O IRÃ ESCOLHE ATACAR BASES AMERICANAS NA ALEMANHA E FORÇAR OS TERRORISTAS HOUTHIS CONTRA AS EXPORTAÇÕES DA ARÁBIA SAUDITA
O Irã muda a estratégia de confronto com os Estados Unidos e passa a mirar as bases militares americanas na Alemanha, semanas depois de Israel ter alertado seus parceiros. Segundo relatos, Israel alertou os Estados Unidos e seus parceiros alemães há três semanas sobre uma possível ameaça, com preocupação centrada nas bases que apoiam as operações militares americanas e a logística ligada ao conflito com o Irã. Os serviços de inteligência iranianos estão visando bases militares americanas na Alemanha, incluindo Ramstein e Spangdahlem, em meio a preocupações com possíveis ataques secretos ligados ao conflito com o Irã, informou o portal de notícias alemão WirtschaftsWoche nesta quinta-feira (8). Há três semanas, Israel alertou seus parceiros americanos e alemães sobre uma possível ameaça, com preocupação centrada em bases que apoiam operações militares americanas e logística ligada ao conflito com o Irã, segundo o relatório, que cita vários oficiais de inteligência ocidentais não identificados. Os preços do petróleo dispararam, com o Brent chegando a superar US$ 105 o barril, após relatos de que o presidente americano Donald Trump pode atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato. O mercado também reage a novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e à interrupção da produção de petróleo por produtores do Golfo do México, devido a um furacão. Pela manhã, na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para entrega em dezembro subia 4,27% a US$ 104,48 por barril, após alcançar máxima de US$ 105, 47 mais cedo. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro ganhava 3,73% a US$ 91,57.
No último sábado (3), o jornalão americano de esquerda The New York Times, noticiou que Israel havia alertado a Alemanha sobre um risco crescente de ataques contra bases militares americanas em seu território, particularmente nas
Bases Aéreas de Ramstein e Spangdahlem. As duas são utilizadas pelas forças aéreas da OTAN, sendo que a primeira serve como quartel-general das Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa – Forças Aéreas da África e Comando Aéreo Aliado das OTAN. As avaliações de inteligência também incluíram preocupações sobre possíveis ataques com drones, mas não apontaram um horário ou alvo específico.
HOUTHIS E A ARÁBIA SAUDITA
Os houthis intensificam os ataques com mísseis contra Riad, enquanto a guerra no Iêmen, apoiada pela Arábia Saudita, se amplia. O conflito, agora um desdobramento da guerra entre os EUA e o Irã, adicionou novo caos a uma região já em chamas e ameaça arrastar outros estados para combates extenuantes nas montanhas. Os houthis do Iêmen, terroristas aliados do Irã, intensificaram sua campanha mortal de ataques contra Riad, captaal saudita, onde explosões foram ouvidas nesta quinta-feira. Voos comerciais foram interrompidos e alguns funcionários de escritórios foram orientados a trabalhar em casa. Os houthis afirmaram ter disparado um míssil balístico contra o aeroporto de Riade e reiteraram a ameaça de forçar o fechamento do espaço aéreo saudita, após o reino ter declarado apoio às forças do governo iemenita internacionalmente reconhecido em meio à retomada da guerra civil. O conflito, agora um desdobramento da guerra entre os EUA e o Irã, adicionou novo caos a uma região já em chamas e ameaça arrastar outros estados para combates extenuantes nas montanhas – com a Síria considerando agora o envio de tropas para auxiliar a Arábia Saudita.
O reino tem buscado apoio de nações aliadas, incluindo a Turquia e o Paquistão, mesmo que apenas em termos logísticos ou defensivos, em sua tentativa de reverter os avanços dos houthis no sudoeste do Iêmen, na entrada sul do Mar Vermelho. Esses pedidos tornaram-se mais urgentes desde que as autoridades sauditas disseram que três pessoas foram mortas esta semana em ataques ao aeroporto de Riade e ao aeroporto de Abha, no sudoeste do país.
O serviço de rastreamento de voos FlightRadar24 indicou inúmeros atrasos em chegadas e partidas hoje no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. Diversas empresas multinacionais sediadas no distrito financeiro Rei
Abdullah (KAFD) orientaram seus funcionários a trabalhar de casa após os fortes estrondos esta manhã. Alguns diplomatas disseram ter recebido avisos, e algumas escolas em Riad informaram aos pais que havia ordens para que permanecessem em casa, embora as autoridades não tenham emitido um alerta público. A longa guerra civil do Iêmen, que havia sido interrompida por um cessar-fogo em 2022, eclodiu novamente nas últimas semanas, com os houthis tomando o controle de trechos da costa do Mar Vermelho no mês passado, incluindo o vital Estreito de Bab el-Mandeb.
Os houthis, que controlam muitas das áreas mais populosas do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, afirmaram estar respondendo a ataques do governo apoiado pela Arábia Saudita, o que o governo nega. As ameaças que representam para a navegação ao longo de uma via navegável que se tornou ainda mais crucial para as exportações de petróleo do Golfo desde os ataques do Irã no Estreito de Ormuz, e os ataques a cidades e infraestrutura sauditas, fizeram com que o reino voltasse a se envolver. Esta semana, as forças apoiadas pela Arábia Saudita lançaram um contra-ataque, retomando áreas ao redor do estreito. No entanto, em uma guerra com várias frentes de batalha, os houthis também conquistaram territórios, cercando Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, ao tomarem posse de áreas ao longo de sua principal estrada montanhosa que liga o país a Aden.
Os combates, que opõem os houthis a uma coalizão de forças apoiadas pela Arábia Saudita sob o governo internacionalmente reconhecido, levaram a uma crise humanitária no país árabe mais
pobre, deslocando 200 mil pessoas desde a retomada do conflito. Um oficial de defesa dos EUA e um oficial de defesa sírio disseram que a Síria estava considerando cuidadosamente opções de apoio militar, incluindo ajuda defensiva para proteger a Arábia Saudita de ataques, ou um destacamento ofensivo para ajudar a levar a luta aos houthis. A Arábia Saudita concordou com o Pacto de Meca com a Turquia e o Paquistão, comprometendo os três países a defenderem-se mutuamente, embora Ancara ainda não tenha ratificado o tratado.
A Turquia, membro da OTAN, afirmou que enviará principalmente apoio defensivo e técnico ao reino para ajudar na luta contra os houthis. Um oficial turco disse que esse apoio deverá incluir equipamentos militares, compartilhamento de informações e sistemas de armas. A Turquia, uma aliada próxima do governo da Síria e apoiadora de suas forças enquanto estas ainda eram rebeldes lutando contra o governo de Bashar al-Assad, já havia enviado alguns sírios para lutar na guerra civil da Líbia em 2020. Fontes paquistanesas afirmaram que o Paquistão enviou equipamentos militares para Aden, no sul do Iêmen, para ajudar na luta contra os houthis, e também mobilizou tropas dentro da Arábia Saudita para auxiliar na defesa de suas fronteiras. As autoridades sauditas e iemenitas não responderam aos pedidos de comentários.

publicada em 8 de outubro de 2026 às 12:00 




