THYSSENKRUPP APRESENTA AO MERCADO BRASILEIRO NOVA TECNOLOGIA PARA PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Luiz Mello_thyssenkruppA multinacional thyssenkrupp está apostando no mercado brasileiro de fertilizantes. As fichas da companhia estão depositadas na demanda por sulfato de amônio, insumo que é importante fonte de nitrogênio e enxofre para a agricultura em geral. De acordo com a empresa, mais de 85% deste produto comercializado no país é importado. Isso em virtude da produção nacional ser na forma de cristais de sulfato de amônio. Já para o uso como fertilizantes, a apresentação mais adequada é na forma granular. Por isso, a thyssenkrupp desenvolveu uma tecnologia para produção de sulfato de amônio fertilizante granular a partir de subprodutos das indústrias química e siderúrgica. “Ao mesmo tempo em que reaproveitamos um subproduto, que nem sempre retorna à cadeia produtiva, geramos um produto de alto valor agregado, que pode ajudar a suprir a demanda que o Brasil tem por fertilizantes à base de amônia”, afirma o gerente de desenvolvimento de negócios da thyssenkrupp Industrial Solutions para o Brasil, Luiz Antonio Mello. O executivo explica ainda que a empresa dispõe de tecnologia consolidada de produção de amônia a partir da eletrólise da água, o que poderia diminuir a dependência dos fertilizantes nitrogenados em relação ao gás natural. “Com a disponibilidade de recursos renováveis no Brasil – hidro, solar, eólica e biomassa – podemos vislumbrar uma produção de fertilizantes mais descentralizada, próxima dos centros consumidores e ambientalmente sustentável”, explicou.

O senhor poderia falar um pouco sobre esta tecnologia para produção de sulfato de amônio fertilizante?

Essa nova tecnologia que desenvolvemos viabiliza o investimento na produção do composto na forma granular, o que possibilita não só reduzir a dependência do mercado em relação ao produto importado, como também pode contribuir com a diversificação do portfólio das plantas químicas e siderúrgicas, agregando valor a um típico subproduto do processo, com valor de mercado até 80% maior se comparado aos cristais.

Quais são as principais vantagens?

Normalmente o sulfato de amônio é encontrado na forma de cristais, já que até o momento, não havia rota tecnológica para produzir o produto na forma granular a partir dos subprodutos típicos das indústrias químicas e siderúrgica. Contudo, para aplicação na agricultura, o produto na forma granular é mais eficaz, possuindo inclusive valor de mercado bem mais elevado do que na forma cristalina.

Como o senhor avalia as futuras oportunidades no Brasil dentro do mercado de fertilizantes, visto que a Petrobrás está cada vez mais saindo desse mercado?

A demanda de fertilizantes no país é enorme e crescente, e isso não vai mudar com o fato de a Petrobras sair do mercado. Já há projetos importantes saindo do papel na área de fertilizantes fosfatados. Na área de fertilizantes nitrogenados, não se espera um aumento da capacidade instalada, mas entendemos que deve haver investimentos em melhorias e renovação do parque industrial existente. Pensando a longo prazo, podemos oferecer soluções para romper a dependência dos fertilizantes nitrogenados com o gás natural. A thyssenkrupp dispõe de tecnologia consolidada de produção de amônia a partir da eletrólise da água, que pode conectar-se a fontes renováveis de energia, em uma solução que chamamos de “amônia verde”. Com a disponibilidade de recursos renováveis no Brasil – hidro, solar, eólica e biomassa – podemos vislumbrar uma produção de fertilizantes mais descentralizada, próxima dos centros consumidores e ambientalmente sustentável.

Qual será a estratégia de crescimento da thyssenkrupp para o mercado de fertilizantes do Brasil para os próximos anos?

Basicamente proximidade com os clientes, propondo soluções efetivas e competitivas. Combinar de forma inteligente nossa capacidade local de execução com a expertise tecnológica de nosso centro de competência na Alemanha (Dortmund) na área de fertilizantes. Em função de termos tecnologias próprias e capacidade local de execução EPC, podemos executar projetos –  da análise de viabilidade ao comissionamento – de forma mais rápida e efetiva que qualquer outra empresa. No que tange a tecnologia, estamos apostando em soluções como o processo exclusivo de granulação que desenvolvemos para aproveitamento do sulfato de amônio disponível nas indústrias químicas e siderúrgicas. Ao mesmo tempo em que reaproveitamos um subproduto, que nem sempre retorna à cadeia produtiva, geramos um produto de alto valor agregado, que pode ajudar a suprir a demanda que o Brasil tem por fertilizantes à base de amônia – hoje mais de 85% do sulfato de amônio comercializado no país é importado. Vale ressaltar que a thyssenkrupp é líder global no fornecimento de plantas de fertilizantes.

Falando de forma geral sobre a parte de Industrial Solutions, qual será o foco deste setor da empresa para o País? Como pretendem crescer e conquistar novos negócios?

A thyssenkrupp Industrial Solutions possui uma área de atuação muito diversificada: executamos projetos desde navios até biotecnologia e ácido sulfúrico, passando pelas Indústrias de cimento, siderúrgica, petroquímica e fertilizantes. Acreditamos que a empresa tem uma proposta de valor diferenciada, por combinarmos variadas tecnologias industriais e capacidade local de execução EPC. Conseguimos ser propositivos nas fases iniciais de projeto (Engenharia Conceitual e Básica) e, ao mesmo tempo, competitivos na fase de execução. Por exemplo, soluções modulares e baseadas em skids, que são unidades industriais compactas, trazem ganhos consideráveis na fase de construção e montagem, mas devem ser concebidas nas fases inicias do projeto. Conseguimos ajudar nossos clientes a otimizar a solução global e não apenas uma fase do projeto.

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