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LEDAX ABRE UNIDADE DE NEGÓCIO PARA O SETOR FOTOVOLTAICO E INVESTE EM FÁBRICA NA BAHIA

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Rodrigo Travi - LedaxCom muitos planos de expandir sua frente de negócios, a Ledax está ampliando sua participação no mercado para a área de geração distribuída de energia. Inicialmente atuando no ramo de fabricação e instalação de soluções de LED, a empresa enxergou novas oportunidades no mercado solar, que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. “Essa nova unidade de negócio tem o mesmo foco da Ledax, que é oferecer soluções para reduzir os gastos com energia dos nossos clientes. Enquanto a iluminação age em torno de 15% a 20% na conta de energia, a fonte solar pode agir em toda a conta”, afirmou o CEO da companhia, Rodrigo Travi. A Ledax vai atuar desde a importação das placas fotovoltaicas até a instalação e entrega do sistema. O executivo também revela planos de começar a fabricar e instalar um dos componentes usados em projetos fotovoltaicos, que são as chamadas estruturas de fixação. Enquanto isso, a empresa mantém atenção no seu mercado de origem, o de iluminação, onde esperar crescer entre 80% e 100% este ano. Por fim, Travi ainda comenta sobre a nova unidade fabril da Ledax. “Nós abrimos uma unidade industrial na Bahia, que começou a operar em março. Ela vai nos dar uma proximidade maior com o Nordeste, existem algumas vantagens competitivas na Bahia”, comentou.

Gostaria que o senhor falasse das frentes de atuação da empresa no mercado.

A Ledax nasceu como uma indústria de iluminação LED, focada em oferecer soluções e eficiência energética, com foco nos clientes corporativos de grande e médio portes, indústrias, shopping centers, entre outros. Nós percebemos que os clientes sempre pediam algo a mais, buscando soluções para melhorar o consumo de energia. Neste sentido, a energia solar fotovoltaica vem crescendo muito no Brasil nos últimos três anos. E em 2018, nós resolvemos entrar no negócio fotovoltaico. Essa nova unidade de negócio tem o mesmo foco da Ledax, que é oferecer soluções para reduzir a conta de energia dos nossos clientes. Enquanto a iluminação age em torno de 15% a 20% na conta de energia, a fonte solar pode agir em toda a conta do cliente. Então, dessa forma, ofertamos uma solução que reduz os gastos como um todo.

Em linhas gerais, a energia representa quanto nos gastos das empresas atualmente?

Isso depende muito do cliente. Quando falamos de clientes corporativos, estamos tratando de diversos tipos de consumo. Algumas fábricas, por exemplo, têm de 5% a 10% de seus custos ligados à energia. Nosso portfólio de clientes é muito grande. Não há como precisar o custo com energia, são diversos tipos de cliente.

Qual foi a janela de oportunidade que a Ledax enxergou para entrar nesse mercado de energia solar?

A iluminação, como dito, afeta entre 15% e 20% da conta de energia. Isso porque depende do perfil de consumo de cada empresa. E como sempre tivemos esse viés de ofertar a melhor solução em eficiência, os clientes passaram a demandar mais tipos de soluções. A fotovoltaica tem uma característica de importação de placas solares e inversores de frequência. São poucos os fabricantes nacionais ainda. E nós temos um know-how de importação grande, principalmente da China, dos Estados Unidos e da Europa. A partir desta expertise, chegamos a conclusão de que para expandir nosso negócio foi entrar no mercado fotovoltaico, que está crescendo muito.

Um dos componentes do sistema fotovoltaico é a estrutura de fixação. Nossa ideia é fabricar e operar com nossas próprias estruturas de fixação.

E quais são as estimativas de redução de custo ao implantar as soluções da empresa?

Na parte de iluminação, ao fazer a troca do sistema convencional para o LED, o cliente consegue diminuir seu gasto com energia em até 80% ao agregar com soluções inteligentes, como sistemas que diminuem ou aumentam a intensidade da iluminação artificial de acordo com a luz do dia. Quanto à questão solar, é um pouco diferente. Como eu disse anteriormente, a fonte fotovoltaica age na conta de luz como um todo. O payback (período de recuperação do investimento) hoje na indústria é de 4 a 6 anos, na média. Existem alguns casos em que ele ocorre no terceiro ano mesmo. 

Quais são os planos de crescimento da Ledax daqui para frente?

No primeiro ano de operação da unidade de negócio da fonte solar, estamos com uma estimativa de alcançar R$ 8 milhões em vendas. Falando de iluminação, estamos mantendo um crescimento médio de 80% ao ano. Nossa expectativa para 2019 é continuar crescendo entre 80% e 100%.

Nós abrimos uma unidade industrial na Bahia, que começou a operar em março. Ela vai nos dar uma proximidade maior com o Nordeste e vantagens competitivas na Bahia. Além disso, temos escritório comerciais em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e também na Bahia. São os estados de maior atuação. Na parte fotovoltaica, iniciamos na Bahia e estamos agora em  Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo. O próximo estado que devemos entrar é o Rio de Janeiro.

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