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BRASIL E RÚSSIA FAZEM ACORDO PARA EXPLORAÇÃO DE URÂNIO MAS O PAÍS ESPERA HÁ TRÊS ANOS POR LICENÇA DA CNEN

sssA Rússia e o Brasil assinaram um acordo para desenvolver as tecnologias de exploração subterrâneas de Urânio. Essas tecnologias são aplicadas pela U1 Group, uma subsidiária da Rosatom, interessada na conclusão da usina nuclear Angra 3. A aplicação desses novos métodos desenvolvidos pelos russos,  serão aplicados na Mina do Engenho, em Catité, na Bahia. São informações relevantes que serão passadas para o Brasil. O acordo foi assinado pelo presidente da INB, Reinaldo Gonzaga, e pelo executivo da U1 Group, Visily Konstantinov, além do diretor de recurso minerais da estatal brasileira,  Adauto Seixas. O Brasil detém a sétima maior reserva de Urânio do Mundo e segundo o Plano Nacional de Energia-2030, do Ministério das Minas e Energia, o país está em boa situação e capaz de sustentar a geração interna a longo prazo. Hoje, a produção brasileira é de 400 toneladas de concentrado de Urânio por ano. Mas este número poderia ser bem maior se Comissão Nacional de Energia Nuclear trabalhasse melhor.

Atualmente a INB está operando a Mina do Engenho, a céu aberto. Já a mina subterrânea está parada há cerca de três anos, aguardando o licenciamento da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Esse é mais um exemplo da CNEN,  que parece não se cansar  de tropeçar na burocracia, produzindo um caudaloso prejuízo para o país como um todo. É o reflexo da falta de uma  liderança firme em seu comando. O Brasil poderia estar muito na frente neste segmento, mas esbarra em temas como esse da CNEN. E tem mais exemplo neste caso: uma  outra mina de Urânio, a Itataia, que fica a 230 quilômetros de Fortaleza, também aguarda o licenciamento da CNEN  para operar. É a riqueza do país perdendo para a burocracia.

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