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NUCLEP MIRA EM NOVOS CONTRATOS COM PETROBRÁS E ANUNCIA META DE ALCANÇAR INDEPENDÊNCIA DO TESOURO NACIONAL

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) – 

carlos seixasA Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) começa o ano de 2019 com metas bem definidas. O presidente da empresa, Almirante Carlos Henrique Silva Seixas (foto), se reuniu recentemente com o ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque. No encontro, foram definidas diretrizes para a condução da empresa e uma das prioridades será a redução da dependência da companhia em relação ao Tesouro Nacional. O alvo é que a Nuclep alcance a autossuficiência. Para isso, Seixas fez um corte de 30% em cargos comissionados e anunciou um plano de apoio à aposentadoria. “Somando essas medidas, até o meio do ano teremos uma economia prevista na faixa de R$ 100 milhões na folha de pagamento”, afirmou. Paralelo a isso, a Nuclep também está avançando no sentido de alcançar uma maior participação em óleo e gás. O presidente acredita que a recente transferência para o MME facilitará o contato com companhias do setor. “Queremos uma maior participação junto à Petrobrás ou empresas de confecção de FPSOs para que possamos construir os módulos. Já fizemos isso no passado e desejamos atuar com mais força nesta área”, concluiu.

Quais foram os principais assuntos abordados na reunião com o ministro de Minas e Energia?

A prioridade do ministro é que a Nuclep reduza sua dependência em relação ao Tesouro Nacional. O objetivo é a empresa ficar independente e consiga ficar autossuficiente. Temos que apresentar um projeto para demonstrar que a Nuclep conseguirá se autossustentar em um curto espaço de tempo. O governo não vai aceitar nenhum tipo de empresa que gere déficit. Então, é importante que a Nuclep reduza os custos, mais do que já fez até agora.

Não há um prazo definido para isso, mas teria que ser o mais breve possível. O importante é a imediata redução da independência, com um projeto estabelecido de autossuficiência.

Quais foram as reduções de cortes já feitas?

Eu já tinha feito um corte de 50% dos cargos de livre provimento, ou seja, funcionários que não são de carreira. Agora, fizemos um novo corte geral de 30%, tanto nas funções gratificadas quanto nos cargos de livre provimento. Ou seja, foi um corte de 30% nos cargos comissionados. Também estamos fazendo um plano de apoio à aposentadoria. Já está assinado e teve a adesão de 156 funcionários. Então, somando essas medidas, até o meio do ano teremos uma economia prevista na faixa de R$ 100 milhões na folha de pagamento.

Como a empresa pretende aumentar as receitas?

Temos que partir para o crescimento. Precisamos buscar no mercado algo para poder começar a atuar com mais força. Queremos uma maior participação junto à Petrobrás ou empresas de confecção de FPSOs para que possamos construir os módulos. Já fizemos isso no passado e desejamos atuar com mais força nesta área. A expectativa é de que o setor de petróleo e gás comece a se desenvolver melhor agora em 2019 e 2020. Se esta previsão se concretizar, poderemos conseguir novos clientes.

Quais são as perspectivas da Nuclep com o mercado de óleo e gás?

O caminho que facilitará novos negócios é o fato da Nuclep ter passado para dentro do grupo do ministério [de Minas e Energia]. Talvez, seja mais fácil conseguir uma penetração maior com a Petrobrás. Antes, estávamos com dificuldades. Eu espero que agora as coisas facilitem um pouco após as mudanças no governo e na própria presidência da Petrobrás. Aliás, o mercado também vai se aquecer. Baseado nesses fatores, estou com esta expectativa.

Então, a transferência para o Ministério de Minas e Energia foi muito positiva?

Eu não tenho a menor dúvida. Eu acho que será muito mais salutar para a empresa, porque estaremos no mesmo chapéu das companhias mais importantes. Por exemplo, a Eletronuclear e a Petrobrás estão debaixo do MME. Então, eu considero que pelo fato de estarmos no mesmo ministério, isso facilitará muito.

E quanto a outros projetos dos demais segmentos?

Temos a expectativa de construir o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O projeto detalhado deve ficar pronto até o final de 2019. Ainda falando sobre 2019, temos a expectativa de terminar o último submarino convencional. E, em 2021, se Deus quiser, iniciar a construção do submarino de propulsão nuclear. Vamos também continuar com a conclusão dos itens que faltam no LABGENE, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. E a novidade é que esperamos que as portas se abram para construção de plataformas da Petrobrás. Desejamos conquistar ao menos um contrato. Esta é minha perspectiva.

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