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FIRJAN LANÇA PUBLICAÇÃO COM INFORMAÇÕES CONSISTENTES SOBRE O MERCADO ONSHORE DO BRASIL

Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval Sistema FIRJAN©Vinicius MagalhãesO Sistema FIRJAN lançou uma importante  publicação falando sobre o Ambiente Onshore de Petróleo e Gás no Brasil. Em sua segunda edição, o documento traz a visão de especialistas sobre o contexto no qual o Brasil se encontra no mercado onshore assim como as oportunidades existentes de investimento. Segundo Raul Sanson, vice-presidente da Federação, o ambiente de negócios para o mercado de Petróleo e Gás vem melhorando nos últimos anos. Ainda assim, a exploração em terra não deslanchou. Para ele, destravar esses investimentos passa por estudar melhor a geologia nesse segmento, atualizar a capacidade produtiva e atrair investidores: “O Canadá, por exemplo, produz 4 milhões de barris por dia no onshore. Por isso, este mês participamos da Global Petroleum Show 2018, em Calgary, e aproveitamos para estreitar as relações com o governo local. O Brasil ainda não é visto como oportunidade de investimento nesse mercado, e estamos trabalhando para mudar essa visão”.

 A Eneva é uma das empresas que vem aproveitando o potencial do onshore. Por meio de sua subsidiária Parnaíba Gás Natural, a empresa começou a produzir em Santo Antônio dos Lopes, a 300 km de São Luís, Maranhão, em 2012, na Bacia do Parnaíba. Seis anos depois e com R$ 8 bilhões investidos, a companhia possui cinco campos produtores, 121 poços perfurados e 200 km de gasodutos construídos. Como resultado, o Maranhão se tornou o quinto maior produtor de gás natural do país.

Para alcançar esse rendimento, a Eneva apostou em modelos integrados de energia como o gas-to-wire, que consiste na construção de usinas térmicas na proximidade dos poços produtores terrestres. Desse modo, o gás produzido é utilizado para geração elétrica, e a energia é escoada via linhas de transmissão. Hoje, quatro usinas térmicas são abastecidas a partir do gás natural produzido nos campos terrestres nas proximidades. Lino Cançado, diretor de Exploração e Produção da empresa, disse que  “Vemos diversos benefícios em aumentar a atratividade do gás natural em terra, como desenvolvimento e renda por meio da interiorização da produção e a criação da capacidade de atender localmente as demandas por gás natural”.

No ano passado, a produção onshore brasileira atingiu cerca de 130 mil barris/dia de produção petróleo e 22 milhões de m³/dia de gás natural, correspondendo a 5% e 19% do total nacional, respectivamente. Atualmente, existem 242 campos terrestres em produção, distribuídos em 10 bacias sedimentares. Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que do total de 53 bacias sedimentares terrestres, 25 apresentam algum interesse para atividades de Exploração e Produção (E&P) de petróleo e gás natural. Dessas, cinco são consideradas bacias maduras. A publicação reúne análises qualificadas, com principal objetivo de pautar os empresários sobre as oportunidades em petróleo e gás no Brasil, além do offshore.

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Luciano Seixas Chagas
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Luciano Seixas Chagas

A discussão da questão exploração das bacias terrestres, tem que ganhar conotações mais profissionais, técnicas mesmo, para que se possa apontar alternativas para o seu melhor conhecimento e real aproveitamento econômico. Separando-as segundo as atividades nelas existentes, para as bacias maduras, as de geologia mais conhecida, os melhores prospectos, obviamente, já foram explorados, restando oferecer incentivos para que as atividades de recuperações secundárias, terciárias etc., todas de capital intensivo, para que possam produzir resultados econômicos. Assim as medidas passam por proposições legislativas (do município a união) de redução de impostos e de percentuais dos royalties não apenas sobre a produção… Read more »