ESTUDO CONCLUI QUE MESMO QUE A TARIFA DE ENERGIA DE ANGRA 3 SEJA O DOBRO DA ATUAL VAI GERAR ECONOMIA AO CONSUMIDOR

swsUm estudo feito pela Eletronuclear concluiu que mesmo se o custo da Usina Nuclear Angra 3 for quase o dobro do que foi previsto no seu contrato, o consumidor final da energia até terá economia nas contas de luz. O estudo compara o custo atual da geração elétrica no país e com usinas térmicas a gás ou diesel, e substitui parte dessa energia pela que será gerada por Angra 3, caso seja concluída. Essa conclusão revela também o tamanho da precipitação do atual diretor geral da  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, sem qualquer base se apressou em se posicionar contra a decisão do governo, desafiando o Ministro Moreira Franco. Além de se basear em nada, ainda tomou um pito do diretor André Pepitone, que declarou que o diretor geral estava falando em nome pessoal e não da própria agência que dirige. Rufino voltou três casas e ainda perdeu a próxima jogada.

Neste estudo, foram utilizados os dados operacionais e as programações mensais de despacho por ordem de mérito do Operador Nacional do Sistema (ONS), referentes ao ano de 2017. Foram comparados os custos mensais das térmicas mais caras efetivamente despachadas com a energia que poderia ser gerada por Angra 3 (1405MWmed).Para cada semana de cada mês do ano foram verificadas as térmicas mais caras despachadas, que seriam deslocadas pela operação de Angra 3. Foi gerada a curva comparativa abaixo. Observa-se que na maioria dos meses a operação de Angra 3 traria um benefício econômico ao SIN, em especial nos meses de menor afluência.

Em 2009, quando o projeto da usina planejada nos anos 70 foi retomado, o preço de contrato para a energia que permitiu a construção da obra foi de R$ 148,65/MWh, que após correções hoje está em torno de R$ 240/MWh. Mesmo que o valor da energia de Angra seja elevado a R$ 400, ainda haveria uma economia global na conta de luz de todos os brasileiros. O estudo mostra que esse valor torna o empreendimento viável economicamente. A operação das usinas térmicas que estão em atividade no Brasil custou R$ 5,9 bilhões no ano passado e se Angra 3 estivesse operando ao longo de 2017, em 11 meses (um mês seria parada para reabastecimento), o custo total seria de R$ 5 bilhões, com economia de R$ 900 milhões para o conjunto dos consumidores. O aumento do preço de contrato da energia de Angra 3 se tornou possível a partir da inclusão de emenda na tramitação da Medida provisória 814, que prevê ainda a possibilidade de um leilão com a participação de grandes empresas internacionais para terminar a usina e vender a energia gerada. O relatório aprovado na comissão vai ao Plenário da Câmara e do Senado. O relator, deputado Júlio Lopes incluiu no texto artigo que permite que o Poder Executivo, por meio do Ministério de Minas e Energia, reajuste o preço de Angra 3 para atingir a média internacional.

Essa visão de que não cabe ao Ministério de Minas e Energia revisar o preço de Angra já foi consolidada e consta em nota técnica enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016. Os técnicos destacam no documento que a Eletronuclear ao assinar o contrato de venda de energia de Angra 3 garantiu que o preço de venda em conjunto com suas regras de atualização e de pagamento era suficiente para o cumprimento integral das obrigações previstas no contrato.

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