CAS TECNOLOGIA LANÇARÁ SOLUÇÃO DE INTERNET DAS COISAS PARA O MERCADO DE ENERGIA

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

OctavioBrasil 04Na esteira da Indústria 4.0, muitas empresas têm apostado na oferta de soluções inovadoras para o mercado utilizando os conceitos como digitalização e computação em nuvem. No caso do setor de energia não é diferente. A CAS Tecnologia, por exemplo, lançará neste mês um equipamento de comunicação baseado na Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Embarcada para diagnóstico e combate às fraudes em medidores eletrônicos. “Esta nova tecnologia IoT utiliza uma banda estreita, com baixo consumo de banda e de energia. Ela tem um bom alcance de comunicação e confiabilidade, além de alta disponibilidade para que os dados transmitidos sejam confiáveis”, explica o gerente da CAS, Octavio Brasil. O executivo detalha ainda como a empresa tem atuado especificamente no setor de energias renováveis, que tem passado por um crescimento importante no Brasil recentemente. Uma das investidas da companhia neste segmento é a oferta de soluções de monitoramento e análise de viabilidade para implementação de usinas eólicas. “São instalados sensores em campo para analisar dados sobre o vento, umidade e pressão… e no fim das contas, o regulador pode avaliar a viabilidade técnica e econômica daquele empreendimento”, afirmou.

Como o senhor avalia a recente marca de 350 MW em microgeração e minigeração distribuída fotovoltaica no Brasil?

É uma marca crescente. Ela vem acontecendo, na nossa avaliação, gradualmente. Não é um grande boom, porém é um crescimento constante. E o mais importante é que é irreversível, porque já existem estabelecimentos e unidades consumidoras – tanto residenciais quanto comércio e indústria – presentes com tecnologia de microgeração fotovoltaica. A tendência dessa marca é só crescer e acredito que a fonte vai ganhar popularidade, a adesão deve aumentar.

Na sua avaliação, ao que se deve essa marca?

O primeiro fator sempre é o custo. Na hora de instalar um sistema de microgeração, o consumidor sempre avalia em quanto tempo o investimento [no sistema fotovoltaico] vai se pagar e quanto será a economia mensal na conta de luz. Outros fatores, como o ambiental, também influenciam. As pessoas que têm uma consciência ambiental mais desenvolvida, naturalmente, são as primeiras a aderirem a este tipo de tecnologia. Uma terceira vertente são as pessoas que estão conectadas à tecnologia, ou seja, aquelas que têm interesse em grandes novidades e contribuem para uma vida melhor da sociedade.

Que tipo de soluções a empresa tem oferecido ao mercado?

A CAS oferece soluções para o mercado de distribuição de energia, principalmente. Essas soluções são compostas por sistemas,  módulos de comunicação e serviços. Por exemplo, quando falamos que um medidor inteligente possui um módulo que monitora os dados de consumo a todo o momento, é possível analisar o comportamento de consumo em todas as sazonalidades para que as concessionárias possam monitorar o comportamento, dimensionar essa rede e fazer a previsão de demanda de energia que precisam a cada mês.

Para o mercado de energia limpa, além da microgeração, existem as unidades de geração em grande escala. Para esse mercado, a CAS também desenvolve soluções de monitoramento e análise de viabilidade para implementação de parques eólicos. Para concessão de licença de implementação, é exigido que o parque seja analisado por pelo menos dois anos. São instalados sensores em campo para analisar dados sobre o vento, umidade e pressão… e no fim das contas, o regulador pode avaliar a viabilidade técnica e econômica daquele empreendimento. A CAS fornece soluções neste sentido também.

Gostaria que o senhor detalhasse como está o atendimento aos setores industrial, comercial e industrial.

Nós temos mais de 80 milhões de unidades consumidoras no Brasil. As primeiras soluções que a CAS começou a desenvolver para concessionárias estavam mais voltadas ao monitoramento de consumo de grandes clientes, que são as indústrias. Mais ou menos 2% ou 3% respondem pelo consumo de quase 60% da energia – é aí que estão as grandes indústrias. É natural que as concessionárias monitorem primeiro estes grandes consumidores. E depois passou para as indústrias de pequeno e médio porte, comércio e, hoje, algumas concessionárias já estão investindo bastante no monitoramento do consumo residencial também. Então, o potencial está no Brasil inteiro. A curva [de demanda] vai ser desenhada em cada um desses segmentos.

Quanto aos medidores, como é feito o fornecimento dessas soluções?

Nós não fabricamos e nem vendemos medidores. As concessionárias compram os medidores dos fornecedores. A CAS faz com que o protocolo de comunicação dos consumidores converse com o sistema de gestão que desenvolvemos. Assim como qualquer empresa, uma concessionária não quer depender de apenas um fornecedor. Ela vai adquirindo os medidores conforme vai considerando vantajoso com um ou outro fabricante. O sistema de gestão da CAS conversa com todos esses protocolos de todos esses medidores.

E que tipo de novidades a CAS tem apresentado ao mercado?

A CAS é uma empresa 4.0. Hoje em dia, nós oferecemos serviços tanto nos servidores das concessionárias como oferecemos também na nuvem. Em relação a Internet das Coisas (IoT), estamos desenvolvendo e lançando uma tecnologia de comunicação IoT. Também faz parte do conceito de uma empresa 4.0 a questão do aprendizado computacional. Ou seja, computação com capacidade de aprender o comportamento do consumidor para monitorá-lo e auxiliá-lo com informações e feed-back. Do ponto de vista das concessionárias, aprender com o comportamento e necessidades dos consumidores – já temos projetos em desenvolvimento neste sentido.

O aprendizado computacional permite monitorar com mais eficiência, com a aplicação de regras e alertas sobre comportamentos, desde o monitoramento do consumo e até mesmo para priorizar áreas de uma determinada cidade que são mais importantes para receber manutenções preventivas.

Como funciona esta nova tecnologia de comunicação IoT que o senhor citou anteriormente?

São módulos de comunicação com tecnologia de comunicação IoT. Eles serão lançados durante o evento Sendi 2018, em Fortaleza, de 20 a 23 de novembro. É um evento organizado pela Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Hoje, é muito utilizado o sistema 3G das operadoras de telefonia celular. Mas esta nova tecnologia IoT utiliza uma banda estreita, com baixo consumo de banda e de energia. Ela tem um bom alcance de comunicação e confiabilidade, além de alta disponibilidade para que os dados transmitidos sejam confiáveis.

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