ENGENHEIROS DO EXÉRCITO AMERICANO LIBERAM A LICENÇA PARA CONSTRUÇÃO DO TÚNEL QUE ABRIGARÁ O OLEODUTO DA LINHA 5 SOB O LAGO DE MICHIGAN
Orlando – Por Fabiana Rocha – Ufa! Finalmente o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, aprovou a licença para o projeto de construção do túnel que vai abrigar um trecho de sete quilômetros do oleoduto Linha 5, da empresa canadense Enbridge, sob o lago de Michigan. Após um recente e pequeno revés, os planos para a construção de um túnel para o oleoduto sob o Estreito de Mackinac, receberam aprovação dos engenheiro militares. A licença emitida na é necessária para um
plano de substituição da travessia do oleoduto no estreito por um túnel. A aprovação ocorre depois que a Suprema Corte de Michigan ordenou recentemente que os órgãos reguladores estaduais reconsiderassem outra licença para o projeto.
O oleoduto que está instalado no leito do lago já tem 73 anos e transporta petróleo, combustíveis e gás natural originários do oeste do Canadá para o meio-oeste dos EUA e para Sarnia. “Após a decepção com a decisão judicial, estou muito satisfeita em ver o Corpo de Engenheiros do Exército se manifestar e aprovar a licença”, disse Marilyn Gladu(direita), deputada por Sarnia-Lambton-Bkejwanong. “Isso demonstra que este projeto é necessário e que continuará avançando, abordando provavelmente quaisquer preocupações adicionais que possam surgir, mas acho que são ótimas notícias.”
Após a Enbridge ter chegado a um acordo com seu antecessor republicano para substituir as travessias do Oleoduto 5 no Estreito de Mackinac e no Rio St. Clair por túneis, a governadora democrata de Michigan, Gretchen Whitmer, decidiu fechar a travessia do oleoduto no estreito após assumir o cargo em 2019. Uma nova travessia subterrânea do rio St. Clair foi concluída e a Enbridge está buscando aprovação para um projeto de túnel de 500 milhões de dólares que atravessará 7 km do leito do lago no Estreito de Mackinac. O projeto do túnel “está em conformidade com todas as leis e regulamentações federais aplicáveis” e sua licença autoriza a Enbridge a
trabalhar em águas regulamentadas pelo governo federal dos EUA, mas não regulamenta o projeto ou a operação do próprio oleoduto, afirmou o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA em um comunicado à imprensa. “Estamos satisfeitos que o Corpo de Engenheiros tenha analisado minuciosamente o plano de construção do túnel e emitido a licença”, disse Paul Meneghini(direita), gerente de engajamento comunitário da Enbridge em Michigan, em um comunicado à imprensa. “Isso impulsiona o projeto.
“É reconfortante saber que eles aprovaram tudo do ponto de vista técnico”, disse o prefeito de Sarnia, Mike Bradley(esquerda), sobre a licença. “Acho que esse é um passo importante.” Bradley disse estar cautelosamente otimista de que o projeto do túnel será eventualmente aprovado e construído, mantendo a Linha 5 em operação. “Grande parte disso está fora do controle do Canadá”, disse Bradley. “Pelo menos do ponto de vista técnico, isso indica que é seguro. Essa é a questão principal, na minha opinião.”
A Enbridge afirmou que já recebeu duas das licenças necessárias para o túnel e está buscando mais duas. No final de julho, a Suprema Corte de Michigan anulou a aprovação do plano pela Comissão de Serviços Públicos de Michigan e o devolveu à comissão para uma análise ambiental adicional. Tim Hodgson, ministro de energia e recursos naturais do Canadá, conversou com ela “sobre a
elaboração de um plano governamental abrangente, semelhante ao que foi feito no passado, para garantir que protejamos essa infraestrutura crítica“, disse Gladu. “É importante, não só para o Canadá, mas também para os EUA.” Além de abastecer a indústria em Ontário, uma parcela significativa do petróleo bruto leve transportado pelo Oleoduto 5 alimenta refinarias nas áreas de Detroit e Toledo, além de transportar mais da metade do propano usado pelos moradores de Michigan.
O TOQUE DE BRASIL
Muito provavelmente esta obra terá um toque de Brasil. Um toque da engenharia criativa brasileira, que é o lançamento de uma tubulação de 26 polegadas através de um túnel de sete quilômetros sob o lago. A empresa brasileira, que é dona da tecnologia patenteada no mundo, terá mais um desafio. Um pouco diferente desta vez, mas uma forma de construção que o presidente da empresa, a Liderroll, vem
estudando, desde que consultado pelos canadenses, durante uma feira na cidade de Calgary, em Alberta. Paulo Fernandes já tem esta experiência. A maior delas, foi o túnel do Gastau, sob a Serra do Mar, lançado em tempo recorde. Lá, o túnel também era de 5 quilômetros, mas tinha apenas a boca de entrada e um shaft de saída, como ele lembra:
“sim, tínhamos esta dificuldade. Nenhuma fumaça tóxica dos gases das soldas poderiam estar dentro do túnel. Além de claustrofóbico, tivemos um outro desafio. Criar uma engenharia para lançar mais duas outras linhas no mesmo espaço. E fizemos isso desde 2011, quando vencemos o Prêmio Asme Internacional, e que está funcionando até hoje. É verdade que nunca fizemos uma inspeção de garantia, mas o gasoduto funciona com perfeição, embora a NTS, hoje proprietária deste duto, precisa pensar em fazer uma inspeção geral, já que os dutos ainda não foram inspecionados pela Liderroll.
– Além do tamanho do túnel, qual é a diferença para esse sob o lago de Michigan?
– Precisamos conhecer mais e melhor o projeto, que a cada dia pode ganhar mais conhecimento, mais tecnologia. Mas ele tem mais dois
quilômetros do que aquele do Gastau. Além disso, estará sob uma massa de água gigantesca, que congela no inverno. São características bem diversas. E ainda um elemento com o qual estaremos lidando de novo.
A parte civil do traçado do tunel precisa ainda ser bem definido devido a topografia do perfil do fundo do lago. Isso é que governará a trajetória do oleoduto. Prevendo isso, nós já desenvolvemos um novo sistema da geração 3 da tecnologia, batizado de ExoWay. (https://youtube.com/watch?v=9mY0GPsYS8Q&feature=shared) Acesse este link para ver. O sistema será o responsável por vencer as desafiadoras inclinações internas do túnel, que obrigatoriamente ele terá que fazer para vencer a profundidade do lago.
O túnel tem 7 quilômetros, mas 3,5 quilômetros estarão em declive e outros 3,5 em aclive. Este fator precisará bastante atenção de nosso corpo de engenheiros. Mas estaremos prontos para levar a nossa expertise para esta obra importantíssima, que deve ser documentada em todos os seus desafios para que fique para os bancos universitários de todo o mundo. Os desafios que a Liderroll deverá liderar, são para uma empresa entrar para história da construtibilidade de dutos.

publicada em 14 de agosto de 2026 às 12:00 




