HMSWEB PARTICIPA DO SUPORTE REGULATÓRIO AO FPSO P-68 E MIRA EM PROJETO NO CAZAQUISTÃO

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Forship_Luciano GaeteCom perspectivas bastante positivas para o futuro e importantes negócios em andamento, a empresa HMSWeb, que faz parte do grupo Forship, vem conquistando ainda mais presença no setor de óleo e gás. No momento, a companhia tem nove projetos em execução dentro do segmento, entre eles a recomposição do sistema de injeção de produtos químicos da P-25 e o projeto de suporte regulatório ao FPSO P-68 (que vai produzir no campo de Berbigão, no pré-sal da bacia de Santos). Fora do Brasil, a HMSWeb busca expansão no mercado asiático. “Essa semana, por exemplo, colocamos uma proposta de licenciamento e serviços de engenharia para um grande projeto de O&G onshore no Cazaquistão, na Ásia Central”, afirmou o CEO da companhia, Luciano Gaete. “Também estamos de olho na retomada dos investimentos em Moçambique, especialmente nos campos de O&G, país em que temos outra subsidiária do grupo e um histórico de projetos com a Vale”, acrescentou o executivo. Recentemente, a empresa fechou ainda uma parceria para oferecer seu software para a gestão da completação mecânica e do comissionamento, o HMSWeb, na plataforma de serviços de computação em nuvem Microsoft Azure.

Gostaria que começasse falando da recente parceria com a Microsoft. Quais as principais vantagens que ela trará para a HMSWeb?

Após 20 anos e mais de 300 projetos executados pelo Grupo Forship, utilizando uma ferramenta própria que deu origem a HMSWeb, não temos dúvidas de que temos hoje uma das melhores soluções para a gestão do processo de comissionamento industrial disponíveis no mercado – se não a melhor e mais completa. Maximizar a nossa exposição comercial e, consequentemente, alavancar oportunidades de negócios a nível global é uma das metas estratégicas da empresa. Portanto, a parceria com a Microsoft está alinhada com nossa estratégia, pois representa um excelente novo canal de exposição e vendas. Por meio dos marketplaces globais da Microsoft, o HMSWeb está disponível para a rede de parceiros, clientes e qualquer profissional em busca de uma solução altamente especializada, que tem ainda a vantagem de ser leve, simples e comprovadamente eficaz para comissionamento de projetos.

A parceria também avaliza o perfil de inovação da HMSWeb, que desde maio é a primeira e única solução do tipo nos marketplaces da Microsoft. E confere ao HMSWeb mais um “selo de qualidade” na percepção de nossos clientes atuais e futuros, haja vista que a Microsoft submete seus parceiros a um rigoroso processo de avaliação. Acredito que as vantagens são mútuas: pelo lado da Microsoft, amplia-se a gama de soluções disponíveis na nuvem Azure e, em especial, no segmento industrial, um dos focos da atual estratégia global da companhia, o que reforça ainda mais seu diferencial em relação aos concorrentes. Outro ponto positivo é a demanda a ser produzida pela própria HMSWeb e os novos projetos que serão hospedados no Azure.

Além desta medida, existem no radar outras oportunidades de parcerias similares? Quais?

Além da Microsoft, também temos parcerias com algumas outras empresas, mas que preferimos abordar em outro momento, quando tivermos consolidado novas experiências. O que há de permanente é a parceria intercompany com a Forship Engenharia, da qual recebemos diariamente dezenas de insights de engenharia de comissionamento que, em geral, são transformados em novas funcionalidades e/ou melhorias incorporadas à plataforma HMSWeb. Esse intercâmbio, essencial para a melhoria contínua do produto, também ocorre com todos os nossos clientes/parceiros, que contribuem ininterruptamente com sugestões, novos desafios e formas diferentes de abordar problemas antigos, nos ajudando a aprimorar continuamente o HMSWeb, posicionando-a como a melhor solução comercial para a gestão do comissionamento industrial do mercado. Da mesma forma, a HMSWeb também contribui com diversos insights e aplicação de sua expertise em tecnologia sobre os dados de engenharia acumulados pela Forship, em seus mais de 300 projetos, em um verdadeiro círculo virtuoso que certamente irá continuar a surpreender o mercado.

Qual a sua expectativa de novos negócios com o HMSWeb, tendo em vista os recentes leilões realizados no Brasil?

O HMSWeb é homologado pela Chevron, Exxon e Eni, que já avaliaram e aprovaram a utilização de nossa solução em seus projetos por qualquer EPCista contratado por eles. Também temos a BP como cliente, em projetos na área de energia. Os leilões, e consequentemente a presença de um número maior de operadoras no mercado, vai gerar novas oportunidades para todos os fornecedores de bens e serviços do setor de O&G. O Grupo Forship está preparado para isso. Ao mesmo, já alcançamos um grau de diversificação em nosso portfólio nessa década, pois desde 2011 o HMSWeb se tornou o software de padrão corporativo da Vale, passando a ser aplicado em todos os seus projetos de capital no Brasil e no mundo. Conquistamos essa posição vencendo uma concorrência internacional, o que mostra a robustez de nossa tecnologia e a expertise consolidada pelo grupo. Desde então, avançamos enormemente no setor de mineração e em outros mercados. Mas sempre trabalhamos para reforçar nossa participação no mercado de O&G, no qual temos as nossas raízes.

Como está o volume de negócios e também a prospecção de novos contratos atualmente dentro do mercado de óleo e gás?

No momento, estamos extremamente otimistas frente ao novo cenário do mercado brasileiro de O&G, e acreditamos que este será o momento da retomada do HMSWeb nesse mercado, que foi a origem da nossa solução, o berço no qual desenvolvemos a 1ª versão do HMS por meio da experiência da Forship Engenharia e participação em praticamente todos os projetos de comissionamento de FPSOs da Petrobrás, no período de 1998 a 2002.

Mas, como eu disse, de 2011 para cá avançamos muito em vários outros setores, como em mineração, agronegócio, infraestrutura (portos, ferrovias e até mesmo a transposição do Rio São Francisco) e conquistamos vários novos clientes de renome internacional, como a BP Biofuels, ThyssenKrupp, ADM e Cargill, dentro outros.

Quais são os principais projetos que a empresa participa em óleo e gás atualmente?

A HMSWeb participa de todos os projetos do grupo Forship. Especificamente no mercado de O&G, temos nove projetos em execução no momento, entre os quais a recomposição do sistema de injeção de produtos químicos da P-25, pela Forship Engenharia, e o projeto de suporte regulatório da  FPSO P-68 (a terceira da série de replicantes encomendados pela Petrobrás, e que vai produzir no campo de Berbigão, no pré-sal da bacia de Santos) para o Jurong Shipyard, que é conduzido pela nossa subsidiária Forship Asia em Singapura. A capacidade de gestão da Forship, outro fator chave para escolha de fornecedores nesse setor, é atestada pelo mercado: a nossa avaliação média atual é de 9,2, ou seja, o nível de excelência reconhecido pelos clientes.

De que forma a empresa pretende crescer dentro deste mercado? Qual o planejamento?

Estamos perseguindo as oportunidades com os novos projetos de FPSOs afretadas para a Petrobrás, assim como com as novas operadoras.  Após contato com algumas das empresas, constatamos que há espaço e percepção do valor da solução para a gestão do comissionamento de seus projetos.

Como estão os planos de atuação e ações da empresa no exterior?

Além da expectativa de exposição global, por meio da parceria com a Microsoft, também estamos prospectando fortemente o mercado da Ásia, em conjunto com nossa subsidiária em Singapura, a Forship Ásia. Nos últimos seis meses, estive pessoalmente em dois roadshows, percorrendo Singapura, Malásia, Vietnã e China. E nossas equipes locais estão prospectando oportunidades na Coreia do Sul, Filipinas e demais países da região, que crescem, em média, 6% ao ano e tem investimentos de USD 1 trilhão previstos para projetos de infraestrutura nos próximos anos. Essa semana, por exemplo, colocamos uma proposta de licenciamento e serviços de engenharia para um grande projeto de O&G onshore no Cazaquistão, na Ásia Central. Também estamos de olho na retomada dos investimentos em Moçambique, especialmente nos campos de O&G, país em que temos outra subsidiária do grupo e um histórico de projetos com a Vale. Quanto a América Latina, temos uma versão do HMSWeb em espanhol já utilizada em projetos na Argentina, e estamos buscando parceiros comerciais nos países da região para prospecção de novas oportunidades. A nossa internacionalização já singra caminhos próprios.

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