FLUKE CONQUISTA CONTRATOS EM ÓLEO E GÁS E PREVÊ NOVOS NEGÓCIOS NO SETOR

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Hector TrabuccoA OTC Houston terminou ontem (3) e conforme o Petronotícias acompanhou durante os dias de evento, é nítido o maior ânimo do empresário brasileiro em relação ao futuro do setor de óleo e gás. Os números estão longe do ideal, é claro, mas o mercado já respira ares de retomada, embora ela ainda esteja engatinhando. É a sinalização que o marasmo da crise, enfim, vai passar. Aqui no Brasil, algumas empresas compartilham desse sentimento de otimismo. A Fluke, fornecedora de ferramentas de teste e softwares para medição e monitoramento, teve um primeiro trimestre bastante animador dentro do setor de petróleo. “Nesse primeiro trimestre, já pudemos sentir uma maior atividade e a expectativa é que isso se mantenha ao longo do ano. Para 2019, as perspectivas são melhores ainda. Em termos de percentual de resultados, ele foi quase duas vezes maior do que os apresentados nos últimos três trimestres de 2017, isso motivado por uma demanda reprimida do mercado”, afirmou o novo diretor geral da Fluke na América Latina, Hector Trabucco. O executivo explica também que uma das expectativas é atender muito mais assertivamente este segmento, direcionando esforços na geração de demanda para o cliente final. “Já existem alguns contratos fechados neste ano e que têm inclusive conduzido aos resultados positivos. No entanto, há outros que estão por vir”, acrescentou.

Quais são os seus principais objetivos neste novo posto de diretor geral da companhia para América Latina?

Em primeiro lugar, aprender mais sobre o negócio na região. Em um segundo momento, viabilizar o crescimento tanto da receita quanto da lucratividade da empresa e do nosso time. O Brasil é um dos principais mercados da América Latina, aliás, o segundo maior. E, o que eu enxergo, é um potencial de crescimento muito grande, talvez superior ao de outros países da região. Este é um trabalho importante em curto prazo, mas acredito que no futuro terá um impacto ainda maior.

Como está o volume de negócios para o setor de óleo e gás brasileiro?

Os negócios no segmento de óleo e gás vêm se recuperando lentamente. No final do ano passado, percebemos  uma movimentação um pouco mais expressiva. Nesse primeiro trimestre, já pudemos sentir uma maior atividade e a expectativa é que isso se mantenha ao longo do ano. Para 2019, as perspectivas são melhores ainda. Em termos de percentual de resultados, ele foi quase duas vezes maior do que os apresentados nos últimos três trimestres de 2017, isso motivado por uma demanda reprimida do mercado. Alguns dos nossos principais clientes têm investido em infraestrutura e retomado o investimento em equipamentos para viabilizar a retomada das obras que estavam paradas há dois anos.

Quais as mais recentes novidades da empresa para este segmento?

Para calibração de processos de uma forma geral, um dos nossos lançamentos é o calibrador portátil  que mede e gera pressão de forma automática e é até usado como referência em calibração. Você ganha tempo e otimiza trabalho. Ou seja, ele traz um diferencial significativo principalmente nas plataformas de petróleo que, por contarem com times reduzidos, precisam de agilidade e precisão. A Fluke tem se destacado nesse tipo de aplicação. Temos uma linha bem completa para área classificada e nesse último trimestre retomamos o mercado de uma forma bem expressiva.

Quais outros setores da economia brasileira têm gerados negócios para a empresa no Brasil?

A Fluke começou um trabalho muito forte ano passado no mercado de datacenter, que gerou muitos resultados. A companhia atua também no mercado óleo e gás e no segmento de mineração. É importante ressaltar que um dos segmentos de nosso interesse é o setor automotivo que tem tido crescimento expressivo da ordem de 25% comparado aos últimos dois anos.  

De que forma a Fluke planeja crescer dentro do mercado brasileiro? E dentro do setor de óleo e gás, especificamente?

O crescimento está relacionado principalmente ao realinhamento dos negócios e será sustentado na reestruturação que tivemos nos últimos dois meses. Elaboramos um plano diferenciado para cobrir todo o território, aumentar a geração de demanda e para passar a trabalhar em verticais específicas, ofertando não só produtos, mas também serviços. A nossa plataforma digital Fluke, lançada no final do ano passado, tem sido oferecida aos nossos clientes como uma solução completa, integrada às nossas atuais soluções de manutenção preditiva e eficiência energética. Especificamente na linha de óleo e gás, posso dizer, por exemplo, que a própria Petrobras, bem como os seus prestadores de serviços, tem retomado bastante os negócios, o que nos proporciona excelentes resultados .

Quais serão os próximos investimentos ou lançamentos da empresa no País?

Na verdade, nosso principal objetivo, nesse momento, não é investir e sim focar em nossa reestruturação, que nos permitirá atender ao mercado de uma forma muito mais receptiva. Nossa ideia é trabalhar a solução como um todo, gerar demanda, participar efetivamente com a nossa rede de distribuição e os clientes finais e também reforçar isso com os lançamentos que estão por vir. Uma parte significativa deles vai atender ao mercado de óleo e gás e também a área classificada.

De um modo geral,  o Grupo Fortive e a Fluke são empresas que estão muito focadas em investir para desenvolver os negócios, tanto organicamente como por aquisições, assim como com o  lançamento de novos produtos. Também vamos investir em aumentar nosso time no Brasil e AL, ampliando o número de colaboradores nas ruas interagindo com os consumidores.

Em relação aos lançamentos, podemos citar as câmeras termográficas que apresentamos na FEIMEC (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), com super-resolução e que atendem também ao mercado de óleo e gás.  Elas identificam pontos de falhas muito menores, menos perceptíveis, com uma qualidade bem maior. Existe uma característica particular da Fluke para câmera termográfica que é o sistema Multichar que tira fotografias térmicas em diversos planos, melhorando o foco, que é o ponto mais importante numa análise termográfica. Provemos soluções para quem efetivamente precisa de agilidade e nitidez no campo, entre eles os segmentos industrial e de óleo e gás.

Quais novas oportunidades de contratos a empresa enxerga dentro do setor de óleo e gás?

Já existem alguns contratos fechados neste ano e que têm inclusive conduzido aos resultados positivos. No entanto, há outros que estão por vir. Uma das expectativas é atender muito mais assertivamente o mercado, direcionando nossos esforços na geração de demanda para o cliente final. E isso intensificar-se-á ao longo do tempo.  

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