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CONSUMO DE GÁS NATURAL NO BRASIL É O MAIOR DOS ÚLTIMOS 39 MESES

DDDDO consumo de gás natural no mês de setembro foi o maior registrado no País em um período de três anos e três meses. Somando todos os segmentos, o Brasil fez uso de 79,2 milhões metros cúbicos/dia no nono mês deste ano — patamar mais alto desde junho de 2015, quando o consumo consumidor foi de 79,3 milhões de metros cúbicos/dia. O crescimento em setembro ante o resultado de agosto é de 9,8% (72,2 milhões de metros cúbicos/dia). Já no acumulado do ano, a alta é de 4,4%, frente à média dos nove meses iniciais de 2017. No acumulado do ano, todos os segmentos tiveram crescimento em relação aos números do mesmo período em 2017. O grande destaque é a escalada de consumo do Gás Natural Veicular, com 12%, saindo de 5,3 milhões de metros cúbicos/dia para 5,9 milhões de metros cúbicos/dia.

O uso do gás natural na cogeração deu um salto de 10% — de 2,5 milhões de metros cúbicos/dia para 2,8 milhões de metros cúbicos/dia. Outro destaque é a indústria: avanço de 4,8% — de 27 milhões de metros cúbicos/dia para 28,3 milhões de metros cúbicos/dia. As informações fazem parte do levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), feito com concessionárias em 20 estados, reunindo dados em diversos segmentos: residencial, comercial e automotivo, entre outros. O presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon(FOTO):    “Nosso levantamento acaba sendo um indicador do quadro da 323232economia brasileira. Por isso, é bastante significativo o fato de que o consumo total tenha alcançado seu maior patamar em 39 meses, depois de um período prolongado de recessão. A cadeia do gás natural pode ser um motor para mover o crescimento no País de forma sustentável nos próximos anos. Com o gradual crescimento da produção do pré-sal, em meio aos desinvestimentos da Petrobras, o País tem um grande desafio: possibilitar o acesso à infraestrutura já existente, aumentando concorrência na oferta desse gás; e, ao mesmo tempo, criar condições para aproveitar essa riqueza que ainda vem sendo reinjetada nos poços em grande escala, incentivando a ampliação da infraestrutura essencial no País, o que permitirá escoar o gás e levá-lo de forma mais competitiva para o mercado consumidor. Por isso, defendemos o Brasduto”.

O aumento do despacho de gás natural para as termelétricas foi o destaque do levantamento em setembro. A alta foi de 24,6% ante agosto. No acumulado do ano, o segmento cresceu 7%. Salomon disse ainda que “Uma das propostas que apresentamos ao governo eleito é alterar o planejamento energético prevendo a inserção das térmicas a gás natural na base do sistema elétrico para preservar e recuperar os reservatórios hídricos. Em vez de apenas usar o gás no horário de ponta ou em situações de risco hidrológico, o País ganha com a redução do custo de geração, aumento da segurança energética e também com o aperfeiçoamento do planejamento de todo o sistema elétrico”.

Na indústria, o segmento apresentou crescimento de 4,8% no acumulado do ano e de 6,5% em relação ao mês do ano anterior. A cogeração acompanha a evolução da ZXZZZZZindústria e acumula alta de 10% em 2018. Em relação a agosto, o crescimento foi de 3,6%.  No setor automotivo, a competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos tem garantido o crescimento do uso do combustível, com alta de 13,5% na comparação com setembro de 2017 e de 12% no acumulado de 2018 Nas residências, o consumo tem registrado crescimento expressivo em 2018, com um aumento de 7,2% no acumulado e 12,3% ante o mês anterior. O resultado reflete a expansão das redes de distribuição de gás natural que hoje atende a mais de 3,4 milhões de famílias. O segmento comercial já acumula alta de 8,5% no ano e na comparação com o mês anterior o aumento foi de 9,6%.

Destaques nas regiões em setembro/2018 frente a agosto/2018
Centro-Oeste – Expansão no consumo residencial (76,6%)
• Nordeste – Crescimento no consumo de GNV (16,8%)
• Norte – Alta na geração elétrica (67,2%)
• Sudeste – Aumento no consumo residencial (11,4%)
• Sul – Crescimento no consumo residencial (32,5%)

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