NAVEMESTRA INICIARÁ AINDA EM 2026 A CONSTRUÇÃO DE NOVOS REBOCADORES NO RIO E TEM APETITE PARA MAIS INVESTIMENTOS
A Navemestra, empresa de bunkering do Grupo Bravante, deve iniciar ainda neste ano a construção de uma série de seis novos rebocadores portuários. As obras das embarcações acontecerão no Estaleiro São Miguel, em São Gonçalo (RJ), também integrante do Grupo Bravante, retomando novos investimentos após mais de cinco anos. O projeto conta com financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é mais um passo para o renascimento da indústria naval brasileira. O diretor de Novos Negócios do Grupo Bravante, Thiago Lemgruber, explica que a companhia pretende manter os investimentos em renovação e expansão de frota, além de investir na melhoria contínua dos negócios. “O mercado tem alto potencial com as perspectivas da expansão em diversas frentes, desde a Margem Equatorial até Pelotas, passando por Sergipe e a expansão continua no pré-sal”, avaliou.
Poderia começar explicando quais foram os motivos que permitiram a retomada de novos investimentos do grupo para a construção das embarcações?
O Grupo Bravante acessou o Fundo de Marinha Mercante que oferece condições competitivas para financiamento de construção naval. Dessa forma foi possível resgatar o relacionamento com o BNDES para financiar a renovação da frota marítima do Grupo Bravante, iniciando com o projeto de construção de rebocadores portuários para atuar no mercado de bunkering.
Esperamos iniciar as obras ainda este ano.
Como o senhor vê a futura demanda por rebocadores no setor portuário brasileiro para os próximos anos?
Vemos uma demanda crescente em função do aumento contínuo do movimento portuário.
É possível detalhar, em termos operacionais, quais serão os principais ganhos obtidos a partir da expansão da frota de rebocadores da Navemestra?
Esperamos maior agilidade na entrega de combustível marítimo para nossos clientes, acelerando o tempo de resposta para abastecimento. Hoje, a Navemestra atende seus clientes em sete portos brasileiros, sendo responsável pela movimentação de mais de 4 milhões de toneladas de MGO e VLSFO por ano. Ou seja, somos parte da segurança energética portuária brasileira, e com esses novos rebocadores esperamos melhorar ainda mais a qualidade e confiabilidade do nosso serviço aos nossos clientes.
Qual será o impacto positivo dessas obras para a indústria naval fluminense?
Será muito importante voltar a ter obras de novas construções no Rio, que perdeu muito do protagonismo da indústria naval para outros estados. O Rio é o berço da indústria naval brasileira e tem muita mão de obra competente, uma cadeia de suprimentos bem estabelecida e estaleiros bem capacitados. Com essa obra esperamos resgatar esse protagonismo mostrando a força e competência da indústria naval fluminense.
A depender da continuidade da retomada da indústria naval brasileira, o grupo pretende fazer novos investimentos? Caso sim, poderia indicar quais?
Sim, pretendemos manter os investimentos em renovação e expansão de frota, além de investir na melhoria contínua dos nossos negócios. Estamos expandindo a atuação da nossa empresa de resposta a emergências, Hidroclean (que também faz parte do Grupo Bravante), por meio de compra de novos equipamentos de resposta a emergência ambiental e retomada de expansão das nossas bases, que hoje são mais de 30 no Brasil.
No segmento offshore, estamos investindo pesado em modernização da frota para atender aos exigentes requisitos operacionais de nossos clientes, em meio a um aquecido mercado de apoio marítimo. E nosso Estaleiro São Miguel, por fim, tem investido em renovação dos equipamentos com muito foco em acelerar as docagens, que são mais de 70 por ano, fazendo parte essencial do ecossistema de manutenção da frota brasileira.
Por fim, gostaria de ouvir também quais são as expectativas do grupo com o segmento offshore.
No segmento offshore estamos animados com o mercado, conseguindo atingir altos índices de eficiência operacional, e atentos aos requisitos de nossos clientes. O mercado tem alto potencial com as perspectivas da expansão em diversas frentes, desde a Margem Equatorial até Pelotas, passando por Sergipe e a expansão continua no pré-sal.

publicada em 1 de outubro de 2026 às 4:00 




