AUMENTAM AS RESISTÊNCIAS CONTRA A EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA COSTA DO ALGARVE, EM PORTUGAL

ANão está nada fácil para a petroleira portuguesa Galp e a italiana ENI dar prosseguimento a internção de explorar petróleo nas águas do Algarve, em Portugal. Há muita resistência popular contra essa iniciativa. E vencer essa resistência não esta nada confortável para o governo, quer já concedeu a licença para a pesquisa de petróleo ao largo da Costa Vicentina. Os movimentos populares exigem que o governo elimine definitivamente o que consideram uma ameaça. Em um comunicado enviado aos jornais portugueses a associação de municípios ( AMAL) reafirmou a unânime e frontal oposição ao prolongamento por mais um ano da licença para a pesquisa de petróleo ao largo da Costa. Para a AMAL, este prolongamento é “ incompreensível à luz do potencial e do modelo de desenvolvimento que queremos para a região do Algarve, como região limpa e com uso das energias renováveis”.

Para a associação de municípios, a decisão do governo é também “ É Incoerente com o modelo de organização e de gestão do território que o Estado português tem imposto na orça costeira, quer nas fortes limitações ambientais, quer nas requalificações dos diversos espaços da costa e faz perdurar no tempo um lamentável processo iniciado nas costas dos algarvios, das comunidades e das autarquias locais”.

A AMAL diz que continuará focada na construção do futuro, ao lado dos algarvios, das comunidades e das autarquias locais no combate a esta ameaça do passado que teima em pairar sobre o nosso presente e garante que irá continuar a utilizar todas as formas legais para contrariar este processo desprovido de sentido de futuro, potencialmente lesivo da qualidade de vida dos algarvios, todos os que nos visitam e de economia da região.

O comunicado termina com a exigência de que o “ Governo de Portugal, em sintonia com a ambição do seu programa de governo nas questões energéticas e de desenvolvimento do território, no respeito pela reafirmação dos valores ambientais e da utilização de energias renováveis em detrimento das energias fósseis e em convergência com a relevância da importância da região em Portugal e no Mundo, elimine definitivamente esta ameaça e com o pedido que seja feita a adequada avaliação dos riscos ambientais em todas as fases da licença agora prolongada”.

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