PRESIDENTE DA ELETROBRÁS DEFENDE PARTICIPAÇÃO DE UM INVESTIDOR PARA CONCLUIR AS OBRAS DE ANGRA 3

aaaaaaaaaaaaaaaaaaOs problemas enfrentados pelos problemas financeiros da Eletronuclear também foi um dos  temas da entrevista coletiva do Presidente da Eletrobrás Wilson Ferreira Junior na manhã desta terça-feira(14), no Rio, quando anunciou o lucro de 550 milhões de Reais da companhia.  Ele disse que os juros pagos pela Eletronuclear ao BNDES, acabam sendo um problema da Eletrobrás.  Com as obras paradas desde 2015, a usina nuclear de Angra 3 passou a dar um prejuízo adicional de R$ 30 milhões. O valor refere-se a parcelas de um financiamento tomado em 2010 com o BNDES para a construção do projeto. As prestações são pagas pela Eletronuclear, estatal que gere o parque nuclear brasileiro, mas com o atraso nas obras, acabam virando responsabilidade da Eletrobrás.  “É um problema para a Eletrobrás. Com apenas Angra 1 e 2, a Eletronuclear não gera recursos suficientes para pagar isso”.

Até o fim do ano, a empresa terá que fazer um aporte de capital em sua subsidiária para cobrir o rombo das primeiras parcelas. As parcelas são referentes a um financiamento de R$ 6,1 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões já foram sacados. Não há hoje expectativa de conclusão das obras. O presidente da Eletrobrás acredita que será  necessário rever o modelo de financiamento do projeto, que contava com 8% de capital próprio e 92% de financiamento. Agora, diz ele, a parcela de dinheiro própria terá que subir para entre 30% e 40%. Ele  defendeu   a atração de outro investidor –as obras foram paralisadas quando estava com cerca de 60% de sua execução. O governo já conversou com russos, chineses e franceses, mas diz que o projeto só é viável com aumento na tarifa, em torno dos R$ 400 por megawatt-hora, contra os cerca de R$ 240 por megawatt-hora hoje contratados. Ainda assim seria uma tarifa mais barata do que muito do que se paga hoje.

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