PARQUE INDUSTRIAL BELLAVISTA ANUNCIA INSTALAÇÃO DE NOVOS EMPREENDIMENTOS PARA O SETOR DE ÓLEO E GÁS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

Leonardo-DiasO parque industrial Bellavista, localizado em Macaé (RJ), possui hoje 1 milhão de metros quadrados já ocupados por grandes empresas do setor de óleo e gás. E com a gradual retomada do mercado, os planos de expansão desse número estão saindo do papel, conforme revela o diretor do empreendimento, Leonardo Dias. Recentemente, o Bellavista fechou uma parceria com a empresa Gercon para a construção civil de dois novos projetos. O primeiro deles é voltado às médias empresas da cadeia de óleo e gás, oferecendo a elas bases operacionais compactas. O segundo projeto trata-se de um condomínio industrial: “A ideia é oferecer estruturas compartilhadas, que tem muito a ver com o momento atual da indústria – de redução de custos e gestão mais apertada“, afirmou Dias. O executivo ainda contou que existem conversas bem avançadas para a venda de pelo menos 400 mil m² para companhias que estão chegando ao Brasil e querem ampliar sua presença física no país.

Gostaria que o senhor explicasse um pouco mais sobre a parceria com a Gercon.

A Gercon tem grande expertise em obras industriais. A ideia dessa parceria foi desenvolver dois empreendimentos que tem propostas bem diferentes. O primeiro deles é um loteamento com área bruta locável de 35 mil m². A ideia deste empreendimento é a seguinte: são terrenos de 1.000 m², onde teremos a base pronta.

O parque já tem grandes empresas operando, como Petrobrás, Schlumberger e outras importantes companhias. Essas empresas que estão instaladas estão até com capacidade ociosa, porque houve uma redução de negócios no setor. Por isso, elas não precisam de novos espaços. Quem tem nos procurado são empresas de médio porte. Então, a nossa ideia com este primeiro empreendimento é ter um espaço menor disponível, como também oferecer a instalação pronta para as empresas (escritório, galpão, pátio, entre outras). O setor de petróleo tem uma especificidade: quando uma empresa deste segmento ganha um contrato com a Petrobrás, por exemplo, ela tem um tempo para demonstrar que tem capacidade de executar determinado serviço. Em virtude disso, essas fornecedoras têm muita pressa em se instalar. E nós enxergamos essa oportunidade. 

Em que fase está este primeiro empreendimento?

O parque industrial já tem todas as redes, vias de acesso, energia elétrica e terreno terraplanado. Agora, o que falta – e por isso a parceria com a Gercon – é o desenvolvimento e construção das edificações. Nós iniciaremos a construção no próximo ano. Estamos finalizando o licenciamento. Aliás, o Bellavista já possui o licenciamento, mas precisamos fazer pequenos ajustes para este tipo de empreendimento. E no início de 2019 queremos começar as obras para que, no final do ano que vem, tudo esteja pronto. 

Qual o investimento previsto?

O número com o qual estamos trabalhando agora, para a viabilidade [do projeto], haja visto que já temos o terreno, é de aproximadamente R$ 15 milhões. Ele será empregado nas construções. Toda a parte de infraestrutura já foi feita.

E em relação ao segundo empreendimento? Qual a meta?

O racional dele é agregar mais valor, não oferecendo só o terreno ou base prontos. A ideia é oferecer também estruturas compartilhadas, que tem muito a ver com o momento atual da indústria – de redução de custos e gestão mais apertada. Serão escritórios, vestiários, pátios e outras estruturas compartilhadas. Será um condomínio industrial onde a empresa irá se instalar e escolher o quanto de estrutura irá utilizar. Toda a parte de acessórios também será oferecida. 

Vamos fazer antes [o desenvolvimento do] primeiro empreendimento, que citei anteriormente. Inclusive, já temos até alguns clientes interessados nele. Mas, quanto ao segundo, vamos iniciar o seu desenvolvimento ainda no primeiro semestre de 2019. O investimento deste projeto é um pouco mais alto, e será da ordem de R$ 45 milhões. Estamos bem confiantes com a retomada, especialmente no setor de petróleo. Temos este período de incertezas com as eleições, mas acreditamos que as condições estão dadas para a retomada. 

Quais são as perspectivas futuras?

Costumo dizer que estamos cautelosamente otimistas. Já fizemos o primeiro investimento, que foi na expansão do Bellavista. Ele tinha 1 milhão de m² e passou para 3 milhões de m². Fizemos muitas obras de infraestrutura e, hoje, temos 1 milhão de m² com empresas instaladas e operando; mais 1 milhão de m² com terrenos prontos para receber empresas. E temos o último milhão de m² a desenvolver. Estamos bem preparados para esta retomada. 

E como está a oferta e procura pelos terrenos já disponíveis?

_DSC0320Parte do milhão de m² disponível já foi vendido: cerca de 200 mil m². Temos ainda alguns projetos grandes em desenvolvimento. Estão sendo feitos estudos ambientais e de viabilidade técnico-financeira. São dois projetos grandes. A decisão sobre eles deve ser tomada no primeiro semestre de 2019. A partir de então, mais 400 mil m² serão negociados. 

Hoje, estamos atuando nesse nicho de médias empresas, mas não deixamos de atuar com companhias grandes. Como o mercado está aberto, temos novas operadoras e prestadores de serviço no setor. Então, temos alguns projetos em desenvolvimento com empresas que ainda não tem presença forte no Brasil e querem fazer instalações no país. São projetos grandes e, por isso, o tempo de negociação é mais longo.  

Os novos projetos no Bellavista demonstram uma retomada dos negócios em Macaé. Como o senhor avalia isso?

Macaé, sem dúvida, é a capital nacional do petróleo, com mais de 4.500 empresas instaladas. A expertise do setor está aí. Temos frentes novas, como a do gás natural, que é algo que tem crescido bastante. Temos a possibilidade de empreendimento neste sentido. Acreditamos, sem dúvida, em Macaé. Como lhe disse, estamos otimistas com o setor de petróleo, muito mais em virtude com o mercado internacional do que o nacional. A economia brasileira tem demorado um pouco para retomar atividade. Mas, para este segmento de óleo e gás, dadas as condições atuais, basta não mudar as leis e as regras do jogo. Tirando isso, não vemos riscos para o setor. 

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