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PEQUENOS REATORES PODEM SER A TENDÊNCIA DA NOVA INDÚSTRIA NUCLEAR MUNDIAL

dddAté agora, a geração de energia nuclear exigiu instalações enormes cercadas por grandes edifícios, infraestrutura elétrica, estradas, estacionamentos e muito mais. A indústria nuclear está tentando mudar esse quadro. Estão sendo feitas pesquisas e um grande esforço para construir o primeiro reator modular pequeno avançado, os  SMR. Os Estados Unidos, em Idaho, estão a caminho de se tornar operacional até meados dos anos 2020. O projeto deu um passo importante quando a NuScale, garantiu uma importante certificação de segurança da Comissão Reguladora Nuclear. Mas os primeiros SMR  poderiam estar gerando energia até 2020 na China, Argentina e Rússia, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O debate continua sobre se essa tecnologia vale a pena.  Esta nova geração de reatores menores e mais tecnologicamente avançados oferece muitas vantagens, incluindo uma abordagem de linha de montagem para a produção, riscos de fusão amplamente reduzidos e maior flexibilidade em termos de onde eles podem ser localizados, entre outros.

A maioria dos pequenos reatores modulares atualmente em funcionamento varia entre 50 megawatts – energia suficiente para 60.000 residências modernas nos EUA – e 200 megawatts. E existem projetos para “mini” ou “micro-reatores” ainda menores que geram apenas 4 megawatts. Em contraste, os reatores nucleares de tamanho normal construídos hoje gerarão cerca de 1.000-1.600 megawatts de eletricidade, embora muitos construídos antes de 1990, incluindo mais da metade dos 99 reatores atualmente operando nos EUA, sejam menores do que isso. Mas pequenos reatores nucleares não são novos. A Índia tem o maior número, com 18 reatores com capacidade entre 90 e 220 megawatts, construídos entre 1981 e 2011.

Os EUA, a Rússia, a China, a Índia, a França e o Reino Unido operam dezenas de submarinos nucleares e porta-aviões. A Rússia tem uma frota de  quebra-gelos movidos a energia nuclear navegando pelo Ártico, e sua primeira usina nuclear flutuante foi concluída e será instalada em 2019, perto da cidade de Pevek, no leste da Sibéria. A usina siberiana substituirá quatro reatores de 12 megawatts que os soviéticos construíram na década de 1970 para abastecer uma cidade remota e um centro administrativo, bem como operações de mineração e perfuração de petróleo.

Mesmo que os reatores sejam pequenos, eles podem operar em usinas de energia muito maiores com múltiplos reatores. A NuScale, por exemplo, quer instalar 12 reatores em seu site inicial de Idaho. Com base nas últimas projeções da empresa, terá capacidade total de 720 megawatts.
Uma tendência global Empresas privadas e estatais estão tentando construir essas pequenas usinas em cerca de uma dezena de países até agora, incluindo os EUA e o Reino Unido. A França, que obtém três quartos de sua eletricidade a partir de energia nuclear, e o Canadá pode em breve entrar na briga.

Esse interesse global em pequenos reatores modulares ocorre à medida que mais reatores nucleares padrão estão sendo descomissionados do que em construção. Algumas vantagens. Os proponentes desses pequenos reatores modulares avançados dizem que serão mais fáceis de construir e mais flexíveis em termos de onde eles podem ser localizados do que o tipo maior. A palavra “modular” refere-se a como eles serão construídos em configurações de fábrica, prontos para transportar peças totalmente montadas ou facilmente conectadas por caminhão, trem ou mar. Esses reatores podem potencialmente abastecer cidades rurais, plantas industriais, áreas montanhosas e bases militares, bem como distritos e portos urbanos. Pequenos reatores modulares também podem ser úteis para usos industriais. As usinas onde esses pequenos reatores estarão localizados terão proteção adicional contra sabotagem e roubo de material radioativo. Por exemplo, eles podem estar equipados com sistemas de refrigeração que continuam funcionando mesmo se não houver operadores.

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