PROJETOS CHINESES NA ÁFRICA E NA ÁSIA ENFRENTAM DIFICULDADES MAS CONTINUAM EM ANDAMENTO

aaO gigantesco programa de construção da China para recriar rotas comerciais da Ásia para a África e a Europa está enfrentando algumas dificuldades, apesar dele estar em pleno andamento. O  “Um Cinturão, Uma Rota”,  idealizado pelo  presidente Xi Jinping,  anunciado há cerca de cinco anos, deu impulso a bilhões de dólares em investimentos chineses em diversas países asiáticos e africanos.  Muitos deles  já estavam em preparação há vários anos. São projetos  para construir ferrovias, estradas, gasodutos, portos e usinas de energia. Agora, o programa está enfrentando alguns problemas: o risco da dívida está aumentando, e o número de trabalhadores chineses que  tem gerado tensões com os moradores locais e preocupações sobre o domínio da China na região. Além disso, nem todos os projetos foram bem-sucedidos. Com muitos projetos em distintos estágios de desenvolvimento, taxar como sucesso total, pode ser complicado neste momento.

Veja alguns desses projetos que recebem os investimentos chineses que proporcionam grande impacto econômico  nos países quando  abrem rotas comerciais: Oleoduto Kyaukpyu, em Myanmar.  O gasoduto de US$ 1,5 bilhão que vai de Kyaukpyu a Kunming entrou em operação no ano passado, permitindo que os suprimentos de petróleo do Oriente Médio e da África cheguem à China mais rapidamente, porque as remessas já não precisam ser transportadas pelo estreito de Malaca e pelo Mar da China Meridional. O gasoduto foi projetado para transportar 22 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, representando cerca de 5 % das importações anuais de petróleo da China. O Porto de Gwadar, no Paquistão,  compartilhando uma fronteira com a China, o Paquistão tem projetos que estão entre os mais desenvolvidos da iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”. O porto de águas profundas de Gwadar e um corredor de estradas e ferrovias com três mil quilômetros de extensão ligam a China ao Mar da Arábia. Conexões ferroviárias na região Ásia-Pacífico
A China tem um plano para conectar os países do Sudeste Asiático com a região sudoeste de Yunnan por meio de uma série de ferrovias de alta velocidade. Há três rotas planejadas: uma central, que atravessa o Laos, a Tailândia e a Malásia para chegar a Cingapura; uma rota ocidental que atravessa Myanmar; e uma rota oriental que atravessa o Vietnã e Camboja. A China está substituindo trens da era colonial por trens novos e mais rápidos em países africanos, da Etiópia ao Senegal. Um dos principais projetos é a Standard Gauge Railway, que liga a cidade portuária de Mombaça, no Quênia, a vizinhos como Ruanda e Uganda, por meio de uma rede de linhas de alta velocidade. O Paquistão está tentando extrair carvão no deserto de Thar, em um dos maiores depósitos conhecidos de linhito, uma versão marrom e de menor teor desse combustível. O projeto inclui a construção de usinas de energia para expandir a capacidade de eletricidade em um país que enfrenta escassez crônica.

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