VENEZUELA VOLTA A FORNECER PETRÓLEO PARA CUBA AO MESMO TEMPO EM QUE TENTA NOVO ACORDO COM A CHINA

1O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, está na China em viagem oficial para obter a extensão de um empréstimo de US$ 5 bilhões, ao mesmo tempo em que busca entendimentos para adiar o pagamento de um empréstimo anterior, em parte pago por petróleo. Mesmo de lá, os dirigentes da PDVSA anunciaram a voltar de fornecimento de petróleo para a Cuba, velho aliado da Venezuela. A retomada ocorre em meio aos rumores de que Casa Branca está estudando a possibilidade de impor novas sanções ao setor petrolífero da Venezuela e à crise econômica e política que se abateu sobre o país latino-americano. Esse fornecimento ocorre em um momento em que o processamento de petróleo nas refinarias do país continua a cair. O acordo com os chineses prevê a entrada da CNPC em lugar da Sinopec, que está querendo receber da Venezuela.

Para Cuba, os embarques em junho até agosto totalizaram 4,19 milhões de barris do petróleo.  O óleo é de  um tipo usado para produzir combustíveis nas refinarias nacionais e misturá-lo com petróleo mais pesado para exportação. A Venezuela fornece petróleo para  Cuba desde 2000. A situação de manutenção das refinarias venezuelanas é tão ruim que a PDVSA espera que todo o setor de refino da Venezuela opere apenas em  29% de sua capacidade durante o mês de setembro.

A Agência Internacional de Energia diz que a  grande volatilidade em agosto dos preços do barril de Brent – que atualmente se situa em torno dos 80 dólares – se associa diretamente à situação da indústria na Venezuela e à aproximação de 4 de novembro, quando entram em vigor de novo as sanções norte-americanas contra as exportações de petróleo do Irão. A produção de petróleo na Venezuela poderá reduzir-se descer significativamente até ao milhão de barris por dia, já que em agosto já caiu para 1,24 milhões de barris por dia.

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