DEPOIS DE ACENO PARA CAMINHONEIROS, GOVERNO SINALIZA PARA O MERCADO QUE NÃO VAI INTERFERIR NOS PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Sem título-1 cópiaDia movimentado em Brasília. Mais cedo, o governo anunciou uma linha de crédito especial para caminhoneiros, além de investimentos em rodovias, como forma de acalmar os ânimos da classe e evitar uma nova paralisação. Agora, no início da noite desta terça-feira (16), foi a vez de apagar o incêndio causado no mercado, após o presidente Jair Bolsonaro ter impedido um reajuste de 5,7% no diesel. O ministros da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participaram de uma coletiva após uma reunião com Bolsonaro, realizada hoje de tarde. Aos jornalistas, ambos afirmaram que a decisão sobre reajustes nos preços dos combustíveis é exclusivamente da Petrobrás.

A reunião de hoje em Brasília teve ainda a participação do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O objetivo do encontro foi para discutir a política de preços de combustíveis. “A reunião foi para esclarecer a prática de preços. Desde 2002, o preço do mercado de combustíveis é livre e quem vai tratar desse assunto é a Petrobrás”, disse o ministro Bento Albuquerque. Como se sabe, a petroleira tem adotado uma política que leva em conta uma série de variáveis, como a cotação do dólar e o preço do barril do petróleo no mercado internacional.

O ministro Paulo Guedes, por sua vez, defendeu Bolsonaro, dizendo que é perfeitamente natural que o Presidente da República se preocupe com o tema, por causa do seu impacto político. Guedes confirmou que Bolsonaro ligou para o presidente da Petrobrás, pedindo esclarecimentos e temendo uma possível paralisação dos caminhoneiros. “Com a franqueza e transparência dele, que vocês conhecem, ele [Bolsonaro] disse [no telefonema]: ‘No dia em que eu estou comemorando 100 dias de governo, você está jogando diesel no meu chope?’ E pediu esclarecimentos sobre isso”, contou Guedes.

O ministro da Economia disse ainda que eventuais reajustes não podem ser diários e acrescentou que a Petrobrás tem que trabalhar para melhorar suas práticas. “Vimos que a Petrobrás colocou o preço muito acima do preço internacional, não seguindo paridade internacional nenhuma, e houve períodos em que [esteve] muito abaixo também. Então, gostaríamos de, ao invés destas arbitrariedades, praticar e seguir uma prática compreensível e o melhor das práticas internacionais”, afirmou Guedes.

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Luciano Seixas Chagas
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Luciano Seixas Chagas

Falta o Guedes explicar porque foi proposto o aumento pelo senhor Castello Banco, diretoria e CA da Petrobras que desgastou a imagem da Petrobras já corroída por fakes passado. Eles precisam explicar a todos, se os preços estão abaixo ou acima dos internacionais? Ou então a irresponsabilidade é tão grande que um só aumento instantâneo, sem quaisquer critérios de previsibilidade, é maior que toda a inflação anualizada ou quase do tamanho da SELIC ou CDI anualizado. Pior é que, diariamente, todos os verdadeiros “experts” em petróleo publicam as expectativas de preços futuros, com base nos estoques, nos cenários geopolíticos, nas… Read more »

Luciano Seixas Chagas
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Luciano Seixas Chagas

A explicação do senhor Paulo Guedes para a intervenção é patética. Vem as explicações do inexplicável e os preços até o momento, não foram reajustados. Tivéssemos outro cálculo de preços não pullenparentiano tudo isso seria evitado.