ALEMANHA SOFRE PRESSÃO DOS ESTADOS UNIDOS PELO FORNECIMENTO DE GÁS DA RÚSSIA

QQA disputa pelo fornecimento de gás para a Europa entre Russia e Estados Unidos vao ganhando novas cores a cada dia.  O gasoduto Nord Stream 2, que vai levar o gás da Rússia para a Alemanha e outros países europeus  é importante para garantir o suprimento de energia na Alemanha “ E a Rússia é um provedor seguro e confiável” , disse Thomas Bareiss, secretário estadual de energia da Alemanha. Do lado americano o  presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que esse   projeto aumenta a dependência do gás russo e alertou empresas ocidentais a investirem que estão sob risco de sofrer sanções. Os americanos querem fornecer gás, a partir de um HUB em Portugal. O gás deve começar a fluir para a Europa através do gasoduto no final de 2019 e permitirá que a Gazprom da Rússia interrompa o fornecimento de gás via Ucrânia, onde entrou em conflito com as autoridades em relação a preços e outras questões durante anos.DDD

A Gazprom e seus parceiros dizem que o projeto visa garantir a segurança energética na Europa, onde a produção de gás está diminuindo: “Eu sei que os Estados Unidos estão preocupados,  mas não é tão fácil. Para a Alemanha, a Rússia sempre foi um fornecedor seguro e confiável de gás Bareiss. “O Nord Stream 2 deve continuar porque o oleoduto garante o fornecimento de energia na Europa”, afirmou Thomas Bareiss.

O Nord Stream 2 dobrará a capacidade atual do Nord Stream 1 de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. Ele é de propriedade da estatal russa Gazprom, que está assumindo metade dos custos planejados de US$ 11 bilhões. O restante é dividido entre cinco empresas européias de energia:  as alemãs Uniper e Wintershall, a anglo-holandesa Shell,  a francesa Engie e a austríaca OMV. A Alemanha está embarcando em uma dispendiosa transição energética para substituir a capacidade de carvão e energia nuclear por energia de SSbaixo carbono. O governo quer estar livre da energia nuclear até 2022 e nomeou uma comissão para decidir este ano o cronograma para a retirada do carvão como parte de uma meta climática mais ampla para 2030. Bareiss disse que a Alemanha vai investir 50 bilhões de euros (US$ 58 bilhões) até 2030 para melhorar e expandir suas redes de eletricidade, mas está muito atrasada nisso: “Isso está causando grandes custos,  mais de 1 bilhão de euros por ano em custo para empresas e consumidores. Portanto, temos que acelerar a expansão e as atualizações da rede. É um processo de transição muito caro, mas funcionará a longo prazo”. A comissão do carvão pretende levar suas propostas para uma conferência climática da ONU na Polônia em dezembro sobre quantas usinas de carvão podem ser eliminadas nos próximos dois anos e depois até 2030 e 2045, disse o ministro.

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