PRODUÇÃO DE ETANOL SEGUE NORMAL SEM A INTERFERÊNCIA DA ALTA DO PETRÓLEO NO MERCADO MUNDIAL

2222O Etanol está vivendo uma fase de ouro,  decolando em recordes de consumo. Os estoques em início de safra estão  praticamente zerados, com a   tendência de  manter a atratividade, até porque a Petrobrás terá que repassar  para a gasolina  as altas seguidas do petróleo em função da redução da produção e o agravamento dos conflitos na Líbia.  Os efeitos dessa situação atrelada à menor produção mundial está em uma conjuntura complexa do mercado internacional que não permite avaliar impactos mais longos no mix das usinas. A reação do mercado em maio dependerá muito do mercado mundial de petróleo.

Por enquanto o etanol está surfando numa boa onda, mas pensar em manutenção do patamar de preços do petróleo, podendo mudar as expectativas de produção de etanol, é considerado muito prematuro. A partir do segundo semestre há dúvidas quanto ao mix, com a produção da  Índia mais consolidada.  Até  lá,  não deverá haver mudanças. A previsão de especialistas é que teremos 9% a menos de bicombustíveis nesta safra. Algo  em torno dos 27,3 bilhões de litros (17,9 de hidratado).

Apesar de estoques quase limpos e de um começo da safra 19/20 com menos usinas moendo por menor volume de cana – prejuízo ainda da seca de 2018, mais o veranico de dezembro e janeiro -, a produção de etanol vai se alinhando aos poucos. As chuvas desde o final da semana e destes próximos dois a três dias seguram a moagem, mas a tendência tradicional é de que as chuvas vão cessando no Centro-Sul, base da produção canavieira. A safra brasileira está bem fixada em termos de volumes.

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