FÓRUM NACIONAL DE COMPRAS PÚBLICAS DEBATE MODELOS CORPORATIVOS PARA AUMENTAR EFICIÊNCIA

zzTermina nesta quarta-feira (5) a programação do Fórum Nacional de Compras Públicas, que ocorre na Confederação Nacional de Municípios (CNM), em Brasília. As discussões giram em torno  dos desafios para a consolidação de uma rede voltada exclusivamente para o segmento. A importância do modelo colaborativo em projetos na área, pontos críticos para a sustentabilidade e evolução da rede, análise do ambiente de negócios e áreas de potencial intercâmbio foram alguns dos principais temas abordados, sempre com foco no nas oportunidades para potencializar resultados no setor. O Fórum Nacional de Compras Públicas foi organizado pela Rede Nacional de Compras Públicas (RNCP) e contou com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Leslie Harper(foto ao alto), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostrou exemplos de sucesso em redes transacionais de compras públicas na Europa, EUA, Ásia e África, apontando que o BID presta suporte a diversos países no desenvolvimento e aprimoramento dessas redes. À Rede Nacional de Compras Públicas recomentou a institucionalização da iniciativa, com vistas à sustentabilidade dos trabalhos em curso: “O modo de trabalho deve ser simples e dinâmico. É preciso descartar assuntos que não evoluem e focar naqueles que possibilitam avanços concretos”.

Marisa Tojo, da Rede Nacional de Compras da Argentina, destacou a necessidade de estabelecer processos mais eficientes no segmento, como o compartilhamento de ferramentas e iniciativas capazes de solucionar problemas de forma mais inovadora. Ela descreveu a origem da rede argentina, criada em 2009 para o desenvolvimento de um espaço federal para as compras públicas, com a missão de fortalecer o sistema de contratações do país. O sucesso da rede argentina se deve ao desenvolvimento de um sistema de consultas entre as províncias do país, promovendo assim sinergia entre as regiões.

Luís Fernando Pereira da Silva, da Comissão de Gestão Fazendária (COGEF), Apresentou o trabalho e os objetivos da rede criada em 2008 pela CONFAZ, que nasceu com a finalidade de coordenar e harmonizar os aspectos técnicos dos programas de modernização da gestão fiscal dos Estados e Distrito Federal e para promover e articular o desenvolvimento de ações de cooperação e integração entre os fiscos. Ele enfatizou um aspecto importante que deve ser considerado: a qualidade da contratação deve vir em primeiro lugar para só depois negociar os preços. A rede COGEF se reúne a cada 3 meses para compartilhar temas importantes, como a necessidade de modernização da gestão fiscal dos estados e a manutenção do equilíbrio fiscal.

saaaMaurício Zanin(foto a esquerda), Consultor do SEBRAE,  especialista em compras públicas há 18 anos, lembrou do momento importante que foi a criação da Rede Nacional de Compras Públicas e falou das dificuldades e desafios de ser um contratador público. “Sofremos muito e somos muito odiados. Mas se as pessoas estão te odiando, você está de parabéns, você está fazendo bem o seu trabalho”, brincou. Zanin destacou as dificuldades dos municípios, que estão afastados e isolados na hora de realizar as compras públicas. Lembrou da necessidade de repensar os procedimentos de compras, da urgência de melhorar os processos, os rituais e a legislação vigente, além da necessidade de redefinir catálogos para que eles sejam mais coerentes. “O procedimento de compras atual não resolve os problemas. Estamos com déficit de informação, é preciso que as pessoas comprem sem medo”.

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