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SOTREQ TRAZ AO MERCADO TECNOLOGIA PARA MONITORAMENTO À DISTÂNCIA QUE REDUZIRÁ CUSTOS COM MANUTENÇÃO

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

sotreqtarjadaCom uma estratégia bem definida e sólida, a Sotreq está apresentando ao mercado, durante a Rio Oil & Gas 2018, uma tecnologia de monitoramento à distância que possui diversas aplicações dentro do setor. Ela pode ser empregada em plataformas, navios de apoio, FPSOs e equipamentos. O produto, chamado de CAT Connect, tem sido um ponto chave nos negócios da companhia nos últimos tempos. “Esse é um foco que já vem há cerca de dois anos, muito em virtude do fato de nossos clientes precisarem racionalizar custos, assim como todas as demais indústrias do mundo inteiro“, afirmou o diretor da unidade de petróleo e marítimo da Sotreq, Filipe Lopes. O Cat Connect monitora diversas variáveis, ajudando a definir a hora certa de realizar manutenções. “Fornecemos relatórios customizados para o cliente, sempre dando suporte na tomada de decisão. As duas principais vantagens são o aumento de disponibilidade dos equipamentos e a possibilidade de obter o menor custo operacional possível“, explicou o engenheiro Saul Machado.

Além disso, como se sabe, a Sotreq anunciou em meados deste ano um contrato com a japonesa Modec para o fornecimento de grupos geradores auxiliares dos projetos de Sépia e de Libra. Agora, os olhos da companhia estão voltados às futuras oportunidades que surgirão no horizonte. “No pré-sal, o que estamos vendo são as novas áreas que estão entrando em produção e que demandarão novos FPSOs. Com isso, temos a possibilidade de fornecer equipamentos para esses novos navios“, acrescentou Lopes.

O que a Sotreq está apresentando para o mercado aqui na feira?

Filipe – A Sotreq é representante da Caterpillar e, especificamente aqui na Rio Oil & Gas, estamos dando foco na parte de monitoramento à distância. O grande objetivo é estar mais próximo dos equipamentos dos clientes, para assessorarmos melhor no aspecto de manutenção, aumentando a vida útil e reduzindo a possibilidade de queda dos equipamentos.

Esse é um foco que já vem há cerca de dois anos, muito em virtude do fato de nossos clientes precisarem racionalizar custos, assim como todas as demais indústrias do mundo inteiro. A nossa ideia é que, com esse assessoramento no aspecto de manutenção, os clientes terão uma economia no que diz respeito aos equipamentos da Caterpillar.

A Sotreq é muito lembrada por ser revendedora Caterpillar. Mas também representamos outras marcas, como a MAK e MAD – da área de motores a combustão. Elas são fabricantes tradicionais que a Caterpillar adquiriu em 1997 e 2003, respectivamente. A Sotreq passou por um processo de qualificação para poder representá-las. Aqui no Brasil, somos representantes exclusivos destes produtos. Outra marca que representamos é a CJC, da parte de filtragem de fluidos – como óleo lubrificante, óleo combustível e fluido hidráulico -, muito ligada a um conceito de manutenção e extensão de vida útil. Por fim, na área de acoplamento entre motores e dispositivos, trabalhamos em parceria com a Vulkan.

Poderia detalhar mais sobre o funcionamento desta tecnologia de monitoramento?

Saul – O CAT Connect tem uma concepção de fazer a manutenção baseada na condição. Monitorando algumas variáveis, como temperatura de arrefecimento, pressão de óleo lubrificante, pressão e consumo de combustível, a tecnologia ajuda o cliente a tomar uma decisão. Com esses dados, é possível decidir se a manutenção pode ser postergada ou antecipada. O CAT Connect ajuda a dar essa visibilidade. Fornecemos relatórios customizados para o cliente, sempre dando suporte na tomada de decisão. As duas principais vantagens são o aumento de disponibilidade dos equipamentos e a possibilidade de obter o menor custo operacional possível. 

Ela pode ser aplicada em quais áreas da indústria de petróleo?

Saul Em plataformas, navios de apoio, FPSOs e equipamentos. Hoje, nós temos soluções tanto para motores Caterpillar quanto para motores de outras marcas. Queremos nos tornar em um provedor de soluções para os nossos clientes, independente se os equipamentos são da CAT ou não.

A tecnologia já está sendo utilizada no Brasil?

O engenheiro Saul Machado

O engenheiro Saul Machado

Saul – Sim, temos em uma plataforma – que não posso citar para preservar o nome do cliente. Disponibilizamos um tipo de relatório que é capaz de mostrar, de forma online, como está se comportando os grupos geradores deste ativo.

Costumamos falar que ela pode ser usada no mercado de energy transportation – óleo e gás, marítimo e energia. Temos usinas e hospitais monitorados e, recentemente, fechamos com o Banco do Brasil também.

Quais são as perspectivas com o mercado de óleo e gás?

Filipe – São muito boas, a começar pela reação do mercado exterior – já que o preço do petróleo está em outro nível. Além disso, o próprio governo brasileiro tomou uma série de medidas que foram muito boas para o mercado, como a abertura do pré-sal, tirando a exclusividade da Petrobrás; e a volta das rodadas de licitação. Tudo isso ajudou a movimentar [o mercado]. A Petrobrás estava, claramente, sobrecarregada na missão de mover a indústria de óleo e gás no Brasil. Agora, ela divide a responsabilidade com as empresas estrangeiras tradicionais, como Total, Exxon e Shell.

Que oportunidades a Sotreq enxerga no pré-sal?

Filipe – No pré-sal, o que estamos vendo são as novas áreas que estão entrando em produção e que demandarão novos FPSOs. Com isso, temos a possibilidade de fornecer equipamentos para esses novos navios.

Hoje, quais são os principais projetos em andamento dentro do mercado?

Filipe – Recentemente, o mais emblemático, é com a Modec, para fornecimento de grupos geradores auxiliares para os projetos de Sépia e de Libra.

E como estão as conversas para novos contratos no setor de óleo e gás? Existem negociações?

Filipe – Sim, sem dúvida, ligadas a essas novas áreas que estão entrando em operação.

Qual o planejamento estratégico da companhia daqui para frente?

Filipe – O principal ponto, como falei, é a diversificação. Antes, era tudo muito centrado na Petrobrás. Para aumentarmos nossa cobertura de mercado, queremos estar próximos a estes tradicionais players, que são novos aqui no Brasil, porque com certeza trarão novos ativos e demandarão por serviços e equipamentos.

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