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EVENTO DA INTEGRAÇÃO DO SUBMARINO ATRAIU A CÚPULA DA ENERGIA NUCLEAR BRASILEIRA

celsoMuitas personalidades do mundo nuclear brasileiro estiveram presentes na cerimônia de integração do submarino da Classe Riachuelo na manhã desta terça-feira(20), em Itaguaí, no Rio de Janeiro. O tema que atraiu tanta gente foi a presença de técnicos franceses que estão desenvolvendo o projeto primeiro submarino nuclear brasileiro. Entre as presenças, Celso Cunha,  Presidente da ABDAN – Associação Brasileira de Desenvolvimento das Atividades Nucleares. Em conversa a Petronotícias, ele ressaltou a importância do evento:

– Acho que o número de autoridades, a importância delas, e a quantidade de pessoas que estiveram aqui na Nuclep para esta solenidade, mostra bem a importância que o Prosub tem neste momento brasileiro. Os engenheiros, técnicos e todos os profissionais que estiveram e estão envolvidos neste projeto, merecem o reconhecimento do país e do povo brasileiro. Realmente é muito prazeroso ver o nosso desenvolvimento.ss

– E é apenas o primeiro dos quatro submarinos convencionais, não ?

– Exatamente. O primeiro começa a sua integração, o segundo já está em andamento. Um processo de aprendizagem excepcional. É o que podemos chamar de conteúdo local. A curva de aprendizagem de brasileiros em um projeto dessa magnitude. Logo depois, virá a tecnologia nuclear nos submarinos.

– A energia nuclear, apesar dos contratempos causados pela paralisação das obras de Angra 3, parece voltar a viver um ciclo virtuoso. É uma realidade ou apenas uma impressão ?

Com certeza, aos poucos, com mais e maiores informações sobre a energia nuclear, podemos desenvolver projetos fantásticos. Na geração de energia, no combate às pragas, nos fármacos. Muita gente se utiliza da energia nuclear e na maior parte das vezes nem sabe. Mas, com divulgação, informações, vamos vencendo o desconhecimento e, por que não dizer, a imagem que muitas organizações não governamentais, impuseram à sociedade.

– E sobre os novos projetos de geração nuclear ?

fff-Precisamos primeiro vencer a primeira barreira de Angra 3 para depois dar um segundo passo. Há muitos interessados em auxiliar o Brasil a concluir esta obra e depois ampliar o nosso programa nuclear. Temos grandes perspectivas. O nosso país precisa crescer e para crescer precisamos de energia. E de energia limpa, que não polua, que não emita CO2 na atmosfera. Em poucos anos, os carros elétricos dominarão os transportes. Precisamos estar preparados, sem depender de São Pedro  para manter os reservatórios cheios,  ter ventos constantes e dias ensolarados. Precisaremos cada vez mais de energia firme, como as que são geradas pelas usinas nucleares.

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