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PRODUÇÃO DE PETRÓLEO DE ANGOLA AINDA FICARÁ ABAIXO DA NIGÉRIA ATÉ 2020

232Até  ao princípio de 2020 a produção de petróleo em Angola vai ultrapassar novamente os 1,5 milhão  de barris por dia devido às reformas do Governo neste setor. A previsão é da consultoria holandesa EnergyWise. Esta informação surge numa altura em que a produção de petróleo em Angola, a maior fonte de receita para o Estado, está nos 1,4 milhão de barris por dia, muito abaixo da expectativa do Governo nos últimos anos, que era chegar aos 2 mil milhões por dia e ultrapassar a Nigéria na liderança da produção de petróleo na África subsaariana Essa previsão, no entanto, foi revista para  baixo até 2020:  “Talvez não em 2019 mas nos próximos 18 meses a produção vai voltar a ultrapassar os 1,5 milhão de barris por dia”, disse o presidente da consultora EnergyWise, Gerard Kreeft, numa nota enviada aos investidores.

O relatório faz algumas observações:  “No ciclo de preços baixos do petróleo nenhum novo projeto foi implementado. Por baixo do radar têm sido feito avanços muito significativos na indústria”, a começar por um encontro entre o Presidente João Lourenço e os líderes da indústria petrolífera que operam em Angola, pouco depois de  sua posse. As principais companhias, em especial a BP, Chevron e ExxonMobil, insistiram na criação de uma nova agência concessionária da exploração, e a decisão de retirar a Sonangol da concessão de exploração petrolífera foi tomada nessa altura, mas a decisão só recentemente foi anunciada.

O anúncio da criação da Agência Nacional de Petróleos e Gás, segundo o presidente da Consultoria, “deverá aumentar a produção de petróleo, já que era uma das principais reivindicações das principais petrolíferas internacionais a operar no país”. O aumento da produção de petróleo está relacionado com a mudança política do ano passado no país, já que a eleição de João Lourenço trouxe uma onda de otimismo e a promessa de mais transparência e de uma nova sociedade civil. É uma nova relação com a indústria petrolífera, que passa pela redução dos custos e pela maximização da produção, num cenário mais competitivo. O otimismo expresso pela consultora relativamente ao setor petrolífero é mais refreado no que diz respeito às perspectivas para a capacidade de refinação, encaradas como incertas.

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