SOB CRÍTICAS DA GRANDE MÍDIA, BOLSONARO SEGUE SEU PLANEJAMENTO E RECEBE FORTE APOIO DO MERCADO AO SEU PROGRAMA DE GOVERNO

aaaO Presidente Eleito Jair Bolsonaro continua suas reuniões diárias para fechar o novo ministério que assumirá o governo no dia 1º de janeiro. Esta semana ele esteve em Brasília e pôde ter um avant première de como será tratado pela grande mídia. Diariamente, ele e sua equipe sofrem um verdadeiro bombardeio dos jornalistas. Na história do país, não há precedentes para isso. Comentaristas, analistas, reportagens ou convidados a escrever na grande imprensa, exercem um verdadeiro massacre, que também é transferido para seus canais da mídia social, onde, por sua vez, travam uma guerra aberta com os eleitores do presidente eleito. Mas, claro, há exceções. Jornalistas ponderados, que escrevem com equilíbrio, mesmo que críticos ao pensamento do novo presidente, como Fernando Gabeira e Nelson Mota, por exemplo.  Por isso mesmo, o Petronotícias procurou ouvir outro jornalista com este mesmo perfil: George Vidor, que por muitos anos foi  articulista, editorialista e colunista do jornal O Globo, no Rio de Janeiro. Atualmente, Vidor fala para milhões de internautas através do seu blog na internet (georgevidor.blogspot.com). Vale a pena ouvi-lo. Hoje, o Petronotícias se fixou em um tema que é defendido pelo principal ministro do futuro governo, Paulo Guedes, da Economia, e combatido por alguns setores  brasileiros que defendem a manutenção das empresas pelo governo. O Programa de Privatização do governo Bolsonaro. Este é o tema que escolhemos para conversar com George Vidor.

Enquanto Jair Bolsonaro faz suas articulações para escolher seus ministros, sua equipe segue as reuniões em Brasilía, tomando pé da situação dos vários projetos em andamento do governo Temer. Apesar da pressão que os grandes jornais abertos exercem, o mercado segue confiante nas escolhas do presidente eleito  e a cada dia dá inequívocos sinais de aprovação às políticas que serão implementadas.  O Petronotícias tem ouvido empresários de vários setores que acreditam num governo forte e empreendedor. Jornalista especializado em economia, George Vidor, conhecido por suas posições claras, ponderadas e pela credibilidade de suas opiniões, profundo conhecedor da economia brasileira, fala agora sobre a questão das privatizações que o governo Bolsonaro promete fazer:

A privatização foi um dos temas polêmicos dessa eleição. O PT tem uma posição mais estatista, em compensação o superministro Paulo Guedes defende defender privatizar tudo o que puder. A ideia é moderna. É mostrar que o estado deve estar presente onde precisa estar e sair de onde ele não precisa. No Brasil já temos concessão de ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, muitas empresas foram vendidas, como algumas indústrias siderúrgicas, petroquímica. A joia da coroa continua sendo a Petrobrás, que é difícil de vender. Porque praticamente iria vender o grande mercado brasileiro. Será que é bom? Não sei. Talvez a melhor maneira seja essa que está sendo feita. Fazer com que a Petrobrás se alie a investidores privados. Isso já acontece no pré-sal.

a– O senhor se refere ao Campo de Lula?

– Exato. Não nem uma paródia, nem trocadilho, mas lá a Petrobrás tem 40 % de um campo que pode chegar até 800 mil barris por dia. Tem três ócios nesse campo. 60 % vão para parceiros. No Campo de Libra, a Petrobrás também tem parceiros. Mero, onde a produção é de 60 mil barris, a produção vai para a Shell, para os chineses, os franceses da Total. Resta vender as refinarias, mas não sei se é o caso. Talvez a Petrobrás devesse vender uma parte de seus terminais, dutos, Isso não muda muito o negócio dela. Mas as refinarias, seriam quase que vender o mercado. Ela já tem o mercado na mão. Quanto vale esse mercado? Ela não tem concorrentes. Mas o melhor é que cheguem novas refinarias ou então que ela venda parte dessas refinarias.

– Como aconteceu com o Comperj?

– Sim exatamente. A parceria com os chineses, que terão 20 %. A ideia é essa. Nem 8 nem 80. Podemos ter um modelo em que as companhias comperjestatais que dão resultado bom, como no caso da Petrobrás, a gente mude a forma dela ser administrada, sem interferência política. Uma gestão realmente privada. No caso da Eletrobrás não tem problema nenhum. Pode vender a empresa, o Estado pode ter uma participação lá, ajudando a resolver problemas, já que o Brasil tem um desafio imenso, como gerar energia lá na Amazônia. E isso tem barreiras ambientais, tem também que estimular as energias alternativas. Pode ter a participação do Estado, mas o controle pode ser privado, não vai mudar em nada o destino da companhia e de suas subsidiárias. Ninguém vai sair daqui fugindo com hidrelétrica, com uma termelétrica, com uma usina nuclear, com uma linha de distribuição. Isso vai ficar no Brasil. Quem aportar dinheiro aqui, vai ter que levar de volta e lucro, mas ativos não vão levar de jeito nenhum.

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Bozonaro
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Bozonaro

“Jornalista especializado em economia, George Vidor”

Parece que o “especialista” consultado pelo PN precisa se atualizar pra saber que a Lei do Petróleo (9478/97) que assegurava o monopólio estatal de produção, refino e distribuição, já caiu a 21 anos, logo, esse papo de monopólio do petróleo é conversa furada que só serve pra iludir e manipular a opinião pública.