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CATERING MINEIRA SE APROXIMA DE FECHAR CONTRATO DE ENTREGA DE REFEIÇÕES NO COMPERJ E PROJETA NOVOS INVESTIMENTOS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

fernando munizPor vezes, ao falarmos dos desafios da operação de uma plataforma offshore, alguns lembram apenas de questões técnicas ou tecnológicas. Mas para desbravar os mares em busca de petróleo e gás, existem operações logísticas, igualmente importantes, necessárias para assegurar o funcionamento das embarcações. A alimentação dos trabalhadores offshore é um exemplo. O engenheiro Fernando Muniz, vice-presidente da Catering Mineira, afirma que o suprimento de plataformas é uma atividade quase contínua, devido à grande rotatividade de pessoas nessas unidades. Para tal, a empresa do setor de alimentação dispõe de 130 funcionários que atuam no preparo e fornecimento das refeições. Além de ter contratos com empresas de óleo e gás e também da área de construção civil, a Catering Mineira está próxima de entrar no segmento de refinarias. Muniz revela que a empresa tem conversas avançadas para conquistar um serviço de fornecimento no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). “O investimento previsto para este novo contrato é de R$ 1 milhão”, detalhou o executivo.

Como funciona a logística de entrega de alimentos nas plataformas de petróleo?

Tudo é entregue com o uso de hot box, que são cubas de alumínio usadas em restaurantes self services – onde as comidas são colocadas para o cliente se servir. No nosso meio profissional, elas são chamadas de rampas. Os alimentos saem da nossa cozinha em uma temperatura ideal e são conservadas nas rampas, que são aquecidas com água quente. 

Quais os tipos de refeições são entregues nas plataformas?

Isso varia de cliente para cliente. O cardápio das refeições é elaborado de acordo com o desejo das empresas. Fica a critério delas a escolha do tipo de alimento que será servido nas plataformas. 

A comida já vai pronta para as plataformas?

Nós preparamos a comida em terra e depois a levamos para as embarcações. Normalmente, em plataformas, a comida é servida 24 horas, porque tem uma rotatividade muito grande de pessoas na unidade.  Por isso, mantemos uma cozinha relativamente próxima [à plataforma]. 

Quantas pessoas da Catering Mineira são envolvidas na operação de preparação e entrega dos alimentos?

Aproximadamente 130 pessoas.

As plataformas são abastecidas todos os dias da semana?

Sim, mais de uma vez por dia, porque os produtos vão acabando e precisam ser repostos. A entrega dos alimentos varia muito de cliente para cliente. São as empresas contratantes que disponibilizam os meios de transporte para que possamos levar as refeições até às plataformas. 

Hoje, vocês atendem grandes empresas do setor de óleo e gás?

Além das empresas de construção civil, prestamos serviços para empresas que trabalham para a Petrobrás e para outras grandes empresas do setor de óleo e gás. Também estamos próximos de entrar na área de refinarias.

Poderia detalhar como estão as negociações para a entrada neste setor?

Estamos em conversas avançadas para atender o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí (RJ). É uma nova demanda que surgiu a partir da retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) da refinaria. Infelizmente, ainda não posso revelar o nome do cliente. 

Quais são os investimentos necessários?

A montagem de uma cozinha em Itaboraí, para suprir este contrato, e também estamos negociando galpões. O investimento previsto para este novo contrato é de R$ 1 milhão.

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