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OPERADORA DE FPSOS BUMI ARMADA DEIXA O MERCADO BRASILEIRO

bumiO setor de óleo e gás está perdendo um importante competidor dentro do acirrado mercado de navios-plataformas. O grupo Bumi Armada Berhad está de saída do Brasil. Com sede na Malásia, a empresa é considerada uma das gigantes do mercado de operação de FPSOs, além de prestar serviços offshore. Contudo, apesar das grandes ambições traçadas para o país, a companhia não conseguiu converter as suas positivas perspectivas em negócios e optou por encerrar suas operações brasileiras.

Hoje, a empresa enfrenta dificuldades financeiras. A Bumi amargou perdas equivalente a R$ 449 milhões no terceiro trimestre de 2018. O balanço dos últimos três meses do ano passado ainda não foi divulgado, mas mesmo assim, o grupo malaio acumula um resultado negativo de R$ 930 milhões (cerca de R$ 1,04 bilhão de ringgits malaios) entre janeiro e setembro de 2018.

A confiança dos investidores na empresa também está em baixa, com os preços das ações da companhia na Bolsa da Malásia atingindo valores mínimos entre dezembro e início de janeiro. Essa queda está relacionada às preocupações do endividamento do grupo. Segundo consultorias que analisam o mercado financeiro, a Bumi Armada continua negociando uma prorrogação do prazo de pagamento de US$ 380 milhões em empréstimos corporativos a prazo com um consórcio de bancos.

A Bumi estava presente no Brasil, por meio de seu negócio de Serviços Marítimos Offshore, desde o ano de 2012. A chegada ao país era considerada estratégica, já que a empresa considerava o mercado nacional como um dos mais potenciais e promissores do mundo em termos de operação de FPSOs. No ano em que desembarcou no Brasil, o planejamento estratégico da companhia previa uma demanda interna de 6 a 8 FPSOs da Petrobrás e até mesmo da OSX – empresa criada pelo empresário Eike Batista para fornecer plataformas de petróleo e serviços navais para a antiga OGX.

A empresa da Malásia não operava nenhum navio-plataforma no Brasil, mas disputou importantes projetos, como no caso do FPSO do campo de Sépia, que foi vencido pela japonesa Modec. A Bumi também chegou a ser convidada pela Petrobrás para a licitação do navio-plataforma de Libra (Mero 1), outra unidade que terminou sendo conquistada pela Modec.

De fato, as receitas da Bumi no mercado da América Latina não corresponderam às expectativas traçadas. Segundo o último balanço da empresa, o continente representava modestos 2% na composição total das receitas. As regiões mais rentáveis para o grupo tem sido o Oriente Médio e a África, que hoje respondem por 42% das receitas atuais, ainda de acordo com o balanço da empresa.

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