A ANP DIZ QUE A PRODUÇÃO NO BRASIL PASSOU DE 6 MILHÕES DE BARRIS DE ÓLEO EQUIVALENTE POR DIA E A PETROBRÁS ANUNCIA ALTA DE 11,8% NO QUEROSENE DE AVIAÇÃO
No mesmo momento em que a ANP divulgou que a produção média diária no Brasil passou de 6 milhões de barris de óleo equivalente (isto é, petróleo mais gás natural), a Petrobrás informava que a partir de hoje, dia 1º, o preço do querosene de aviação passaria a ser cobrado com 11,8% de aumento ou R$ 0,66 por litro, para distribuidoras. Segundo a companhia, o reajuste reflete a alta das cotações internacionais do QAV por conta do recrudescimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. “A precificação do QAV no mercado brasileiro segue uma fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados que os praticados internacionalmente”, disse a companhia em nota. Diferente da gasolina e do diesel, que não tem periodicidade definida de mudança de preços, o QAV da Petrobrás passa por revisões a cada início de mês, conforme previsão contratual da Petrobrás com as distribuidoras. A estatal garante o abastecimento de QAV nos polos de atendimento para outubro, com a confirmação de entrega dos volumes solicitados por distribuidoras no mês.
Segundo a companhia, nos principais mercados internacionais, os preços do QAV para companhias aéreas são ajustados com frequência, chegando até a reajustes diários, refletindo imediatamente as condições de mercado. “Diante disso, os reajustes acumulados desde o início do conflito foram superiores nos mercados internacionais em relação aos observados no Brasil, indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo.” A Petrobrás vende o QAV produzido em suas refinarias ou importado exclusivamente para as distribuidoras, que são responsáveis pelo transporte e pela comercialização do produto para as empresas de transporte aéreo e demais consumidores finais nos aeroportos, bem como pelas instalações aeroportuárias e pelos serviços de abastecimento. Importadoras de QAV.
PRODUÇÃO
Em agosto de 2026, o Brasil produziu 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural. Os dados foram divulgados hoje pela ANP no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural. Com relação ao petróleo, foram extraídos 4,615 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 2,6% na comparação com o mês anterior e de 18,4% em relação ao mesmo mês de 2025. A produção de gás natural em agosto foi de 220,55 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Houve aumento de 2,6% frente a julho e de 16,8% na comparação com agosto de 2025.
A produção total (petróleo + gás natural) no pré-sal, em agosto, foi de 4,959 milhões de boe/d e correspondeu a 82,6% da produção brasileira. A produção teve crescimento de 2,9% em relação ao mês anterior e de 23% na comparação com o mesmo mês de 2025. Foram produzidos 3,842 milhões de bbl/d de petróleo e 177,58 milhões de m³/d de gás natural por meio de 203 poços. Em agosto, o aproveitamento de gás natural foi de 98,1%. Foram disponibilizados ao mercado 69,41 milhões de m³/d e a queima foi de 4,16 milhões de m³/d. Houve redução de 11% na queima, em relação ao mês anterior, e de 14,8% na comparação com agosto de 2025.
No mês, os campos marítimos produziram 98,1% do petróleo e 88,3% do gás natural. Os campos operados pela Petrobrás, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 87,55% do total produzido. A produção teve origem em 6.719 poços, sendo 614 marítimos e 6.105 terrestres. No mês de agosto, o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo, registrando 1,172 milhões de bbl/d de petróleo. Já campo de Mero, também na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com 48,93 milhões de m³/d. As instalações com as maiores produções foram o FPSO Almirante Tamandaré(foto a esquerda), no Campo de Búzios, para o petróleo (258.401 bbl/d); e o FPSO Sepetiba, no campo de Mero, para o gás (12,97 milhões de m³/d).

publicada em 1 de outubro de 2026 às 14:00 





