FIRJAN COMEMORA INTERESSE PELO PRÉ-SAL NO LEILÃO DA ANP E RESSALTA QUE SEIS BLOCOS ARREMATADOS ESTÃO DENTRO DE ÁGUAS FLUMINENSES
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considera que o interesse pelo pré-sal brasileiro foi um dos grandes destaques positivos do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, ocorrido na manhã desta quarta-feira (7/10) na sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro.
Para a federação, a província petrolífera prossegue com diferencial competitivo e ainda tem muitas décadas de contribuição para a produção nacional de petróleo e gás. Das 13 áreas ofertadas, sete foram arrematadas, das quais seis estão localizadas integral ou parcialmente em águas fluminenses. A Firjan realçou ainda que os resultados superaram o 3º Ciclo da OPC realizado no último ano e o ágio do excedente em óleo para a União alcançou 45 vezes o valor mínimo para uma das áreas.
“A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás. A manutenção das atividades exploratórias é também fundamental para a reposição de reservas do país, a segurança energética nacional e o crescimento da economia, com impactos em toda a sociedade”, afirmou a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, comemorando o resultado.
A expectativa do estado fluminense para o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que será realizado na tarde desta quarta-feira, é que os resultados sejam positivos especialmente para novas fronteiras exploratórias. A Firjan entende que a indústria fluminense possui todas as condições de contribuir para o desenvolvimento do mercado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, da mesma forma que indústrias de outros países venham e se estabeleçam no estado do Rio para fornecimento e operação mais próxima das áreas produtoras.
Ainda no leilão de concessão, o Rio de Janeiro segue com mais 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados pelas empresas.
“Em 2026, fizemos uma primeira entrega para o estado do Amapá, por meio da Firjan SENAI, com mapeamento e capacitação de empresas locais. Além disso, promovemos uma primeira edição do nosso programa Rede de Oportunidades para Fornecedores – especial Margem Equatorial Amapaense, destacando a dimensão das primeiras demandas da Petrobras aos potenciais fornecedores locais. Para o 2027, a Firjan seguirá apoiando as demais federações de indústrias parceiras e planeja contribuir com Fiepa e Fiema, com olhar também para vocações regionais“, complementou Karine.

publicada em 7 de outubro de 2026 às 14:30 




