países, especialmente aqueles com desenvolvimento limitado, havia desigualdades, carências e descontentamento, mas estes não foram a causa da revolução, nem a situação exigia tal solução. A economia da ilha, que havia sido destruída durante a Guerra da Independência que terminou em 1898, ocupou um lugar de destaque entre os países da região em 1958, 60 anos depois. Bastam alguns números. A indústria açucareira, principal fonte de riqueza do país, aumentou a produção de 876.027 toneladas, em 1902, para 7.298.023, em 1952. A pecuária, o segundo setor mais importante, cresceu de 953.911 cabeças de gado em 1902 para aproximadamente seis milhões em 1958. A produção de café ultrapassou 32.000 toneladas em 1951, mas em 2010 a colheita havia diminuído para meras 6.000 toneladas. Hoje, nada disso existe. Há uma pequena produção de charutos e olhe lá.
O ditador Fulgêncio Batista(direita), em seu livro RESPUESTAS, publicado no México em 1960, fez uma previsão certeira: Ele
disse que Fidel Castro “começou destruindo e terminará destruindo tudo”. Acertou 100%. As cinco primeiras leis anunciadas no discurso de Fidel Castro foram posteriormente ignoradas. A restauração da Constituição de 1940 foi substituída, em 7 de fevereiro de 1959, pela Lei Fundamental do Estado Cubano, um conjunto de leis utilizadas para implementar o sistema totalitário. As eleições livres e democráticas, segundo o “Manifesto da Sierra Maestra,” que deveriam ocorrer dentro de um ano, jamais aconteceram. Primeiro, falou-se de um “período de 15 meses, mais ou menos“, depois de “até que os partidos políticos estivessem plenamente desenvolvidos e seus programas claramente definidos”, depois de quando todos os cubanos pudessem ler e escrever, até que, em um Dia do Trabalho, o líder disse: “A democracia direta era mil vezes mais pura“. Até hoje, várias gerações cubanas jamais foram apresentadas ao que [e uma urna de votação para presidência do país. E o pior, os líderes falam em democracia.
CONFISCO GERAL
O governo de Fidel confiscou todos os bens relacionados aos meios de produção e serviços e, em agosto de 1961, realizou uma troca cambial que, da noite para o dia, reduziu a riqueza acumulada das famílias cubanas a 10.000 pesos. Desse valor, elas receberam apenas 200 pesos em dinheiro, cabendo ao restante o pagamento em parcelas mensais de 100 pesos. Assim começou o empobrecimento sistemático do povo cubano, um processo que continua até hoje.
Com a Ofensiva Revolucionária de 1968, os últimos vestígios de propriedade privada nas mãos dos cubanos foram
eliminados, enquanto uma série de planos voluntaristas foram implementados, levando ao sistema de racionamento mais longo da história moderna (1962-2026). E em 1976, como culminação, foi promulgada uma Constituição copiada do modelo soviético, feita sob medida para o regime, até que a irreversibilidade do socialismo fosse declarada em 2002, dada a ameaça representada ao poder estabelecido pelo Projeto Varela. Para garantir a permanência do sistema imposto, a sociedade civil foi substituída por
associações constitucionalmente subordinadas ao governo, e a mídia, a educação e a cultura foram monopolizadas. Como resultado, o cidadão individual desapareceu e o processo de construção da nação, embora ainda incompleto, foi interrompido. Por ter assumido as empresas americanas pela força, recebeu de troco o embargo do governo dos Estados Unidos. Quase 68 anos depois, Cuba terá que pagar e ressarcir tintim por tintim aos americanos e às suas empresas que tiveram prejuízos bilionários.
A economia, subordinada aos caprichos ideológicos do líder, perdeu seu caráter natural; a produção nacional desapareceu,
enquanto as reservas cambiais tornaram-se escassas para compras no mercado internacional. Sem uma base econômica, as medidas populistas que tiveram um profundo impacto no povo cubano — como saúde e educação gratuitas — foram gradualmente perdendo força até que a escassez assolou o mercado. Hoje, a falta de assistência médica e medicamentos, a ruína de escolas e prédios, o drástico declínio populacional e o desespero
generalizado devido à ausência de serviços básicos como eletricidade e água, juntamente com cidades e vilas transbordando de lixo, mergulharam Cuba de volta em uma catástrofe sem paralelo, mesmo nos piores tempos coloniais. Em fevereiro de 2008, por motivos de saúde, Fidel Castro renunciou formalmente ao poder, mas continuou a exercê-lo nos bastidores, como demonstrado por suas declarações. Houve uma época – que persiste em menor escala até hoje – que os cubanos fugiram do país, por medo da fome e da violência bruta do Estado. Arriscaram a vida cruzando o oceano em direção à Flórida para fugir da violência da ditadura. 
Aproveitando-se da fraca educação cívica e política da maioria dos cubanos, Fidel Castro transformou o cidadão em uma massa, centralmente determinada quanto ao que, quando e como cada coisa deveria ser feita, arruinou uma economia em crescimento e levou o país à mais profunda crise estrutural de sua história: a atual policrise, com imensuráveis danos materiais e espirituais.
Cem anos após sua concepção e 67 anos após a implementação do sistema atual, qualquer avaliação baseada nos resultados aponta para sua responsabilidade intelectual e material pela destruição de um país e pelo empobrecimento de seu povo: um fenômeno quase único na história, que exige a máxima atenção. A contribuição do castrismo reside em demonstrar, na prática, a impossibilidade de construir um mundo melhor na ausência de liberdades, participação cidadã e dos instrumentos legais correspondentes para garantir a soberania popular. Mas, acima de tudo, sua maior lição, para os cubanos e outros povos, é a necessidade de uma sólida educação cívica e política na sociedade, capaz de impedir que tais excessos se repitam na história.
De ditadores, para ladrões assumidos. Raul Castro, irmão de Fidel, teve a ideia de criar um conglomerado chamado GAESA, que ficou responsável por todas as operações feitas em dólar na Ilha. Abriu espaço para cadeias de hotel da Espanha e do Canadá, construiu o Porto de Mariel com dinheiro dos trabalhadores brasileiros emprestados pelo Governo Lula, que nunca foi pago. A garantia eram os charutos cubanos. Parte do lucro em dólar eram depositados em bancos do Panamá, em contas secretas.
Lá, segundo a inteligência americana, há US$ 18 bilhões desviados em nome de alguns líderes militares e parentes dos que comandam o país. Este dinheiro, que poderia ser usado para o bem dos cubanos, continua em nome daqueles responsáveis por seu desvio. Tudo o que só confirma o mesmo modo de operar de qualquer ditadura de esquerda. Promete democracia, entrega violência. Promete igualdade, mas só beneficia aqueles que estão no poder, que demoram a encontrar a realidade da justiça.

publicada em 13 de agosto de 2026 às 12:00 





