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SEMINÁRIO INTERNACIONAL NO RIO DE JANEIRO DISCUTE A REALIDADE DA GERAÇÃO NUCLEAR NO BRASIL

hhhComeçou na manhã desta segunda-feira (19) o maior e o mais importante evento sobre o uso da energia nuclear no Brasil, com a abertura do Seminário Internacional “The World Nuclear Industry Today”, na Escola de Guerra Naval, na Urca, no Rio de Janeiro.  O evento teve um recorde  de inscritos, com 367 participantes cadastrados, comprovando o interesse pelo potencial deste segmento no Brasil. Patricia Wieland, diretora da World Nuclear University (WNU), foi responsável pela abertura das palestras. Amanhã (20),  o Petronotícias trará uma entrevista especial com ela sobre os rumos da energia nuclear no mundo. O Presidente da ABDAN, Celso Cunha,  um dos organizadores do evento, fez a palestra mais contundente da abertura, cobrando uma solução urgente para a conclusão das obras de Angra 3 e a um chamamento ao quase descaso da EPE em não colocar, até agora, a energia nuclear como alternativa nem para o PNE de 2050.

Patricia WielandO Contra-Almirante André Luis Ferreira Marques, que comanda a Diretoria de Desenvolvimento Nuclear da Marinha (DDNM), falou sobre as conquistas que a Marinha vem tendo no domínio da energia nuclear no segmento de defesa, como a construção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, que está dentro do Prosub, que vai construir outros quatro submarinos na Nuclep, em Itaguaí. Falou ainda o Físico Nuclear e Economista Carlos Augusto Feu, lembrando a importância da Amazul, trazendo a notícia de que recebeu autorização do governo para contratar novos engenheiros e técnicos, mesmo aqueles que, por burocracia governamental, ainda tenham o registro provisório.

 sddsA manhã de palestras encerrou o dia de intensa agenda trazendo a palavra do presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, embora ele tenha usado, como disse, o chapéu de representante brasileiro na World Nuclear Association (WNA), representando a Diretora Mundial, Agneta Rising, que está participando de um evento na Ásia e não pôde estar presente. Mesmo assim, ela mandou uma mensagem gravada, exibida no telão do auditório da Escola de Guerra Naval.  Na abertura da palestra, Leonam Guimarães, mostrou sua alegria por encontrar pessoas que ele não conhecia, chamando a atenção para a renovação do setor nuclear brasileiro: “Estou muito feliz por encontrar num evento nuclear muitas pessoas que eu não conheço e que nunca vi na vida. Isso é muito bom porque demonstra que estamos revigorando, trazendo pessoas novas, novos talentos para o setor.”

A palestra foi sobre o Projeto “Harmony”. Um  programa mundial da WNA que tem a  iniciativa busca remover as barreiras para o crescimento do uso da energiaeded nuclear em todo o mundo, levando em conta a importância dessa fonte para combater a mudança climática. O objetivo é dar suporte à meta de fazer com que a energia nuclear forneça 25% da eletricidade global e acrescente 1000 gigawatts de nova capacidade até 2050. De acordo com dados apresentados pela própria WNA, cerca de 7 milhões de pessoas morrem todos os anos devido à poluição do ar, e muitas das quais estão associadas ao uso de energia. Por isso, investir em energia nuclear é vital não apenas em termos de geração firme e segura, mas também pelo fato de ser uma fonte limpa.

A WNU – World Nuclear University – é ligada diretamente a WNA,  promove todos os anos um curso em países diferentes com foco no que está acontecendo de mais importante em relação à energia nuclear no mundo e melhorar o conhecimento dos participantes sobre o status atual da energia nuclear internacionalmente e seu o desenvolvimento.  Desta vez o encontro é no Brasil, que teve um recorde no número de inscritos. O seminário seguirá amanhã (20) e quarta-feira (21). Na quinta e sexta (22 e 23) serão feitas visitas às principais instalações nucleares no Rio de Janeiro.

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