NAO DELETAR

MOVIMENTO DE ONGs FINANCIADAS INTERNACIONALMENTE QUER CRIAR ONDA CONTRÁRIA AO PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO

Coisas que acontecem no Brasil e contra os interesses do país, sem que o Estado brasileiro se posiciona, com o governo calado e, em alguns casos, até em concordância com o próprio aceite ao subdesenvolvimento. Recentemente vimos o embate pela liberação das licenças ambientais para a liberação da exploração das riquezas nacionais de petróleo na Margem Equatorial. Uma riqueza conhecida e esperada, tanto que na primeira perfuração, bingo, petróleo jorrando. Dezenas de organizações nacionais e, principalmente, internacionais, capitaneadas pelo GreenPeace, que até apresentaram imagens falsas da Foz do Amazonas, tentando enganar uma audiência pública e que   ainda lutam contra a exploração da nossa riqueza.

Até mesmo a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também é  defensora deste subdesenvolvimento. Isto impressiona porque ainda tem o desprendimento de

O próprio presidente Lula chamou Marina de Heroina em evento internacional

sair do Acre, sua terra natal, para tentar ser senadora por São Paulo. No Acre, jamais se elegeria, justamente por ter as suas posições conhecidas. Graças ao empenho e a determinação, principalmente de três dirigentes da Petrobrás, Magda Chambriard, Sylvia dos Anjos e Renata Baruzze, a luta foi vencida no primeiro round. Para a liberar a perfuração de mais três poços, a 500 quilômetros da Foz do Amazonas, foi exigido pelo Ibama, que a Petrobrás transportasse do Amapá para

O sucesso da Petrobrás na Margem Equatorial deve muito ao trabalho das “Mulheres Super Poderosas” da companhia

o Pará, cinco peixes boi para que uma ONG pudesse cuidar deles. Um completo absurdo permitido e aceito pela maior empresa da América Latina, porque se não, não haveria o licenciamento.

Agora o Brasil está sob outro ataque. Amanhã (12), a Articulação Antinuclear Brasileira, seja lá o que isso for,  realizará um encontro para discutir o Programa Nuclear Brasileiro. Claro, para estimular o governo a jogar areia numa política estratégica do país. O programa criado nos governos militares, é vitorioso, embora pudesse ser ainda mais, com estímulos ao desenvolvimento no mesmo sentido que o mundo caminha. Desde a geração de energia, passando pelo desenvolvimento do setor de medicina, quanto a defesa e preservação de alimentos.  Essas pessoas que lideram o movimento, são beneficiadas pelo tratamento de saúde gerado pela energia nuclear e nem se dão conta desses progressos. Querem insistir que o nuclear só pode ser usada como artefato militar, o que é uma falácia.

Quem financia, no Brasil, as organizações e campanhas dedicadas a combater essa fonte de energia? é a pergunta que se deve fazer.  “Não se trata de teoria conspiratória. Existem fatos.”, diz o presidente da ABEN, Carlos Seixas. O que se sabe é que as ONGs nacionais são financiadas por ONGs internacionais, no mesmo esquema montado contra o desenvolvimento do setor de petróleo. A própria Articulação Antinuclear Brasileira informa que nasceu, em maio de 2011, durante encontro promovido pela Fundação Heinrich Böll, em parceria com a Rede Brasileira de Justiça Ambiental,  com o objetivo “fortalecer a luta antinuclear no Brasil”. Para lembrar, a  Heinrich Böll é uma fundação política alemã ligada historicamente ao movimento verde. Seus próprios documentos mostram que suas atividades são financiadas predominantemente por recursos públicos alemães. “Isso é ilegal? Não. Mas é uma informação que a sociedade brasileira tem o direito de conhecer”, diz Seixas.

As usinas nucleares da Alemanha fechadas por conta de Fukushima, foi um movimento que só dá prejuízo ao país

Este fato cresce de tamanho quando lembramos, principalmente,  que a Alemanha foi o país que levou mais longe a política de abandono da geração nuclear, desligando suas últimas usinas em 2023. Hoje, enfrenta preços de eletricidade entre os mais elevados da Europa e tem grandes emissões de gases de efeito estufa e sérios problemas de competitividade de sua indústria. Claro, seria incorreto atribuir toda a situação industrial alemã ao fechamento das usinas nucleares. A perda do gás russo barato, a guerra na Ucrânia e outros fatores também tiveram enorme importância. Mas seria pouco razoável considerar irrelevante a retirada de uma importante fonte de geração firme e de baixo carbono.

O mundo caminha em outra direção. Na direção nuclear.  Existem hoje mais de 70 reatores nucleares em construção. A China lidera essa expansão, construindo simultaneamente 38 novas unidades. A própria Europa também reposicionou a energia nuclear em sua estratégia energética. A Comissão Europeia estima que serão necessários cerca de € 241 bilhões em investimentos nucleares até 2050, incluindo prolongamento da vida útil das centrais existentes e construção de novos

No cargo desde o governo Lula, deixou a sua contribuição para o Programa Nuclear Brasileiro: zero.

reatores. A projeção europeia é de aumento da capacidade nuclear instalada nas próximas décadas. Não estamos, portanto, falando de uma tecnologia que o mundo esteja abandonando.

“ O Brasil deveria prestar atenção. Temos importantes reservas de urânio, dominamos etapas estratégicas do ciclo do combustível nuclear, possuímos décadas de experiência operacional em Angra e dispomos de instituições, engenheiros e pesquisadores altamente qualificados”, afirma o presidente da ABEN.

A extraordinária expansão das fontes eólica e solar trouxe benefícios, mas também novos desafios: variabilidade da geração, curtailment, necessidade crescente de transmissão, armazenamento e fontes capazes de produzir eletricidade independentemente das condições meteorológicas. O país não pode e nem quer escolher entre renováveis e nuclear. Precisamos das renováveis e precisamos fundamentalmente da  geração firme e de baixo carbono. Por isso preocupa que parte do debate nuclear brasileiro continue sendo conduzida como se estivéssemos nos anos 1980, explorando predominantemente acidentes, radiação e medo. “ Segurança nuclear, rejeitos, custos e prazos precisam ser discutidos. Evidentemente. Mas precisam ser discutidos juntamente com segurança energética, custo total do sistema elétrico, competitividade industrial, emissões de carbono e planejamento de longo prazo. E existe uma questão adicional: transparência. Não devemos acusar ninguém de representar “interesses obscuros” sem apresentar provas. Devemos fazer

O avanço de remédios para diagnóstico e tratamento usando a medicina nuclear

algo mais simples e mais eficaz: exigir que os interesses deixem de ser obscuros. Que as organizações favoráveis e contrárias à energia nuclear divulguem seus financiadores, os valores recebidos, a origem nacional ou estrangeira dos recursos e os projetos aos quais foram destinados. E que cada afirmação sobre energia nuclear venha acompanhada de dados que possam ser confrontados publicamente.” Esta posição da ABEN, deixa tudo mais claro.

O Brasil está tomando decisões que definirão sua segurança energética e sua capacidade industrial até 2050, pelo menos. Um país com nossas reservas de urânio, conhecimento tecnológico e necessidade crescente de energia não pode abrir mão de discutir seriamente a opção nuclear. O movimento antinuclear tem todo o direito de participar desse debate. Mas a sociedade brasileira também tem o direito de perguntar: Quem financia a oposição à energia nuclear no Brasil  e quais interesses estão sendo defendidos?

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