ECONOMIA FRACA PROVOCOU A QUEDA NO CONSUMO DE QUÍMICOS NO ANO PASSADO

DDResultados consolidados da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim – apontam que o segmento de produtos químicos de uso industrial teve recuo na demanda em 2018, após dois anos de alta. Todas as variáveis que medem a atividade exibiram redução de volume em relação ao ano anterior: produção (-4,23%), vendas internas (-0,90%), vendas externas (-16,7%), importações (-2,8%) e, como resultado, o consumo aparente nacional (-1,4%). Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, a indústria química é considerada um importante indicador de atividade antecedente, uma vez que está na base de suprimento de inúmeros outros setores, que também se ressentiram da desaceleração da atividade, como indústria automobilística, linha branca, construção civil, descartáveis, entre outros. “O desempenho negativo é justificado pela desaceleração econômica, as conturbações políticas, a greve dos caminhoneiros, a volatilidade do câmbio e as incertezas advindas de todo esse cenário”.

No quadro externo, a alta dos preços do óleo e de seus derivados entre o final de 2017 e setembro de 2018 teve influência na elevação dos preços dos produtos químicos no mercado internacional com impacto no Brasil. O índice de preços teve elevação expressiva, de 23,06%, no ano passado, acompanhando as flutuações do mercado internacional. Já a relação comercial conturbada entre Estados Unidos e China impactou a oferta de produtos no mercado internacional e no País. “Como reflexo a utilização da capacidade instalada ficou em 77% em 2018, contra 79% no ano anterior.  Nos últimos 12 anos, os volumes de produção e de vendas FFFFFsão, na média, os mesmos de 2007, sendo a conclusão, infelizmente, a de que vivemos uma década perdida”.

Os dados preliminares de janeiro de 2019, destacam que o índice de produção recuperou e subiu 10,55% sobre o mês anterior, sobretudo pela base de comparação deprimida do último bimestre do ano passado. O índice de vendas internas teve resultado expressivo com um crescimento de 13,27% sobre dezembro, porém 9,34% abaixo em relação a janeiro de 2018.  Após elevação durante quase todo o ano passado, o índice de preços apresentou recuo de 7,27% no primeiro mês deste ano, sobretudo em razão dos preços internacionais e do comportamento do barril do petróleo. Em relação ao consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação, específico do primeiro mês do ano, deve-se registrar alta de 2,9% sobre o mês anterior e de 12,7% sobre janeiro do ano passado.

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