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INSTITUTO DE PESQUISAS DE PERNAMBUCO DESEMBARCA NA ROG.e TRAZENDO TRABALHOS INÉDITOS PARA O SETOR DE COMBUSTÍVEIS

A edição da ROGe deste ano terá muitas coisas diferentes das anteriores e uma delas é uma delas será a apresentação  de dez tecnologias desenvolvidas em Pernambuco para enfrentar desafios da indústria de energia. Elas  serão apresentadas pelo Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (IATI) sediado no Recife. O Instituto levará ao evento soluções nas áreas de hidrogênio, tratamento de efluentes, reaproveitamento de resíduos, operações offshore e proteção ambiental. Em 2026, terá também uma Arena Multienergia & Decarb, dedicada às energias renováveis, aos biocombustíveis, ao gás natural, ao hidrogênio e a novas matrizes energéticas. O IATI, uma instituição privada e sem fins lucrativos, credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), estará presente no Pavilhão Alemão, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio). O portfólio que será apresentado reúne projetos em diferentes níveis de maturidade tecnológica, da pesquisa aplicada a soluções em fase de comissionamento ou já em operação. Entre os destaques estão três tecnologias relacionadas ao hidrogênio, desenvolvidas em diferentes frentes de pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo iniciativas vinculadas aos programas de PDI da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Uma das pesquisas avalia a queima direta do hidrogênio como alternativa aos combustíveis fósseis na geração de calor. Outra, atualmente em fase de comissionamento, utiliza a injeção de hidrogênio em motores a gás natural para aumentar a eficiência da combustão e reduzir o consumo de combustível e as emissões. A terceira tecnologia consiste em um dispositivo desenvolvido para controlar a mistura de hidrogênio e diesel em motores, queimadores e processos de geração de energia.

Entre as tecnologias em estágio mais avançado apresentadas pelo IATI está a Torre de Pré-Saturação Induzida (TPSI), já em operação em uma termelétrica. A solução é utilizada na gestão de efluentes oleosos e apresenta eficiência superior a 95% na remoção de óleos e graxas. O processo é automatizado, reduz a necessidade de produtos químicos e contribui para o atendimento aos parâmetros ambientais aplicáveis. O Instituto também apresentará um biodetergente desenvolvido para a limpeza de equipamentos contaminados por derivados de petróleo. Biodegradável e atóxico, o produto apresentou, nos testes realizados, redução de 20% nos custos, de 75% na necessidade de mão de obra e de 37% no tempo de execução dos serviços. Outra frente é uma torre multiestágios equipada com ultrassom e associada ao uso de biotensoativos, desenvolvida para o tratamento de cascalhos contaminados. A tecnologia é capaz de remover mais de 95% dos hidrocarbonetos presentes no material e utiliza um biotensoativo biodegradável e atóxico. A proposta é reduzir custos operacionais e permitir o reaproveitamento dos resíduos, dentro de princípios de economia circular. O portfólio inclui ainda uma tinta anti-incrustante produzida com compostos naturais bioativos e uma pesquisa voltada ao desenvolvimento de revestimentos baseados na abordagem de Soluções Baseadas na Natureza (SBN).

As tecnologias buscam dificultar a fixação do coral-sol, espécie invasora que ameaça a biodiversidade nativa e representa um desafio para estruturas e operações offshore. Além da proteção dos ecossistemas, as pesquisas procuram contribuir para a redução de custos de manutenção e otimização das operações. Completam o conjunto de dez tecnologias que serão apresentadas na ROG.e um dessalinizador ultrassônico e uma solução destinada à remoção de microplásticos em ambientes industriais e marinhos. A participação do IATI vai além da área de exposição. Cerca de 20 pesquisadores do Instituto estarão na programação técnica da ROG.e, apresentando trabalhos relacionados a temas como extratos naturais anti-incrustantes, detergentes naturais para lavagem de cascalhos de perfuração, certificação de emissões e utilização da mistura de hidrogênio e GLP como alternativa intermediária no processo de descarbonização. “Estar na ROG.e com dez tecnologias e cerca de 20 pesquisadores nos permite mostrar duas dimensões do trabalho do IATI: a produção científica e a capacidade de transformar esse conhecimento em soluções para problemas reais da indústria. É também uma oportunidade de colocar a tecnologia desenvolvida em Pernambuco em diálogo com empresas e instituições do Brasil e de outros países“, afirma Paulo Gama, diretor de Negócios do IATI.

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