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MESMO SENDO A MAIOR RESERVA DE PETRÓLEO DO MUNDO, CRISE SE AGRAVA E DEIXA VENEZUELA A BEIRA DE UM COLAPSO

Venezuela]São  muito graves os problemas da Venezuela, país que tem a maior reserva de petróleo da terra e, por causa de seu governo, criticado por todo mundo e, principalmente, internamente pela maioria de seu povo, está numa situação de desabastecimento, sob um conflito social sem precedentes na história do país. Um governo mesquinho, ditatorial, que usa a força dos militares coniventes da brutalidade para se manter no poder.  Os protestos contra os governamentais  estão crescendo cada vez mais violentos, com o número de mortos causados por confrontos entre manifestantes e forças governamentais que  já passa de 100.  Apesar da crescente instabilidade política do país e das ameaças de uma invasão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Nicolas Maduro decidiu continuar com seu voto para criar uma assembleia constituinte que lhe permitirá alterar a constituição do país. Um país de grandes reservas de petróleo, perdendo sua inteligência, sem manutenção de seus equipamentos nas refinarias, que tende a afundar.

Com as finanças  parecendo cada vez mais precárias, a Venezuela pode ser o primeiro colapso de um produtor  soberano  em petróleo. Neste caso, não será por causa da famosa “maldição do petróleo”, mas  pela maldição de um governo corrupto.  A Venezuela, mesmo com suas reservas gigantescas,  sentiu a soma do declínio nos preços do petróleo que começou em 2014, e os anos de má gestão econômica, que colocou o país de joelhos.

Nós estamos prestes a ver o primeiro produtor gigante de petróleo ir à banca rota.  Em um mercado de petróleo global atolado em excesso de estoque e baixas expectativas, a Venezuela é o mais tangível dos curingas. Sua mistura trágica e volátil de uma economia deficiente, dependente do petróleo, com a política em frangalhos, devendo a muitos países fornecedores, desacreditado internacionalmente, com a  agitação de uma fervura popular, terá o fim que já se conhece em outras ditaduras que não se sustentam.   Embora muitas nações dependentes do petróleo estejam trabalhando para diversificar ou superar os baixos preços do petróleo de outras maneiras, parece improvável que a crise na Venezuela seja revertida em breve.  Aqui está o ponto de equilíbrio fiscal completo necessário pelos produtores da OPEP, incluindo a Venezuela, para ajudar a normalizar as coisas. Independentemente do que aconteça com o regime de Nicolás Maduro, os cidadãos do país já estão vivendo no inferno hiperinflacionário. Os venezuelanos estão pagando 1000 vezes a mais por dólares do que em 2010. Há um colapso nos serviços sociais. Ninguém respeita ninguém. Falta tudo.  Há muita violência, muitos ladrões, bandos  que se unem para sobreviver pela força bruta.

A economia do país está em queda livre: até o final deste ano, ele terá encolhido em 32% em comparação com o que era no final de 2013, de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional. Além disso, até o final deste ano, o governo está no gancho para pagar mais de US$ 5 bilhões em dívidas – incluindo títulos devidos pela empresa de petróleo estatal, a PDVSA.  A partir desta semana, as reservas internacionais da Venezuela ficaram em menos de US $ 10 bilhões. Enquanto isso, a má gestão, a falta de investimento e a nacionalização de companhias de petróleo estrangeiras fizeram com que a produção de petróleo da Venezuela caísse de cerca de 3,3 milhões de barris por dia, há uma década, para cerca de 2 milhões agora. Mesmo admitindo o fato de que o consumo doméstico diminuiu junto com o PIB, o excedente de petróleo da Venezuela disponível para ganhar dólares de exportação diminuiu consideravelmente. Com isso, é o fato de que o país deve dedicar muito da sua produção ao pagamento de empréstimos da China e da Rússia, reduzindo ainda mais o valor real que pode usar para gerar dinheiro.sasas

Enquanto os Estados Unidos e a Venezuela têm negociado durante anos hostilidades como parte da retórica da liderança, os dois países gozaram de uma lucrativa relação comercial, com os americanos comprando centenas de milhares de barris de petróleo venezuelano por dia. Mas, ao buscar sanções contra a Venezuela, os Estados Unidos arriscam-se a aproximar os venezuelanos de uma  influência da Rússia. A Rosneft , empresa nacional de petróleo da Rússia, emprestou dinheiro à PDVSA no ano passado, com garantia de participação de 49,9% na Citgo Petroleum, empresa de refinação e comercialização dos Estados Unidos de propriedade da companhia petrolífera venezuelana. Rosneft agora  negocia a troca por participações em reservas venezuelanas e um contrato de fornecimento de combustível

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