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MARINHA DO BRASIL PARECE REAGIR AOS CORTES NO ORÇAMENTO FEITO POR LULA REALIZANDO A “OPERAÇÃO FRATERNO” COM A MARINHA ARGENTINA

Se o presidente Lula não está ligando para a importância das Forças Armadas Brasileiras, cortando as verbas de subsistência delas, diminuindo a importância do Exército, Marinha e Aeronáutica, parece que agora está recebendo uma espécie de “troco” às suas políticas. Depois da vinda do Presidente argentino Javier Milei ao Brasil para participar do lançamento da campanha política do Senador Flavio Bolsonaro,  quando chamou o Ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, de “Lixo Careca” e o Presidente Lula de “Ladrão”, o caldo entornou na relação entre os dois países. Foi um  chama embaixador daqui, chama de lá, mas Milei não só não retirou o que disse,  como reafirmou as acusações que fez. A relação entre os dois países está no ponto de rompimento, assim,  por um fio.  Pelo menos por parte do Brasil.  Mesmo assim, o Comando de nossa Marinha decidiu dar prosseguimento e fazer uma operação de treinamento em conjunto com a Marinha Argentina. Pode até não ser, mas que está com jeito e sabor de uma irônica provocação. A começar pelo sugestivo nome do próprio exercício militar: “Operação Fraterno.”

Após escala operativa em Rio Grande (RS), as embarcações brasileiras que irão participar da operação, seguiram em direção à Argentina, onde será realizada a fase de exercícios entre as duas Marinhas. A comissão prossegue até 31 de agosto e tem como objetivos elevar o nível de adestramento das tripulações, ampliar a interoperabilidade entre os meios e fortalecer a cooperação e o intercâmbio de experiências entre brasileiros e argentinos.  É verdade que esta Operação Fraterno é realizada há 39 anos, mas atualmente, com o nível de relações políticas entre os dois países, o nome  ficou muito sugestivo por sua ironia.  Ela integra o calendário tradicional de exercícios entre as Marinhas do Brasil e da Argentina. Ao longo de suas sucessivas edições, a comissão proporciona a troca de conhecimentos e experiências profissionais e permite que meios dos dois países operem de forma coordenada em diferentes cenários no ambiente marítimo.

Pela Marinha do Brasil, participam da operação as Fragatas “União” (F45) e “Tamandaré” (F200), o Navio de Socorro Submarino “Guillobel” (K120), o Submarino “Humaitá” (S41) e duas aeronaves AH-11B (Super Lynx). O Submarino “Humaitá” e o Navio de Socorro Submarino “Guillobel” seguem para Mar del Plata, enquanto as Fragatas “União” e “Tamandaré” têm como primeiro destino Puerto Belgrano. A partir do dia 17 de agosto, com a saída das Fragatas de Puerto Belgrano em direção a Mar del Plata, terá início a etapa de exercícios combinados no mar.

Durante essa fase, os meios navais brasileiros e argentinos serão empregados em uma sequência de atividades que inclui exercícios de guerra antissubmarino, defesa aérea e de superfície, manobras táticas, operações com aeronaves, comunicações, controle de área marítima, operações de interdição marítima e procedimentos de transferência entre navios. No dia 21 de agosto, as Fragatas “União” e “Tamandaré” têm chegada prevista a Mar del Plata, onde será realizada a conferência final da fase combinada e a cerimônia de encerramento da operação entre as duas Marinhas. As embarcações  brasileiras iniciam o regresso ao País a partir de 24 de agosto. Durante o retorno, a comissão terá uma nova etapa com a incorporação do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico” (A140), prevista para o dia 26. A partir dessa incorporação, os meios da Marinha do Brasil realizarão ação de presença na região da Elevação do Rio Grande, área marítima de interesse estratégico para o País.

MARINHA ARGENTINA

As marinhas brasileira e argentina mobilizarão um número considerável de recursos navais e aéreos em águas argentinas. Isso inclui oito navios — entre eles contratorpedeiros, fragatas, navios-patrulha oceânica e unidades de apoio —, um submarino, pelo menos três helicópteros, além de aeronaves de patrulha e vigilância marítima, que operarão entre as bases navais de Puerto Belgrano e Mar del Plata. Como anfitriã, a Marinha Argentina formou um Grupo de Tarefas específico, composto por unidades da Frota, da Área Naval do Atlântico e da Aviação Naval.  O navio de superfície argentino será o  contratorpedeiro “La Argentina”, nas corvetas Espora” e “Robinson”, no navio de patrulha oceânica “Storni” e no navio de logística “Patagonia.”

Por sua vez, o Comando de Aviação Naval estará presente com um helicóptero SH-3 Sea King do 2º Esquadrão de Helicópteros Navais, uma aeronave de patrulha marítima Lockheed P-3C Orion do Esquadrão de Exploração Naval, um Beechcraft B-200 Super King Air do Esquadrão de Vigilância Marítima Naval e dois treinadores Beechcraft T-34-C-1 Turbo Mentor da Escola de Aviação Naval. A Marinha Argentina, participa desta operação e  enviou o contratorpedeiro “Almirante Brown” D-10, para  o Peru, onde  para participará do exercício multinacional UNITAS LXVII.

Um dos projetos mais ambiciosos da Marinha Argentina é a incorporação de submarinos à sua força. Dentro dessa iniciativa, diversos candidatos estão sendo considerados, principalmente modelos oferecidos por estaleiros europeus. No entanto, a classe Riachuelo da Marinha Brasileira também foi avaliada. É por essa razão que a presença do “Humaitá” S41 ganha relevância, visto que a Argentina demonstra interesse nos submarinos da Classe Scorpène há alguns anos.

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