SCHNEIDER FAZ FORNECIMENTO PARA SÉPIA E APRESENTA NOVOS PLANOS PARA MERCADO DE FPSOs

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

Luis-Felipe-Kessler-Vice-presidente-da-área-de-Oil-Gas-da-Schneider-Electric-1-687x1024O mercado de FPSOs despertou um enorme interesse por parte da Schneider Electric. O vice-presidente da empresa na América do Sul e Caribe, Luis Felipe Kessler, revela que foi nomeado para liderar uma iniciativa focada neste setor, com o objetivo de fornecer diversos equipamentos que fazem parte da solução integrada Ecostruxure. Atualmente, a companhia faz o fornecimento do E-house (módulo elétrico) do FPSO do campo de Sépia, na Bacia de Santos. “Além disso, estamos fornecendo [para Sépia] também o que chamamos de automação elétrica do sistema. Ele faz todo o controle de proteção. Esse contrato já está em execução e deve ser concluído até o final do ano”, explicou o executivo. As perspectivas da empresa para o setor de navios-plataformas é positiva, tendo em vista as licitações que estão no radar do mercado. “A Petrobrás começa recuperar sua rentabilidade e tem um plano claro de investimentos em FPSOS para os próximos 3 a 5 anos”, ressaltou o executivo.

Quais são hoje os principais projetos em andamento da organização mundial da Schneider para FPSOs?

Como líder do segmento de Oil&Gas e Petroquímica na America do Sul e Caribe, identifiquei que tínhamos um gap para seguir os projetos de FPSOs na Schneider e isto afetava diretamente nossa performance em projetos da Petrobrás.

Desta forma ano passado desenvolvi um plano de negócios e fui nomeado como o global leader para a Iniciativa FPSOs/FLNG na Schneider Electric. Reuni um time global multi business, com Sales e Business Development e  Project Pursuit leaders de Elétrica e de Automação  e estamos focando em nossa solução Ecostruxure para FPSOs/FLNGs.

Em uma FPSO,  temos capacidade de fornecer o MAC/MEC, incluindo Ehouses integradas com transformadores, equipamentos de Média e Baixa Tensão, automação de processos (Modicon/Foxboro) com Sistema de supervisão (Aveva – Wonderware), Sistema de Segurança e shut-down (Triconex), instrumentação (Foxboro/Accutech), energia segura UPS Gutor, CCTV (Pelco). Tudo integrado por nossa equipe global de soluções para óleo e gás. 

Para a operação destes sistemas, temos soluções de eficiência operacional como gerenciamento de ativos, sistema de monitoramento remoto, análise de performance (Digital Twin), Manutenção preditiva, realidade aumentada e  simulação e treinamento em 3D  do processo para operadores e manutenção.

O senhor poderia detalhar mais sobre o fornecimento para Sépia?

Em Sépia, estamos responsáveis pelo fornecimento em Turn key da E-house, subestação prefabricada que fica no coração do processo. Ela faz toda a proteção de todo o sistema elétrico. Ela possui todos os equipamentos de média e baixa tensão e transformadores. Além disso, estamos fornecendo também o que chamamos de automação elétrica do sistema. Ele faz todo o controle de proteção do sistema. Esse contrato já está em execução e deve ser concluído até o final do ano. É um fornecimento similar ao que fizemos para o FPSO de Kaombo para Total (2-houses) e para o FPSO Yinson Four Rainbow.

Quais são as perspectivas para o mercado de FPSOs no Brasil?

As perspectivas são muito boas. Hoje, segundo informações de mercado, espera-se 12 FPSOs por ano nos próximos 5 anos.  O mercado entendeu que o Pré-sal é, em termos de eficiência e produtividade, um dos melhores campos de petróleo que estão sendo ofertados em leilões. Vimos que as todas IOCs mostraram grande interesse e estão investindo. Isto deve gerar uma longevidade em offshore, principalmente no Brasil, para os próximos anos. O mesmo vemos em relação a Petrobrás, que começa recuperar sua rentabilidade, e que tem um plano claro de investimentos em FPSOS para os próximos 3 a 5 anos. Outro pilar de crescimento é que as empresas de petróleo começam a buscar  projetos de energia mais limpa, como Gás, Eólicas e Solares.

Estamos com otimismo, porém cauteloso, pois ainda temos que arrumar soluções para os campos onshore e águas rasas. Ou seja, encontrar mais investidores e soluções para o refino e transporte, onde temos uma malha muito pequena. No refino é preocupante a falta de investimentos,  uma vez que com o aumento da produção do pré-sal vamos ficar com um déficit de produto refinado e isto afeta a balança comercial do país.

A Schneider possui soluções Ecostruxure para refinarias e pipelines. O sistema de controle dos pipelines da Transpetro, por exemplo, utiliza software da Aveva. Para lembrar, nós fizemos uma aquisição reversa da Aveva. Então, o software da Ecostruxure está todo na Aveva. 

Como está a prospecção de novos negócios?

Com o novo patamar de preços do petróleo, começam a ser aprovados os investimentos na America Latina. Olhando para o Brasil, temos os FPSOs de Marlim 1, Marlim 2, Mero 2, Parque das Baleias. Existem outros para sair no ano que vem. Libra tem ao menos quatro FPSOs garantidos. Temos muita coisa, neste momento, focada em performance operacional, mas já começam  a ser aprovados alguns investimentos de CAPEX em novas plantas. Nossa organização é global, mas temos um time regional e estamos atentos aos investimentos em toda América Latina e vimos que nosso pipeline de projetos tornou a crescer nos últimos meses.

Como está o momento de negócios da empresa na América Latina?

Viemos de dois anos de muito boa performance. No ano passado, crescemos mais de 30% na America do Sul e Caribe e em 2018 seguimos crescendo no primeiro semestre. Temos boas perspectivas de crescimento no upstream através de nossas soluções Digital Oil Field. Esperamos crescimento na Argentina (onde temos um plano para o shale gas de Vaca Muerta), na Colombia, Equador e Brasil. Também se discutem a eficiência operacional em refinarias, onde estamos presentes em toda América Latina com nossa plataforma Ecostruxure Digital Refinery. A Reficar, Refinaria de Cartagena, da Ecopetrol, é um exemplo de nossa solução.

Como a empresa pretende crescer em volume de negócios nos próximos anos?

Nós temos um plano de negócios focado em offshore. A Schneider Eletric possui soluções para toda a cadeia do Oil&Gas e Petroquímica. Através de nossa plataforma Ecostruxure, conectamos os elementos de campo (sensores, instrumentos, sistemas elétricos etc.) a automação do processo. Na nuvem, temos um sistema de monitoração remota faz análise de performance real-time e ajuda nossos clientes a tomarem decisões críticas que aumentam sua produtividade.

Recentemente fornecemos um sistema para a ADNOC, empresa de petróleo dos Emirados Árabes, um sistema chamado Panorama. Ele é o topo da pirâmide do nosso Ecostruxure. É um sistema com uma tela de 50 metros que serve para monitorar todos os campos de petróleo da ADNOC.

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Infográfico com resumo da plataforma Ecostruxure. Clique para ampliar

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