NOMEAÇÕES POLÍTICAS COLOCAM EM RISCO DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO

wdwJá passou da hora de políticos sem compromisso com os verdadeiros valores do desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro pararem de querer influir para nomear pessoas sem conhecimento técnico para exercer cargos estratégicos em empresas do setor. Parece óbvio, mas ninguém pode comandar um segmento de alta tecnologia sem conhecimento para isso. Alguns políticos parecem não assistir aos noticiários para perceber as mudanças na sociedade brasileira. Fecham os olhos para as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público.  A Eletronuclear, a INB e a Nuclep tem sido alvo de políticos investigados por receber propina ou ter seus nomes envolvidos em casos ainda em andamento. Ultimamente, como o Petronotícias vem publicando, um grupo de deputados e até do Ministro da Ciência e Tecnologia querem nomear apadrinhados desqualificados profissionalmente para exercer funções de comando nas empresas do setor nuclear.

Seus nomes são conhecidos: Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab, acusado de receber milhões de Joesley Batista, Deputado Celso Pansera, o “pau mandado” do Deputado Eduardo Cunha, preso e condenado por corrupção e ainda respondendo a outros processos; Deputado Alexandre Valle, o ex-prefeito Alexandre Cardoso, considerado péssimo administrador de um dos municípios mais ricos do Rio de Janeiro, acusado de ter deixado Duque de Caxias à míngua e cheio de problemas administrativos; e, por fim, o Deputado Júlio Lopes, ex-secretário do Governo de Sérgio Cabral, que está preso, já condenado por corrupção, e ainda respondendo a mais de dez processos. Lopes é acusado de receber propina no Metrô do Rio de Janeiro. Só da Odebrecht tinha três apelidos na lista do Departamento de Operações Estruturadas, a lista dos corruptos que recebiam dinheiro da empreiteira: “Velho”, “ Bonitinho” e “Pavão”.

wdwdSão pessoas com este currículo que já nomearam Roberto Pertusi como presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão fiscalizador de extrema importância;  Diretorias na INB; e forçaram a queda do presidente da Eletronuclear, Bruno Campos Barreto. Felizmente substituído, mesmo que interinamente, pelo competentíssimo Leonam Guimarães. Agora, querem impor mudanças na presidência e na diretoria da Nuclep. Nesta empresa, por exemplo, que tem um porto estratégico em Itaguaí, está construindo o Submarino Nuclear Brasileiro e é responsável por algumas montagens e construções de peças fundamentais para as nossas usinas nucleares, parece haver uma obsessão. Se objetiva colocar na presidência da empresa pela terceira vez um engenheiro metalúrgico, já recusado pela justiça: Siciliano Francisco, porque teve seu nome impedido emdddd decisão da Juíza Rafaela de Freitas Baptista de Oliveira, da Comarca de Itaguaí, que suspendeu em maio deste ano a posse do que seria uma nova diretoria da empresa. Mais uma vez, Siciliano foi indicado  e, mais uma vez, teve seu nome recusado. Desta vez  pela Comissão de Avaliação Interna da empresa. No seu currículo, aprovado pela Casa Civil e pelo MCT, havia 8 apontamentos em Vara de Execução Fiscal, 10 apontamentos em Varas Cíveis e 18 apontamentos em varias regiões do TRT. Para o cargo de presidente é necessário que se tenha conduta ilibada.

Também para a Nuclep, o Deputado Júlio Lopes impôs o nome de Luzineides Sant’Ana de Almeida para o cargo de Diretor Administrativo-Financeiro. A princípio, ele foi indicado para a INB (Indústrias Nucleares do Brasil). Por alguma razão, não foi aceito e a sua indicação foi para diretoria da Nuclep. Sua experiência foi trabalhar na Petróleo Sabbá.  A experiência dele na área nuclear é zero. O mais próximo que esteve da energia nuclear foi fazendo uma tomografia  com uso de contrastes. Ainda assim, o nome dele foi aprovado.

O desenvolvimento do Programa Nuclear do Brasil sempre esteve em mãos de profissionais de muita competência. Alguns até mesmo com doutorado e especializações no exterior, nos principais centros em energia nuclear do mundo. Mas o grande salto do desenvolvimento nuclear de uso pacífico foi feito pelas mãos de militares da Marinha Brasileira. Talvez seja a hora desses profissionais e desses militares usarem suas influências para não deixar que o setor nuclear do Brasil passe pelo mesmo sofrimento que a Petrobrás passou nas garras de profissionais colocados por políticos corruptos em seu comando. Talvez seja a hora, não. Já passou da hora.

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3 Comentários em "NOMEAÇÕES POLÍTICAS COLOCAM EM RISCO DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO"

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Martins
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Só falta agora também falarem que se deve privatizar a NUCLEP e também a Marinha do Brasil!

Vladimir Reynaldo Varella
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Demoro, chega de ladrões na condução de projetos importantes deste País, que a Marinha Brasileira assuma seu papel como protetora da constituição pertencente as forças armadas e responda com firmeza a estes politicos insanos, lugar de corruptos é na cadeia, o povo esta com a Marinha e cansado destes Políticos que não respeitam a nossa Pátria amada..

Manoel Farias
Visitante

O Brasil será eternamente um potencial a ser desenvolvido. Não faltam recursos naturais, energia ou gente. Falta uma classe dirigente minimamente empenhada em defender o interesse público. As mesmas famílias se mantém no poder há séculos e nada melhora…. Para nós! Eles estão ótimos.
O Deputado Bonifácio é descendente direto do José Bonifácio de Andrada e Silva! Mesma família mandando no país por 200 anos! Outros exemplos devem ser fáceis de achar. Um país saqueado pela sua elite. Do que diferimos tanto de países da África e Ásia tão usados como exemplos de má gestão??

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