ASSOCIAÇÃO DE FORNECEDORES DE NAVIOS TEM NOVA DIRETORIA QUE PROMETE DESTRAVAR GARGALOS E MELHORAR ATENDIMENTO
A eleição da nova diretoria da Associação Brasileira de Fornecedores e Serviços a Navios (ABFN), coloca em pauta um desafio estratégico: fortalecer a representação institucional de um setor no qual as empresas competem, mas compartilham obstáculos e interesses comuns. Para a nova gestão, a união é essencial para defender temas coletivos, aprimorar o ambiente de negócios e fortalecer a cadeia de fornecimento marítimo brasileira. Para Thiago Nascimento, CEO da Maritime Ship Service e presidente eleito da ABFN, a primeira prioridade é escutar de forma ativa todos os associados, de centros e regionais. Em segundo lugar vem a transparência e responsabilidade com o caixa da ABFN. E, não menos importante, é avançar pautas que impactam o dia a dia de quem fornece produtos e serviços para navios.
“Vivemos um momento de amadurecimento e de virada. Concluímos uma reforma completa do nosso estatuto e regularizamos pendências
documentais acumuladas. Agora é hora de transformar essa base em resultado concreto para o associado e fazer o fornecedor de navios brasileiro crescer com qualidade e reconhecimento dentro e fora do país“, afirma. A nova gestão propõe, entre outros pontos, a ampliação do acesso portuário, a digitalização de processos, a padronização dos procedimentos junto à ANVISA e à Receita Federal, e o projeto de lei que regulamenta a atividade dos fornecedores de navios. “Dentro da ABFN, sempre procurei ser uma ponte, aproximando pessoas e regiões. Queremos continuar a valorizar o associado, com um plano de ação, metas claras, prestação de contas e sustentabilidade financeira para atender demandas dos associados“, explica.
Entre essas demandas está o SUPRINAV, que visa desburocratizar operações portuárias. Com ele, o fornecedor poderá acessar o Porto Sem Papel (PSP) e informará diretamente os dados de fornecimento, sem que agências de navegação precisem fazer essa mediação – como ocorre atualmente. A proposta, cujo lançamento pela gestão atual da ABFN está previsto para 2026, foi debatida em uma mesa redonda promovida pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), com representação de autoridades como o Ministério de Portos e Aeroportos; Secretaria Nacional de Portos; Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos; Autoridade Portuária de Santos; Secretaria Municipal de Assuntos Portuários e Emprego da Prefeitura de Santos; Instituto Praticagem do Brasil; Gerente de Estratégia Operacional da Portos-RS; e Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO).
Outro objetivo é o alfandegamento de mercadorias pelos próprios fornecedores, para que possam – sem precisar recolher os impostos da importação – armazenar e alfandegar produtos, uma vez que esses serão importados e re-exportados. Com a experiência de mais de 20 anos na construção e expansão da Maritime Ship Service – hoje uma das maiores fornecedoras de navios do Nordeste -, Thiago Nascimento acrescenta que liderança se prova com resultado e consistência, não apenas com discurso. “É essa forma de trabalhar, com método, união e seriedade, que quero colocar a serviço da Associação“, planeja.
Chapa eleita
Fundada em 1979, a ABFN reúne fornecedores e prestadores de serviços a navios de todo o Brasil. A entidade representa o segmento junto aos órgãos públicos, atua pelo aperfeiçoamento do ambiente regulatório e é filiada à International Ship Suppliers Association (ISSA), organização internacional que reúne empresas do setor de diversos países. Thiago Nascimento encabeça sua nova diretoria ao lado de Gustavo Pierotti, da G. Pierotti, na vice-presidência; Gustavo Casado, da Consegi, na diretoria financeira; Matheus de Brito, da Marex, na diretoria administrativa; e Fernanda Pierotti, da Master Marine, na diretoria técnica e científica.
Integram o Conselho Fiscal Walter Almeida, da Support; Nilton Herrera, da Trapel; e Cristiano Ximenes, como conselheiro independente. Como suplentes, estão Agostinho da Silva, da Coastallog, e Ayla Alves, da Chapinter. “Fizemos questão de um Conselho Fiscal que vai de encontro ao que o setor pede: seriedade e transparência com o dinheiro da ABFN. Nosso objetivo é consolidar uma Associação ainda mais capaz de representar os interesses do setor e contribuir para decisões que impulsionem o desenvolvimento do fornecimento marítimo brasileiro”, planeja.

publicada em 22 de agosto de 2026 às 17:32 




