ATIVISTAS AMBIENTAIS ORGANIZAM PROTESTO CONTRA O LEILÃO DA 5ª RODADA DE PARTILHA QUE SERÁ REALIZADO NO RIO | PetroNotícias





ATIVISTAS AMBIENTAIS ORGANIZAM PROTESTO CONTRA O LEILÃO DA 5ª RODADA DE PARTILHA QUE SERÁ REALIZADO NO RIO

112211O leilão de amanhã (28) da 5ª Rodada de Partilha,  que vai ser realizado na Barra da  Tijuca (RJ), já está recebendo protestos dos ativistas do meio ambiente. Esta tarde, eles já organizaram um protesto no centro da cidade, na Praça da Candelária. São ativistas da 350.org e da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, que ocupam a Praça Candelária, para protestarem contra a 5ª Rodada de Partilha de Produção de Pré-Sal. Eles colocaram um balão gigante com o dizer “Vida | Sobrevivência | Futuro = 1,5oC”, que chama a atenção de quem passa por lá. Eles falam sobre a exploração do  área do pré-sal e suas consequências que, segundo afirmam, cerca de 300 mil famílias que vivem da pesca e do mangue serão diretamente impactadas pelas operações petrolíferas com as vendas dos blocos das Bacia de Campos e Bacia de Santos.

Suelita Rocker, organizadora da campanha pela 350.org,  diz que  “os cientistas mais respeitados do mundo estão dando o recado: se não mantermos o aquecimento global do planeta abaixo de 1,5º C catástrofes climáticas como furacões, enchentes, secas, tempestades serão cada vez mais frequentes. Isso afetará negativamente a produção em geral, sobretudo de alimentos, e ocasionará prejuízos enormes para a sociedade. Cortar as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição energética para o uso de renováveis é mandatório se quisermos garantir a segurança mundial.”

Na mesma toada, Luiz Afonso Rosário, consultor da 350 para povos e comunidades tradicionais, especialista em impactos ambientais provocados pela indústria de petróleo e gás, lembra que a 5ª Rodada de Partilha de Produção trará 4 grandes blocos das Bacias de Campos e Santos, afetando 300 mil famílias: “Há uma situação específica que diz respeito as águas oleosas, todo o resíduo que sobra da exploração é jogado ao mar. E, apesar de já existir uma lei que exige o tratamento dessas águas, não há fiscalização alguma sobre isso.” Amanhã (28), haverá outro ato organizado pelas duas entidades, mas em frente ao Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, a partir das 8 horas da manhã, onde será realizado o leilão.

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