SCHNEIDER EXPANDE FÁBRICA NO BRASIL E FOCA EM PLATAFORMA DE SOLUÇÕES PARA AUMENTAR PRODUTIVIDADE

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Cleber Morais, presidente da Schneider Electric para o Brasil

Cleber Morais, presidente da Schneider Electric para o Brasil

A Schneider Electric avança na direção de elevar ainda mais sua presença no mercado brasileiro. A empresa aumentou em 200% a capacidade de sua planta em Curitiba (PR), onde são produzidos religadores para a área de infraestrutura elétrica das distribuidoras de energia e equipamentos de automação industrial. A unidade agora ganha papel importante na exportação de produtos. “A globalização da nossa fábrica de Curitiba é apenas um dos indícios da importância do Brasil para a corporação como um todo. Completamos 70 anos da operação local no fim do ano passado e vemos 2018 com otimismo”, comentou o presidente da Schneider Electric para o Brasil, Cleber Morais (foto). Para o setor de óleo e gás, um dos focos da empresa é a plataforma EcoStruxure, que coleta dados, analisa-os e contribui para otimização dos processos. “Estamos trabalhando com nossos parceiros e nossos clientes em tecnologia para buscar as melhores soluções para reduzir o tempo para o primeiro óleo, operar com menor custo, aumentar o ciclo de vida dos poços e aumentar a eficiência na produção”, acrescentou o vice-presidente de Óleo & Gás e Petroquímicas da companhia para América do Sul e Caribe, Luis Felipe Kessler.

Qual o foco da atuação da empresa atualmente no Brasil?

Luis Felipe Kessler – A Schneider Electric é líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação. Estamos presentes em diversos segmentos em que segurança é prioridade, e energia e automação são críticas para a eficiência das operações. Nossas soluções permitem otimizar e garantir a continuidade de processos em edifícios residenciais e comerciais, indústria, data centers e infraestrutura.

O senhor poderia detalhar a estratégia da empresa ao expandir a fábrica em Curitiba?

Paulo de Tarso, vice-presidente de Global Supply Chain da Schneider Electric para América do SulAli, produzimos religadores para a área de infraestrutura elétrica das distribuidoras de energia, bem como outros equipamentos de automação industrial. Antes, havia duas fábricas da Schneider no mundo que produziam essas soluções. Em função de competitividade e estratégias logísticas, tornou-se bem mais interessante a consolidação da produção em um só local – no caso, a fábrica de Curitiba. Com isso, houve aumento na capacidade produtiva de cerca de 200% em relação à mesma base do início de 2017. Agora, a unidade de Curitiba passa a ter uma missão de exportação muito maior, destinando seus produtos a praticamente todos os países com os quais a empresa faz negócios.

Cleber Morais A globalização da nossa fábrica de Curitiba é apenas um dos indícios da importância do Brasil para a corporação como um todo. Completamos 70 anos da operação local no fim do ano passado e vemos 2018 com otimismo. Somos uma empresa líder em tecnologia para gestão eficiente de energia e automação, e, nesse contexto, nosso papel na transformação digital e sustentável de nossos clientes é inegável. O EcoStruxure, nossa plataforma aberta, plug and play e habilitada para IoT, foi inteiramente desenhada por nossos especialistas para entregar conectividade, inteligência de dados e agilidade na tomada de decisões para diversos mercados, como construção, data centers, indústrias e infraestrutura. E, para nós, foi uma grande honra ter uma de nossas fábricas assumindo a produção global de religadores automáticos. A decisão foi pautada no aumento da produtividade, na competitividade local e nos processos que temos. Além dos religadores, a fábrica de Curitiba também passou a distribuir o software para gestão da rede de energia, Advanced Distribution Management System (ADMS), seguindo uma estratégia global de venda de valor agregado, complementando a atividade do religador.

Como a empresa pretende expandir sua atuação em óleo & gás daqui para frente? Qual o planejamento estratégico?

Luis Felipe Kessler, vice-presidente de Óleo & Gás e Petroquímicas da Schneider Electric para América do Sul e Caribe

Luis Felipe Kessler, vice-presidente de Óleo & Gás e Petroquímicas da Schneider Electric para América do Sul e Caribe

Luis Felipe Kessler – A Schneider Electric está preparada para ajudar os clientes por meio de sua plataforma EcoStruxure, coletando dados, analisando-os e contribuindo com as decisões de otimização dos processos e da operação. Em suma, estamos falando de conectividade total dos sensores, instrumentos, equipamentos elétricos e de automação em uma plataforma de software capaz de fazer a análise dos dados, simulação, gerenciamento de ativos, planejamento de produção, manutenção preditiva, treinamentos virtuais e projetos de sustentabilidade. Estamos trabalhando com nossos parceiros e nossos clientes em tecnologia para buscar as melhores soluções para reduzir o tempo para o primeiro óleo, operar com menor custo, aumentar o ciclo de vida dos poços e aumentar a eficiência na produção, no refino e no transporte, sempre mantendo o foco na segurança.

Como tem sido a atuação dentro do setor de óleo & gás?

Luis Felipe Kessler – A Schneider Electric está presente em gestão de energia, automação de processos e otimização de operações. Com presença global, buscamos soluções validadas que podem ser replicadas e adaptadas para os diversos clientes. Gestão de poços (Artificial Lift), Smart Field, automação e otimização de refinarias, petroquímicas, plantas LNGs e FPSOs, gestão de oleodutos e gasodutos e automação de terminais são algumas das soluções que temos implementadas em várias partes do mundo. Nossas soluções estão presentes nos processos das 20 maiores empresas de petróleo do mundo.

Qual a importância desse segmento para os negócios da empresa no Brasil?

Luis Felipe Kessler – Óleo e gás é um dos mercados-alvo para a Schneider Electric no Brasil. Apesar de 2017 ter sido um ano restritivo em termos de investimentos, tivemos um bom crescimento e queremos repeti-lo em 2018.

Quais são as perspectivas para este ano?

Luis Felipe Kessler – Com a melhora do preço do barril, maior visibilidade dos investimentos e maior presença das grandes empresas de petróleo, temos uma boa expectativa de que o mercado estará mais aquecido em 2018. Com nossa equipe de experts e nossas fábricas, estamos preparados para a retomada do crescimento do segmento de óleo & gás no país.

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