NUCLEP ESTÁ EM NEGOCIAÇÕES PARA CONTRATOS EM ÓLEO E GÁS E PREVÊ FUTURO PROMISSOR NO MERCADO NUCLEAR

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

carlos seixasA Nuclep veio ao mercado recentemente com uma nova abordagem estratégica para conseguir novos contratos no setor de óleo e gás. A ideia é diversificar negócios, enquanto o segmento nuclear espera por uma definição sobre a retomada de Angra 3.  O presidente da companhia, Carlos Henrique Silva Seixas, revela que algumas empresas já começaram a procurar a Nuclep para fazer orçamentos de construção de módulos de plataformas. Além disso, a empresa também está negociando um contrato para armazenamento e reparo de contêineres. “Nós estamos com uma expectativa boa para o mercado de petróleo e gás. Acho que, a partir de 2019, teremos um incremento. A perspectiva é de melhora”, afirmou Seixas. Na área nuclear, a chegada do governo de Jair Bolsonaro está trazendo uma boa perspectiva de desenvolvimento deste setor, com a continuidade de Angra 3 e dos projetos do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e do submarino nuclear. Para cada um destes empreendimentos, a Nuclep tem planos de fornecer equipamentos e serviços.

Cabe lembrar também que os próximos dias serão especiais para a Nuclep. Na próxima terça-feira (3), o Riachuelo – primeiro de quatro submarinos convencionais da Marinha – será entregue para os testes em mar. A unidade foi construída no Complexo Naval de Itaguaí (RJ), mas coube à Nuclep a construção do casco resistente do ativo.

Quais suas perspectivas com o setor nuclear, tendo em vista o novo governo federal?

Estamos com uma expectativa muito positiva em relação ao novo governo. Acho que todos os projetos e os programas estratégicos terão um olhar diferenciado. A esperança que este novo governo dê uma atenção especial a eles. E dentro destes programas estratégicos, acho que existem três onde a Nuclep estará inserida. 

Quais deles?

A continuação de Angra 3, o programa de submarino de propulsão nuclear e o Reator Multipropósito Brasileiro. Com esses três projetos recebendo verbas para que possam continuar, a Nuclep terá um futuro promissor no curto e médio prazos. Tive conversas com o diretor-presidente da Amazul, Ney Zanella, e com o professor [José Augusto] Perrota, coordenador técnico do RMB. Tudo está caminhando bem e a Nuclep estará inseridas nesses projetos. 

O senhor poderia nos atualizar a respeito das entregas de equipamentos para Angra 3?

Estamos concluindo a construção do último condensador de Angra 3. Ainda falta também o acumulador da usina, um deles. Temos ainda, caso se concretize a conclusão de Angra 3, a instalação do condensador da unidade. 

Na Rio Oil & Gas, a Nuclep apresentou uma nova estratégia de abordagem para o mercado de petróleo. O que teremos de novidades para esta área?

Nós estamos com uma expectativa boa para o mercado de petróleo e gás. Acho que, a partir de 2019, teremos um incremento. A perspectiva é de melhora. A Nuclep tem expertise e já se mostrou capaz de construir os módulos das plataformas. Temos a expectativa de ser contratados novamente. Já existem empresas que começaram a buscar a Nuclep para orçamentos. Queremos entrar nesse mercado novamente. 

Que outros tipos de oportunidades estão surgindo em O&G e naval?

Estamos entrando também no mercado de reparo de contêineres, que é uma novidade. Temos uma proposta e a expectativa de, em 2019, fazermos um contrato com uma empresa para armazenamento e reparo de contêiner na área naval, digamos assim. No médio prazo, temos a visão de conseguir entrar na construção das futuras corvetas da Marinha do Brasil. Estamos nessa briga por este novo mercado. 

O que espera de 2019?

Que a Nuclep consiga continuar no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) na construção dos equipamentos do Labgene e também do futuro submarino de propulsão nuclear. Além da continuação de Angra 3. Isso para 2019. O RMB só deve começar a ser construído, efetivamente, em 2020. Mas em 2019, já se define tudo, com o projeto detalhado pronto. Os contratos devem ser assinados no ano que vem. Acho que temos condições de entrar também em óleo e gás, que esperamos que tenha uma nova força em 2019. 

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