AS FORTES CHUVAS OBRIGARAM A COPEL A ABRIR AS COMPORTAS DE TRÊS GRANDES HIDRELÉTRICAS DO PARANÁ PARA EVITAR DESASTRES
As fortes chuvas registradas nos últimos dias no Paraná aumentaram as vazões no Rio Iguaçu, obrigando a Copel a abrir as comportas das três grandes usinas da Copel – Foz do Areia, Segredo(direita) e Salto Caxias, sem previsão de fechamento. A medida é preventiva e tem como objetivo manter o controle dos níveis dos reservatórios que abastecem as usinas e garantir a segurança das instalações e da população. No Sudoeste do Estado, o volume de água que chega à usina Salto
Caxias atingiu o maior patamar do ano na terça-feira (13). A média diária foi de 11,1 milhões de litros por segundo entrando no reservatório da hidrelétrica. Ela está localizada mais próximo à foz do rio, em Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, e recebe a água proveniente de toda a bacia do Iguaçu, que compreende uma área de aproximadamente 70,8 mil km² e abrange cerca de 28% do território paranaense.
Na manhã de hoje (15) a vazão liberada por Salto Caxias(esquerda) seguiu em torno dos 11 milhões de litros por segundo, somando o volume que passa pelas turbinas para gerar energia e pelas comportas do vertedouro. As altas vazões em toda a bacia do Iguaçu mudam também a paisagem nas Cataratas, em Foz do Iguaçu, que registra uma vazão acima de 15,7 milhões de litros por segundo, a
maior do ano. A vazão média histórica nas Cataratas é de 1,5 milhão de litros por segundo. As usinas Mauá, no rio Tibagi, e Governador Parigot de Souza, no rio Capivari, operadas pela companhia, também seguem com comportas abertas ao longo desta semana.
As decisões relativas à operação das usinas são coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal. A Copel mantém comunicação permanente com a Defesa Civil e reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem aumentar a atenção e evitar áreas de risco nesses períodos de cheia. As vazões nos reservatórios da Copel podem ser acompanhadas na página: www.copel.com/monitoramento.
NOVO EQUIPAMENTO
A Copel avança na montagem da unidade geradora de energia que havia sido retirada para modernização na Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza, em Antonina, no litoral do Paraná. Depois da substituição dos principais
componentes, o conjunto de turbina e gerador está sendo reinstalado para voltar a operar no início de 2027. O estator, que é a maior peça da unidade, foi recolocado no poço da usina, em uma manobra complexa que durou cerca de quatro horas, para preparação, içamento e descida. O estator pesa 87 toneladas, mede 5,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura e foi fabricado em Araraquara (SP). Para chegar à casa de força da usina, que é subterrânea e acessada por
túneis, ele foi transportado em duas partes. No conjunto gerador, o estator e o rotor atuam de forma integrada. O estator é a parte externa e fixa, formada por bobinas de fios de cobre. O rotor é o núcleo que gira, acoplado à turbina, para permitir a produção de energia elétrica. Quando o fluxo de água movimenta a turbina, ela faz o rotor girar no interior do estator.
Este movimento induz uma corrente elétrica nos fios de cobre. A eletricidade gerada é segue por cabos até os transformadores externos e, depois, passa pelas redes de transmissão e distribuição até chegar aos clientes. Essa modernização da usina está orçada em R$ 300 milhões e contempla a substituição ou reforma dos principais componentes dos quatro conjuntos geradores de energia. O trabalho é feito em um por vez, os demais seguem operando. A máquina que agora passa pela remontagem, com os componentes novos, tem retorno à operação previsto para janeiro.
Com 260 megawatts de potência e capacidade de produzir energia para 750 mil pessoas, a Usina Parigot de Souza está em operação desde 1970. Reconhecida pelo projeto arrojado e inovador para a época, ela conta com a maior casa de força subterrânea do Sul do Brasil, construída no interior de uma montanha na Serra do Mar paranaense. O reservatório de água que abastece a usina, formado no rio Capivari, está localizado a 50 quilômetros de distância, em Campina Grande do Sul. A água é conduzida por um túnel de 15 quilômetros que atravessa a montanha. No percurso, passa por uma chaminé de equilíbrio para alívio de pressão e desce por um duto de 1.080 metros. O desnível de 750 metros faz com que a água atinja a velocidade de 426 km/h, assegurando alta eficiência energética. Depois, de passar pelas turbinas, a água segue para o rio Cachoeira.

publicada em 15 de outubro de 2026 às 12:00 






esperamos que possamos ter a resposta das promessas da energia mais baratas. e que em fim tenhamos um estado de coisas e administração mais comprometida com a vdde e transparência com o que pensamos que seja progresso humano. Pois para manter as hidrelétricas quando falta a água fazemos nossa parte com sacrifício para manter pessoal que recebe por seus empregos. Então agora é a hora da copel cumprir com sua parte com um povo tão sofrido. Vamos cada um fazer sua parte para termos um lugar melhor para viver. E ter consciência com compromisso com deus🙏🏻 afinal é tudo dele.… Leia mais »