SEM ALARDE OU ANÚNCIO OFICIAL PETROBRÁS VENDE MAIS UM ATIVO ESTRATÉGICO: A UFN III, DE TRÊS LAGOAS

sssOficialmente a Petrobrás ainda não anunciou nada, mas o mercado já sabe que a estatal vendeu mais um  de seus importantes ativos. E mais do que isso: um ativo que seria a estratégica para o agronegócio brasileiro: a fábrica de fertilizantes Nitrogenados EFN III, em três Lagoas, que estava com 80 por % de sua obra pronta. O vencedor da licitação foi o grupo russo Acron. É o caso de se perguntar qual será mesmo a estratégia da companhia e o seu compromisso real com o país? Quem elabora essas operações resistirá  a investigações futuras, como aconteceu com o ex-presidente da companhia Bendine, que chegou como salvador da moral e está preso, condenado por corrupção? Para o Brasil, com o maior agronegócio do mundo,  que importa 90 % de seus fertilizantes, ter a opção de uma fábrica nacional  ir por água abaixo, é mais do que frustrante. Ainda mais com outra decisão inconsequente, quase  obtusa,  de se hibernar outras duas fábricas de fertilizantes na Bahia e Sergipe, desempregando centenas de pessoas e comprometendo as operações de pelo menos outras 15 empresas. Tudo isso sem o menor estudo das consequências. Tanto, que a estatal voltou atrás nessa decisão. Só não se sabe por quanto tempo.

A informação da venda da UFN III foi confirmada pelo Senador Pedro Chaves. Além do valor adquirido pelo empreendimento, o grupo russo se comprometeu a liquidar as faturas de 178 fornecedores que ficaram sem receber com a paralisação das  obras. Esse montante giraria em torno de RS$ 40 milhões. Muitos empresários locais foram a falência por causa da decisão da Petrobrás de parar as obras de uma hora para outra. A retomada dessas obras deverá começar até junho desse ano. Na licitação haviam seis grupos interessados. Os chineses e os russos disputaram ferrenhamente. Até março de 2022, a fábrica estará funcionando.

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