15 ª RODADA É CONCLUÍDA COM BÔNUS RECORDE E ANP QUER INCLUIR ÁREAS DO POLÍGONO DO PRÉ-SAL EM OFERTA PERMANENTE

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

decio-e-marcio1O leilão de hoje tinha tudo para ser insosso, mas o grande interesse das empresas pela Bacia de Campos salvou o dia. Com a retirada dos blocos mais valiosos do certame pelo Tribunal de Contas da União (TCU), havia uma expectativa de que o resultado da licitação não fosse tão positivo. Mas como as companhias fizeram grandes lances em blocos de Campos, a rodada terminou com um bônus recorde de R$ 8,14 bilhões.

Foi um resultado muito além do esperado, sem contar com os dois blocos tirados e que tinham maior bônus de assinatura. Outra coisa importante é a diversidade geográfica da oferta marítima, com operadoras no Nordeste e Sudeste. E a grande notícia foi a diversidade de operadoras e interesse pela Bacia de Campos, o que é extraordinário para o Rio de Janeiro”, declarou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

O dirigente da agência afirmou também que o resultado da 14ª rodada (no ano passado) e da 15ª rodada mostram o potencial na Bacia de Campos e disse que é preciso destravar investimentos dentro do polígono do pré-sal. Ele sugeriu a adoção de medidas que possam atrair recursos para a região. “Vamos propor medidas regulatórias para que possamos incluir blocos do polígono do pré-sal na oferta permanente de áreas, com objetivo de destravar investimentos dentro do Rio de Janeiro”, anunciou.

O secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, acrescentou que o assunto será analisado nos próximos dias para ser levado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o pedido de autorização para serem colocadas em oferta permanente as áreas licitadas em partilha que não receberam ofertas, como é o caso de Pau Brasil (oferecida na 3ª rodada de partilha, em 2017).

Bacia Setor Bloco Localização Empresa/consórcio vencedor Bônus de assinatura
Santos SS-AUP1 S-M-536 RJ ExxonMobil Brasil* (64%), QPI Brasil (36%) R$ 165.000.000,00
Santos SS-AUP1 S-M-647 RJ ExxonMobil Brasil* (64%), QPI Brasil (36%) R$ 49.500.000,00
Santos SS-AUP1 S-M-764 RJ Chevron Brasil* (40%), Wintershall Holding (20%) e Repsol (40%) R$ 131.930.768,13
Potiguar SPOT-AP1 POT-M-762 CE/RN Petrobras* (100%) R$ 5.134.684,33
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-857 RN Wintershall Holding* (100%) R$ 57.304.800,00
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-859 RN Petrobras* (60%), Shell Brasil (40%) R$ 13.494.981,55
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-863 RN Wintershall Holding* (100%) R$ 24.559.200,00
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-865 RN Wintershall Holding* (100%) R$ 16.372.800,00
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-948 RN Shell Brasil* (100%) R$ 1.963.358,55
Potiguar SPOT-AP2 POT-M-952 RN Petrobras* (60%), Shell Brasil (40%) R$ 20.051.365,75
Campos SC-AP5 C-M-657 RJ Petrobras* (30%), Statoil Brasil O&G (30%) e ExxonMobil Brasil (40%) R$ 2.128.500.000,00
Campos SC-AP5 C-M-709 RJ Petrobras* (30%), Statoil Brasil O&G (30%) e ExxonMobil Brasil (40%) R$ 1.500.000.000,00
Campos SC-AP5 C-M-753 RJ ExxonMobil Brasil* (40%), Petrobras (30%) e QGI Brasil (30%) R$ 330.000.000,00
Campos SC-AP5 C-M-755 RJ BP Energy* (60%) e Statoil Brasil O&G (40%) R$ 43.361.000,00
Campos SC-AP5 C-M-789 RJ ExxonMobil Brasil* (40%), Petrobras (30%) e QGI Brasil (30%) R$ 2.824.800.000,00
Campos SC-AP5 C-M-791 RJ Shell Brasil* (40%), Petrogal Brasil (20%) e Chevron Brazil (40%) R$ 551.100.197,94
Campos SC-AP5 C-M-793 RJ BP Energy* (60%) e Statoil Brasil O&G (40%) R$ 43.361.000,00
Campos SC-AP5 C-M-821 RJ Repson* (40%), Wintershall Holding (20%) e Chevron Brazil (40%) R$ 51.770.822,13
Campos SC-AP5 C-M-823 RJ Repson* (40%), Wintershall Holding (20%) e Chevron Brazil (40%) R$ 40.080.826,13
Ceará SCE-AP2 CE-M-601 CE Wintershall Holding (100%) R$ 9.005.040,00
Sergipe-Alagoas SSEAL-AUP1 SEAL-M-430 AL/SE ExxonMobil Brasil* (50%), Murphy (20%) e Queiroz Galvão (30%) R$ 3.630.430,00
Sergipe-Alagoas SSEAL-AUP2 SEAL-M-573 SE ExxonMobil Brasil* (50%), Murphy (20%) e Queiroz Galvão (30%) R$ 3.630.573,00

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