WÄRTSILÄ APRESENTA NOVOS PLANOS PARA ÓLEO E GÁS, COM FOCO EM NAVIOS HÍBRIDOS E DIGITALIZAÇÃO | PetroNotícias





WÄRTSILÄ APRESENTA NOVOS PLANOS PARA ÓLEO E GÁS, COM FOCO EM NAVIOS HÍBRIDOS E DIGITALIZAÇÃO

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Mario Barbosa cópiaAs empresas do setor de óleo e gás já se movimentam para tornar frutífero o ano de 2019. Com a retomada do segmento, muitas expectativas estão sendo traçadas e novos negócios já estão no radar. Para a Wärtsilä, por exemplo, uma das principais oportunidades é o mercado de embarcações híbridas, conforme afirma o gerente de vendas da divisão de soluções marítimas, Mário Barbosa. O executivo avalia que o setor recebeu bem a ideia deste modelo de navio e que esta tendência deve se consolidar cada vez mais. “Na parte de embarcações de apoio offshore, nós acreditamos muito na hibridização da frota. Isso traz um ganho operacional gigantesco para as próprias empresas produtoras de óleo”, opinou. Para lembrar, a Wärtsilä já tem assinado um acordo com a Petrocity para desenvolvimento de quatro rebocadores com propulsão híbrida com uso de baterias para o Centro Portuário São Mateus, no Espírito Santo. Além disso, outro negócio bastante promissor para a companhia é a área de digitalização. “A Wärtsilä comprou recentemente a empresas Transas, que trouxe muitas ferramentas na questão da criação do ‘Smart Marine Ecosystem’. Foi uma aquisição bem estratégica para nós. Caminhamos forte para sermos líderes na transformação digital da nossa indústria”, explicou.

Qual o balanço a Wärtsilä faz do ano passado? Quais foram os principais pontos que merecem destaque?

O ano de 2018 foi desafiador para todos. Nós tivemos boas perspectivas em relação ao desenvolvimento dos projetos de hibridização de embarcações. Por exemplo, os rebocadores híbridos estão começando a se tornar realidade. Assinamos um acordo com a Petrocity para desenvolvimento de quatro rebocadores híbridos. Esperamos consolidar este contrato neste ano. O mercado recebeu muito bem a ideia dessa tecnologia, com o objetivo de reduzir emissões, consumo de combustível e custos operacionais. Então, o ano foi positivo mais em desenvolvimento de negócios do que em vendas em si. Continuamos com a estratégia de mostrar ao mercado quais são as novas tecnologias, sobretudo com as novas exigências da IMO (Organização Marítima Internacional).

E para 2019? Quais são os planos?

A expectativa é de consolidação dos bids para os FPSOs. Estamos trabalhando nos equipamentos que temos para oferecer aos navios-plataformas. Esperamos novos contratos na parte de navegação fluvial. Temos a expectativa de que isso destrave, caso o governo consiga resolver o gargalo logístico da região Norte. No offshore, na parte de navios de apoio, o cenário ainda é meio nebuloso, já que existem muitas embarcações sem contrato. E vai levar ainda um tempo para vermos contratos de construção nessa área.

Para o mercado de óleo e gás, qual será o foco de atuação?

A expectativa gira em torno dos FPSOs. A Petrobrás está contratando novas plataformas. A de Libra já foi contratada e existem outras, como Marlim, que estão por vir. A Equinor tem projeto de contratação de FPSO para o campo de Carcará. Então, temos muita coisa no radar nesse mercado de FPSOs no médio e longo prazos. O que acreditamos é que, com a implementação dessas unidades de produção, o mercado vai demandar mais embarcações de apoio. Isso vai absorver os navios de apoio que estão sem contrato. Eventualmente, no médio e longo prazos, poderemos ter a contratação de novas embarcações e novas tecnologias.

Falando em tecnologias, o senhor poderia mencionar as principais soluções da empresa para os FPSOs?

Geradores essenciais. Este seria um dos tópicos principais. E também sistemas auxiliares para produção, como gas recovering system e firewater pumps. Ainda tem também os sistemas de água servida e sistemas de tratamento de águas oleosas. É uma série de equipamentos e soluções diversificadas.

Como o senhor avalia as recentes mudanças regulatórias no setor?

Cada mudança gera sempre oportunidades. Estamos preparados e alinhados para conhecer o mercado e as implicações das mudanças. Por exemplo, a Wärtsilä sempre esteve muito alinhada à questão das emissões. Para nós, isto é uma oportunidade, por conta das nossas iniciativas de eficiência energética, redução de emissões e diminuição de consumo de combustível. Isto é uma grande oportunidade para implementarmos o que temos de tecnologia e buscar novos clientes e nichos.

Para o médio e longo prazo, quais serão os focos de atuação da empresa?

Na parte de embarcações de apoio offshore, nós acreditamos muito na hibridização da frota. Isso traz um ganho operacional gigantesco para as próprias empresas produtoras de óleo. Ao ter uma frota híbrida que consome menos combustível e emite menos CO2, o resultado é um grande ganho operacional. Essa tendência vai ser consolidada cada vez mais. Na questão das novas campanhas de perfuração e os novos campos que estão para entrar nessas campanhas, acreditamos que serão demandadas essas embarcações de apoio, com foco em redução do consumo. E a Wärtsilä também está consolidando cada vez mais a nossa posição na questão de serviços também, dando suporte às operações que estão por vir. 

Quais são as previsões de crescimento da empresa?

Nós trabalhamos fortemente, mesmo nesses anos passados de baixa expectativa e contratação. Estamos trabalhando muito forte nessa questão de consolidar a marca, destacando todo o suporte que podemos dar aos projetos e operações vigentes. Então, esperamos agora que os frutos venham. A Wärtsilä vai mostrar o que tem de novo no mercado, com a expectativa de nós caminharmos com essas mudanças de regulamentação da IMO, de redução de emissões. Quanto ao processo de digitalização da indústria, estamos liderando [esse processo]. Estamos trabalhando muito nessa transformação digital que vem acontecendo em nossa indústria. Temos muitas expectativas e recebido um retorno bem positivo dos nossos clientes. 

O senhor poderia detalhar as estratégias da empresa nessa área de digitalização?

A Wärtsilä tem uma iniciativa global chamada “Oceanic Awakening”, onde algumas cidades ao redor do mundo fazem parte desta campanha. Dentro do nosso modelo de negócios, temos o “Smart Marine Ecosystem”, onde criamos e trabalhamos um ecossistema marítimo com foco total na redução de desperdícios. Não apenas tratando a eficiência energética de cada embarcação ou unidade, mas também na questão logística e na utilização dos ativos. A Wärtsilä comprou recentemente a empresas Transas, que trouxe muitas ferramentas na questão da criação do “Smart Marine Ecosystem”. Foi uma aquisição bem estratégica para nós. Caminhamos forte para sermos líderes na transformação digital da nossa indústria. 

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