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AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA EQUILÍBRIO NO MERCADO DO PETRÓLEO APESAR DO AUMENTO DA PRODUÇÃO DE XISTO

ddcdcA Agência Internacional de Energia avalia que a demanda global por petróleo deverá crescer mais rápido do que o esperado este ano, compensando parcialmente a forte expansão na produção de óleo de xisto nos EUA e mantendo o mercado equilibrado. Um relatório especial da agência prevê que o consumo global aumentará cerca d 1,5 milhão de barris por dia este ano, batendo a marca de 99,3 milhões de barris consumidos diariamente no mundo. O aumento deverá ser impulsionado pela demanda de economias industrializadas, incluindo Europa, EUA e Japão. O avanço na oferta ocorrerá fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A oferta de nações que não integram o cartel deverá crescer quase 1,8 milhão de bpd em 2018, sendo que 1,5 milhão de bpd virá dos EUA.

No mês passado, a produção dos EUA teve expansão de 135 mil bpd, para o nível recorde de 10,2 milhões de bpd, graças ao surpreendente avanço do óleo de xisto. Recentemente, a agência  havia previsto que os EUA irão ultrapassar a Rússia e se transformar no maior produtor mundial de petróleo até 2023. A AIE, entidade com sede em Paris que presta consultoria a governos e empresas sobre tendências do mercado de energia, exibe um tom mais otimista do que o do mês passado, quando alertou que a produção de óleo de xisto dos EUA poderia sobrepujar a demanda global e minar a frágil recuperação do mercado de petróleo.A produção da Opep, no entanto, caiu em fevereiro, a 32,1 milhões de bpd. A Opep e dez produtores que não pertencem ao grupo, incluindo a Rússia, têm buscado reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de barris desde o ano passado, na tentativa de conter um excesso de oferta global que vinha pesando nas cotações do petróleo desde 2014. Já os estoques da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cresceram 18 milhões de barris em janeiro, a 2,871 bilhões de barris, segundo a AIE. O aumento, o primeiro em sete meses, foi atribuído a fatores sazonais e deixou os estoques da OCDE 53 milhões de barris acima da meta da Opep de alcançar a média dos últimos cinco anos.

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