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PRESIDENTE FRANCÊS VAI CONTRA O ACORDO DE PARIS AOS ANUNCIAR O DESLIGAMENTO DE 14 REATORES NUCLEARES ATÉ 2035

DDDDSSA notícia não podia ser pior para o clima, para o acordo de Paris e para as contas de energia dos franceses que vão ficar muito mais caras: O Presidente Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira(27) o fechamento de 14 dos 58 reatores  nucleares franceses em operação até 2035. O Presidente afirmou que parcela de energia produzida no país proveniente de usinas nucleares será reduzida dos mais de 70% atuais para 50%.  Apesar das medidas, a França não vai abandonar a energia nuclear completamente, destacou o presidente. “Reduzir o papel da energia nuclear não significa renunciar a ela”, disse. O presidente francês, no entanto, não disse que fontes energéticas irão substituir os reatores nucleares, causando a apreensão nas indústrias, assim como aconteceu com a Alemanha. Lá, até os ambientalistas estão em campanha para a volta das usinas. Com 19 usinas nucleares em funcionamento, a França é o país que mais depende de energia nuclear no mundo. De quatro a seis reatores devem ser fechados no país até 2030.

Macron afirmou que  até o fim de seu mandato, em 2022, serão fechados apenas os reatores da polêmica usina de Fessenheim(foto), na região da Alsácia, próxima à fronteira com a Alemanha. Inaugurada há 40 anos, Fessenheim é a mais antiga usina nuclear ainda em operação na França. Um de seus reatores deve ser desativado até setembro de 2020, e o outro, até agosto de 2022. Há anos a Alemanha exige o fechamento do local. Especialistas afirmam que se trata de uma das usinas nucleares menos seguras da Europa. Macron já havia anunciado no ano passado que Fessenheim seria desativada. Como parte de sua política energética, o presidente disse que a França vai tentar aumentar o número de interconexões com países vizinhos para ampliar e impulsionar o fornecimento de energia para o país e, assim, manter os preços constantes. Macron prometeu desenvolver o setor de energias renováveis, afirmando que sua prioridade é distanciar a economia francesa dos combustíveis fósseis, que contribuem para o aquecimento global, embora se saiba que a geração nuclear e energia limpa na atmosfera.

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